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| Em Nome do Filho |
| Segunda, 14 Novembro 2011 19:37 | |||
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Autora: Luísa Castel-Branco Ema, uma menina de Lisboa, é a filha mais nova de uma família burguesa, que, no período da Revolução, se vê obrigada a mudar-se para uma propriedade no campo. Conhecendo todos os segredos da terra, Ema tem o dom de comunicar com a vida e os outros de forma misteriosa e especial. Com o fim da idade da inocência, a sua felicidade, no entanto, só é plenamente conseguida depois de satisfazer o seu desejo de maternidade. Autora:
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Comentários
Lembro-me de, há uns anos, esperar ansiosamente para ler os textos que escrevia na revista "Máxima" e, embora o tipo de escrita seja totalmente diferente, o sentido geral com que fiquei, depois de ler este livro, é o mesmo com que ficava depois de ler os referidos textos.
A escrita é atractiva, pese embora os diálogos que destoam um pouco do resto da qualidade da narrativa e os avanços e recuos na acção que fazem com que percamos um pouco o fio à meada. No entanto, a mensagem que Luísa Castel-Branco transmite nesta obra, suplanta qualquer possível defeito que a mesma possa conter. Recomendo e é autora que seguirei com atenção.
Ao ler este romance, que espelha uma realidade familiar e uma forma de estar muito nossa, em que todos participam, intervêm e se ajudam em bons e maus momentos, e também o lado generoso e abnegado de outros que se solidarizam com as vítimas de maus tratos e injustiças, percebemos nesta ficção quão complexo é o ser humano. Vemos as muitas camadas de emoções e sentimentos que cobrem o íntimo de pessoas sofisticadas, elegantes, ou de pessoas fortes e humildes.
Apesar dos saltos temporais que, inicialmente, me perturbaram a leitura até os compreender e antecipar, gostei muito da escrita e do enredo desta estória que envolve duas personagens femininas da mesma faixa etária e da mesma zona urbana. Ema, muito amada, realizada e feliz, depois de conseguir ser mãe, e Felismina (Mina), solitária e independente que se reinventou para sobreviver a uma vida amargurada e dolorosa.
Mais um romance da literatura portuguesa que me surpreendeu pela positiva e que me convence de que é bom ler autores portugueses.
Surpreendeu-me bastante este livro de Luísa Castel-Branco.
É prova de que o que é nacional também é bom.
Desde uma escrita fluente, ao enredo e descrição das personagens, fantástico!
«Em nome do Filho» pode ser a história de qualquer família portuguesa. Com altos e baixos, com as adaptações face as mudanças e, como nenhuma família é perfeita, logo com tragédias.
Mas como diria a matriarca «Deus só nos dá o que conseguirmos aguentar».
Já comprei o livro, porque quero ficar com ele. Por isso, recomendo a sua leitura e a sua divulgação.
No seu segundo livro, "Não digas a ninguém", fiquei-me pelas primeiras páginas... Não me agarrou, não sei explicar porquê. Às vezes, precisamos de largar uma leitura, para a retomar mais tarde... ou não! Quem lê sabe do que falo.
"Em nome do filho" começa com uma história suave que se vai intensificando com o desenrolar dos acontecimentos. Uma criança desaparece! O tema mexe com os nossos sentimentos e não acredito que quem é mãe não tivesse já apanhado um pequeno susto ou, pelo menos, pensado no que seria se...
Emocionou-me, claro! A escrita de Luísa Castel-Branco é feita de sentimentos e de emoções que transbordam dos diálogos entre os personagens. Quem lê fá-lo com o coração apertado, pelas palavras sentidas de uma escritora-mãe.
Recomendo. Fiquei com vontade de pegar de novo no "Não digas a ninguém", dar-lhe uma nova oportunidade (ou dar-me a mim própria uma nova chance?!). Já o leram?
Apesar de ter gostado da escrita da autora no geral, achei que os diálogos não eram o seu forte. No geral, achei-os bastante insípidos, comparados com o resto da narrativa. Outro aspecto menos bom do livro são também os saltos temporais. Não é que eles não sejam interessantes, porque são-no. O problema é que se encontram mal inseridos. Muitas vezes, encontramo-nos perdidos sem sabermos muito bem se nos encontramos no passado ou no presente, ou, ainda pior, sem sabermos qual das personagens estamos a seguir, pois, às vezes, temos outros pontos de vista além do das personagens principais. Mas esta sensação de desorientação consegue ser ultrapassada com o decorrer da história.
Quanto às personagens em si, no geral achei-as minimamente bem desenvolvidas, no entanto não consegui sentir-me próxima de nenhuma delas. Quase não consegui sentir o que elas estavam a sentir, o desespero, o medo, o terror. Talvez aquela que para mim tenha sido melhor caracterizada e que mais me cativou, foi a irmã mal disposta da família. Foi das poucas que realmente me conseguiu comover. A Sra. Amélia é também um doce de Sra., e é impossível não se gostar dela, a partir do momento em que ela entra na história. Gostei bastante do retrato de família da Ema que é feito, para mim o modelo da típica família portuguesa, da força de determinadas personagens inseridas nesta família. Mas, infelizmente, como já disse, faltava ali qualquer coisa às personagens. Quanto à vilã da história, sinceramente não me convenceu por aí além; apesar de conseguir perceber perfeitamente tudo o que lhe ia na alma e os seus motivos, achei que lhe faltava um pouco de credibilidade.
Por fim, uma outra coisa que me fez confusão, é o facto de a autora estar sempre a referir que a Ema tinha uma ligação especial com a natureza e afins, mas nunca explorar ou explicar propriamente essa afirmação. Fiquei com a sensação de que aquilo era dito só por dizer.
Pode parecer que só tenho coisas negativas a dizer acerca deste livro, mas tal não é verdade. Posso ter-me focado nos pontos negativos, mas a verdade é que até gostei bastante do livro e de cada momento que passei com ele. Penso que é um livro que, apesar de tudo, merece uma oportunidade de ser lido.
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