Equador

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Autor: Miguel Sousa Tavares
Editor: Oficina do Livro
Páginas: 528
ISBN: 989-555-013-8

 

Quando, em Dezembro de 1905, Luís Bernardo é chamado por El’Rei D.Carlos a Vila Viçosa, não imaginava o que o futuro lhe reservava. Não sabia que teria de trocar a sua vida despreocupada na sociedade cosmopolita de Lisboa por uma missão tão patriótica quanto arriscada na distante ilha de S. Tomé. Não esperava que o cargo de governador e a defesa da dignidade dos trabalhadores das roças o lançassem numa rede de conflitos de interesses com a metrópole. E não contava que a descoberta do amor lhe viesse a mudar a vida.

Equador é um bestseller, que vai na 21ª Edição com mais de 250.000 exemplares vendidos em Portugal, está editado na Holanda e no Brasil e tem traduções em curso em várias outras línguas.

Autora:

Miguel Sousa Tavares

Jornalista português, Miguel Sousa Tavares nasceu no Porto, sendo filho da poetisa Sophia de Mello Breyner e do advogado e jornalista Francisco de Sousa Tavares. Depois de se ter licenciado em Direito, exerceu advocacia durante doze anos, mas abdicou definitivamente desta profissão para se dedicar em exclusivo ao jornalismo. 
Estreou-se na televisão em 1978, ao entrar para a Radiotelevisão Portuguesa. 
Foi um dos fundadores da revista Grande Reportagem em 1989, publicação da qual se tornou director logo no ano seguinte. Manteve-se na direcção da revista durante cerca de dez anos até ser substituído por Francisco José Viegas. 
Ainda em 1989, Miguel Sousa Tavares foi director da revista Sábado, publicação generalista que havia sido lançada no ano anterior por Pedro Santana Lopes. No entanto, manteve-se pouco tempo no cargo devido à instabilidade interna da revista, que algum tempo depois viria a fechar. 
O jornalista também se destacou na imprensa portuguesa como cronista e escreveu ininterruptamente para o jornal Público, desde que este foi lançado em 1990 até ao início de 2002. Ao mesmo tempo, foi assinando crónicas noutras publicações como o jornal desportivo A Bola, na revista feminina Máxima e no jornal on-line Diário Digital. Miguel Sousa Tavares esteve na SIC, canal privado de televisão que começou a emitir em 1992, onde apresentou programas de informação como "Crossfire", este a meias com Margarida Marante. Abandonou a SIC e depois de em 1998 ter recusado o convite para director-geral da RTP, no ano seguinte regressou à televisão. 
Assim, em 1999 Miguel Sousa Tavares ingressou na TVI e apresentou "Em Legítima Defesa". Sousa Tavares defendia uma das posições e Paula Teixeira da Cruz, vereadora do PSD na Câmara de Lisboa, a outra. O jornalista Pedro Rolo Duarte servia de moderador. Em Setembro de 2000, estreou-se como comentador fixo do Jornal Nacional da TVI, onde passou a marcar presença semanalmente às terças-feiras, para abordar a actualidade nacional e internacional. 
Miguel Sousa Tavares tem vários livros publicados, quase todos de crónicas. O primeiro, Sahara, a República da Areia, foi editado em 1985 e constava de uma reportagem. Seguiu-se, dez anos depois, uma colecção de escritos políticos chamado Um Nómada no Oásis e O Segredo do Rio e, em 1997, um conto infantil. Em 1998, saiu o livro de crónicas de viagens intitulado Sul e, em 2001,Não te Deixarei Morrer David Crockett, que reuniu os escritos da revistaMáxima. Neste último ano, foi também editado Anos Perdidos, uma colecção de crónicas dedicada aos governos de António Guterres entre 1995 e 2001. Miguel Sousa Tavares estreou-se no romance com a obra Equador, que, editado pela primeira vez em 2003, vendeu mais de 250 mil exemplares, tendo sido reeditado no mesmo ano. O sucesso desta obra foi tão grande que, posteriormente, acabaria por ser lançada a nível internacional (Brasil, Holanda, Alemanha, República Checa, Espanha e América Latina). Em Outubro de 2007 publica Rio das Flores, com uma primeira tiragem de 100 mil exemplares. 
Para além da sua intensa actividade como jornalista, em 1998 foi um dos nomes que integrou a direcção do movimento Portugal Único que se batia contra a regionalização e apelava ao voto no "Não" num referendo agendado para esse ano.

Comentários  

 
#3 Fátima Rodrigues 2013-04-06 21:04
Recomendo a leitura, especialmente aos amantes de romances históricos. A história passa-se entre 1905 e 1908 e retrata Portugal no início do século XX, com a vida de folia do rei D. Carlos e sua corte, a fúria revolucionária dos republicanos e a situação das colónias, após a abolição da escravatura. Em teoria, as possessões portuguesas são províncias ultramarinas e todos os seus habitantes são cidadãos livres. Mas os interesses dos proprietários das roças subvertem o sistema e tudo continua como dantes. Será possível alterar esta situação, ou, pelo menos, manter as aparências perante a comunidade internacional? É esta a ingrata missão atribuída a Luís Bernardo, ao ser nomeado Governador de S. Tomé e Príncipe, que ele tudo faz para levar a bom termo, mas acaba da maneira mais inesperada. Suspense até à última página!
Como disse um comentador do Público, “Portugal precisava, não tenho dúvida, de muitos mais livros destes”. Vamos ler os autores portugueses que são tão bons como os estrangeiros.
 
 
#2 Vera Neves 2011-08-18 18:07
Para mim, Equador é, até agora, o melhor livro de MST. É um romance histórico que retrata o trabalho escravo e as colónias portuguesas, no início do séc. XX.
O livro está escrito de forma soberba, sem ser maçador e retratando vários factos históricos de interesse.
A personagem principal é Luís Bernardo que é convidado pelo Rei para o cargo de Governador de S. Tomé e Príncipe e tem a difícil tarefa de ter de provar aos ingleses que não há trabalho escravo nas roças de São Tomé. O autor vai-nos revelando o percurso individual de Luís Bernardo, que deixa para trás os luxos da Lisboa da época, para ir para uma ilha distante do resto do mundo, sem luxos, onde terá de enfrentar os produtores de cacau da ilha que não vêm com bons olhos o trabalho do Governador.
A história tem imensas peripécias, permite-nos sonhar com as praias selvagens de São Tomé, nas quais o romance vem ao de cima. E também aí a história tem vários altos e baixos, porque nem sempre as nossas escolhas são as mais acertadas ou as mais fáceis.
É sem dúvida um dos livros mais bem escritos e que melhor retratam a história das colónias portuguesas, no que diz respeito ao trabalho escravo, à exploração e à aliança inglesa.
 
 
#1 Júlia 2009-07-21 16:53
Até para quem não gosta muito de história como eu é um livro fantástico.
Altamente recomendavel.
 

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