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Subtítulo: A história do rapto que chocou a América
Autora: Elizabeth Smart com Chris Stewart
Edição: Abr/2014
Páginas: 328
ISBN: 9789892325811
Editora: ASA

 

 

Mato-te a ti e à tua família! Foi a frase que Elizabeth Smart ouviu ao acordar no seu quarto, com a lâmina de uma faca encostada ao pescoço, na madrugada do dia 5 de junho de 2002. A irmã dormia calmamente a seu lado.
Elizabeth tinha catorze anos. A sua vida mudou para sempre naquele momento. Sequestrada por um religioso fanático, foi levada para um acampamento nas montanhas do Utah, onde o seu raptor celebrou um falso casamento, violando-a em seguida. O calvário de Elizabeth durou nove agoniantes meses, durante os quais foi drogada, acorrentada e violada vezes sem conta por Brian David Mitchell, com a ajuda da mulher, Wanda Barzee.

O rapto de Elizabeth chocou toda uma nação. Num testemunho apaixonante e inspirador, ela descreve a sua rotina de isolamento e violência e o milagroso momento em que foi salva. Acima de tudo, fala-nos da inabalável fé que permitiu o seu regresso a casa, a recuperação, e a determinação em ajudar pessoas que sofrem situações semelhantes. É hoje um símbolo de resistência e esperança.
Brian David Mitchell encontra-se a cumprir uma pena de prisão perpétua. Wanda Barzee foi condenada a quinze anos de prisão pelo rapto, e a mais quinze pela tentativa de rapto da prima de Elizabeth.

Autora:

Elizabeth Ann Smart-Gilmour nasceu a 3 de novembro de 1987. Aos 14 anos, foi raptada por um religioso fanático e esteve sequestrada durante 9 meses. Em 2011, criou a Elizabeth Smart Foundation, cujo objetivo é ajudar a prevenir raptos e crimes sexuais contra menores. Trabalha também como comentadora no ABC News.
Atualmente vive com o marido, Matthew Gilmour, com quem casou em 2012.

Mais informações em www.elizabethsmartfoundation.org

Veja aqui o booktrailer da versão em inglês:

Comentários  

 
#3 Maria Manuel Sousa 2014-06-17 21:52
Nove meses de cativeiro, descritos em 325 páginas, de leitura nada fácil, pelos fortes sentimentos envolvidos que, por vezes, são contraditórios.

Não consigo compreender qual a causa para o fanatismo religioso, no qual pessoas ditas normais (aparentemente) se tornam em monstros.

Deve ter sido extremamente difícil, depois de tudo pelo que passou, Elizabeth conseguir seguir em frente e tornar-se, ela própria, numa acérrima defensora dos direitos das crianças.

É um livro forte que nos marca de forma indelével, não fosse ele o relato de um caso verídico.
 
 
#2 Clarinda Cortes 2014-05-15 23:10
Numa escrita muito simples e fluída, é um livro que se deveria ler num só fôlego. Não o consegui fazer. O seu conteúdo é de tal forma marcante, que tive de “respirar” de vez em quando.

O mal e o fanatismo que decidem a vida das pessoas e lhes roubam as escolhas e a liberdade, são, para mim, incompreensívei s. O meu sentimento de revolta mais profundo revelou-se ao longo desta leitura. Não sei como ainda há força para viver e seguir em frente! Fico envergonhada quando me revolto e sinto que a vida me vira as costas por coisas tão banais. Uma vida que é tão madrasta para alguns! Quem acha que tem o poder de roubar uma vida, seja de que forma for, não é humano, certamente. Esses “seres” têm qualquer coisa de diferente, de profundamente monstruoso.

Não é um livro que passe por nós. É algo que nos marca a ferro e fogo e que, de certa forma, me ajudou a crescer mais um pouco. Recomendo!
 
 
#1 Sónia 2014-04-15 10:15
Não me foi propriamente fácil ler este livro. Não que seja complicado de ler, até porque contém uma escrita bastante fluída, mas o conteúdo em si arrasa quem tem o mínimo de sentimentos. Daí o ter que ser lido em pequenas doses.

Para começar, aborda algo que detesto, seja em que religião for: fanatismo. É daquelas coisas que, por mais que viva, nunca irei compreender. Depois, neste caso, o fanático-mor auto-intitula-s e de "profeta". Digo já que, em casos como o de Brian David Mitchell, não vejo lugar para qualquer patologia do foro psiquiátrico. Aqui só encontro uma explicação: o Mal, que é o oposto do Bem.

A sinopse é bem reveladora daquilo que o livro aborda, que decorreu durante nove meses. Resiliência e Fé são as palavras que retemos duma obra que pode suscitar sentimentos contraditórios e de alguma revolta.

Por último, uma palavra para as recorrentes gralhas presentes nesta edição. Devem ser revistas numa próxima. E também para uma incoerência, constante na página 210. A determinada altura, é referida uma situação e, mais abaixo, o seu oposto. A rever, também.
 

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