Eu, Maria das Dores, Me Confesso

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Autoras: Maria das Dores e Virginia López
Género: Testemunhos
Edição: Set/2019
Páginas: 184
ISBN: 9789898995001
Editora: Verso de Kapa

 

 

 

Maria das Dores mandou matar o marido e foi condenada a 23 anos de prisão, num dos julgamentos mais mediáticos que Portugal já conheceu. O crime tinha todos os ingredientes para suscitar interesse: paixão, ódio, dinheiro e um desenlace macabro. A imprensa batizou-a como a socialite que mandou matar o marido para cobrar o seguro de vida. Mas ela nunca confessou o crime. Durante o julgamento, declarou-se inocente e culpou o motorista e o seu amigo de serem os únicos responsáveis pelo assassinato de Paulo Pereira da Cruz. Apesar de condenada, e ao longo de anos, Maria das Dores continuou a negar o seu envolvimento.

Está presa há 12 anos no Estabelecimento Prisional de Tires, no qual teve de aprender a conviver com outras reclusas, sem mordomias, numa cela partilhada, que compara a uma caixa fechada em que mal se respira. Uma caixa sem liberdade, nem os luxos a que estava habituada. Na prisão, não pode comer sushi, usar alta cosmética ou vestir roupa de marca. Longe estão os dias em que Maria das Dores era capaz de gastar mil dólares num dos melhores cabeleireiros de Nova Iorque.
Neste livro, Maria das Dores rompe o silêncio ao cabo de 12 anos e confessa: sim, eu mandei matar o meu marido. E explica por que razões o fez. Quem é a mulher por trás da assassina? Em Eu, Maria das Dores, me Confesso, o leitor encontrará revelações surpreendentes, cartas inéditas escritas a partir da prisão e as reflexões da mulher arrependida que, levada pelo ciúme e pela raiva, cometeu um terrível erro irrefletido que custou a vida do marido, a própria liberdade e a relação com o filho mais novo. Maria das Dores foi condenada pela justiça e também pela sociedade. Chegou o momento de contar a sua versão da história - aquela que toda a gente desconhece.

De Virginia López no Segredo dos Livros:
Impunidade

Autora:

Maria das Dores nasceu e cresceu no Algarve. Aos 17 anos, mudou-se para Lisboa. No ano seguinte foi aceite como hospedeira na TAP, mas preferiu ingressar na banca e fazer carreira. Durante esse percurso, decidiu continuar a estudar e apaixonou-se por um professor, José, com o qual vem a casar e a ter um filho, David. Essa união dura uma década e é interrompida pela paixão avassaladora por outro homem, Paulo – uma paixão que há de terminar em tragédia. Com Paulo, procura ser novamente mãe, mas as coisas não correm bem. Abdica então de um ascendente percurso na banca para poder dedicar-se a uma gravidez tardia e de risco. Depois de cinco abortos, nasce Duarte, um bebé saudável. Seis meses depois, acontece algo que muda a sua vida para sempre: ao sair de um almoço com o marido, um desastre de automóvel leva-a a uma incapacidade física de 83%, resultante de sucessivas operações de amputação ao braço esquerdo. Num acesso de ciúme e loucura, e ao antever um pedido de divórcio, encomenda a morte do marido ao motorista de ambos. Como consequência, a 9 de abril de 2008, é condenada a 23 anos de prisão. Sem contacto com o filho mais novo desde o dia da detenção, jura fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que um dia possa pedir-lhe perdão e voltar a abraçá-lo.

Autora:

Virginia López é correspondente do jornal espanhol El Mundo e da rádio espanhola Cadena SER. Atualmente colabora como comentadora nos programas Esplendor de Portugal (Antena 1) e Hora de Fecho (RTP Informação). Anteriormente colaborou com o jornal espanhol El Periódico de Catalunya e com a produtora de televisão Lua Multimédia, onde participou na elaboração do documentário Os Combatentes do Ultramar, para o Canal História. Licenciada em Jornalismo pela Universidade Complutense de Madrid, frequentou o programa Erasmus no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) em Lisboa. Este é o seu segundo livro, depois de De Espanha nem Bom Vento nem Bom Casamento (A Esfera dos Livros, 2010).

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