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Autor: António Gaspar Cunha
Género: Romance
Edição: Out/2018
Páginas: 190
ISBN: 9789898825841
Editora: Novembro

 

 

 

António Gaspar Cunha gosta e sabe escrever. O livro é, pois, para o leitor, um intermediário em que, narrando, relatando, traz à superfície o que resulta do que conheceu, viu e viveu.
Bebe-se de "golada". São tantas as emoções que se cruzam que não nos deixam arredar da leitura: tememos pelos bons, perseguimos os "maus, tornamo-nos o Monsieur Poirot que, de dedução em dedução, quer descobrir caminhos que desemboquem na justiça.
As sequências narrativas integram-nos na própria aventura: contagiam-nos, obrigam-nos a sermos protagonistas e interagimos… roendo as unhas…

Consegue o autor levar-nos aos hábitos académicos de uma Universidade que, mesmo não localizada, será sempre uma Universidade, que pode ficar por aí, algures, perto ou longe de nós…
O livro é, pois, um libelo acusatório que aponta o dedo em várias direcções. Pode parecer, numa primeira abordagem, que é um dedo apontado contra a praxe. Não é! É reacção sentida, sim, visceral, contra certa praxe: a que humilha, a que desumaniza o caloiro e que, por outro lado, favorece os sentimentos mais vis, mais mesquinhos dos mandantes Césares.
Há, pois, um objectivo, uma razão emocional para o livro: desmascarar a benigna praxe académica. Não se fica por aí e deixa-nos o outro lado da moeda: o culto, a consolidação de valores morais e princípios éticos que não pactuam com a humilhação e não toleram a rigidez dessas leis sem lei…
Após a leitura (convite feito…) saberemos mais, aprofundaremos mais a ponto de, como Mário Pinto (uma das personagens, pai da Ana, estudante universitária), podermos ultrapassar (nós também…) barreiras de escuridão".
Maio de 2018, Conceição Lima in Prefácio

Autor:

António Gaspar Cunha nasceu em Barcelos em 1964, tendo-se licenciado na Escola de Engenharia da Universidade do Minho em 1991. Desde então é docente do Departamento de Engenharia de Polímeros dessa mesma universidade, onde fez o doutoramento em 2000 e as provas de agregação em 2014.
Começou por escrever poesia em 2013, dando expansão ao saber e, sobretudo, ao viver acumulado durante os seus 50 anos de vida. Escrever é para si não só uma emancipação, mas também uma expressão do seu cogitar sobre o mundo atual, fazendo-o através de uma tormentosa serenidade, expressa quer na sua escrita poética quer na narrativa. 
Livros publicados: Amo a Ideia de Ti, poesia, (com o pseudónimo de João raphael), 2014; O Triunfo dos Cucos & Outros Contos, contos, 2014; Tormentosa Serenidade, poesia, 2015; A Fronteira do Amor, romance, 2016; Cinco Lágrimas por Alepo, poesia, 2017; O Menino de África e Outros Contos, contos, 2017.

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"A melhor receita para o romance policial: o detetive não deve saber nunca mais do que o leitor."
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