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| Eu Mato |
| Quinta, 10 Fevereiro 2011 18:58 | |||
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Autor: Giorgio Faletti Um locutor da Rádio Monte Carlo recebe, durante a sua transmissão nocturna, um telefonema intrigante. Um desconhecido, com a voz modificada artificialmente, revela ser um assassino. O facto é arquivado como uma brincadeira de mau gosto. No dia seguinte, um piloto de Fórmula 1 e a sua companheira são encontrados mortos e horrendamente mutilados no seu barco. Começa assim uma série de assassinatos.Cada um deles precedido por um telefonema para a Rádio Monte Carlo com um indício "musical" sobre a vítima que se segue, e acompanhado por uma inscrição a sangue que é, ao mesmo tempo, uma assinatura e uma provocação: Eu mato... Para Frank Ottobre, agente do FBI de licença temporária, e Nicolas Hulot, comissário da Sûreté Publique, começa a caça a um fantasma.
Autor:
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| Actualizado em Domingo, 17 Abril 2011 13:28 |
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Comentários
A premissa deste enredo, a de um perturbado assassino que avisa antes de matar e mesmo assim ninguém o consegue deter, deixa-nos quase à beira da ansiedade, fazendo com que desfolhemos o livro com uma velocidade elevada.
Ao longo do livro, vamos entendendo o carácter de Frank (agente do FBI), através de uma excelente caracterização desta personagem, mas o carácter do assassino é descrito aos poucos, lentamente, permitindo que os leitores criem várias realidades possíveis.
Tudo para que, no fim, sejamos surpreendidos pelo final original e inesperado que nos faz ansiar pelo livro seguinte.
Uma excelente estreia! Um autor a que eu vou estar muito atenta.
Eu Mato conta a história de um serial killer bastante sórdido, que liga para um programa de rádio a anunciar o homicídio, deixando uma música como pista para a identificação da potencial vítima.
Nas primeiras páginas do livro, são apresentadas as personagens, com quem imediatamente sentimos empatia, o menino com problemas mentais que acompanha religiosamente os programas e as músicas da rádio, Pierrot e Jean-Loup Verdier, o apresentador desse mesmo programa. Também o agente do FBI Frank Ottobre,que estava em Monte Carlo, debatendo-se com os seus próprios fantasmas e, aliado ao amigo, o delegado de polícia Nicolas Hulot, decide que dará um fim à matança. Mas não só estas personagens aguçam a curiosidade do leitor, o que terá a esconder a misteriosa Helena Parker?
No que concerne a descrições de personagens, tenho a referir que até as vítimas são tidas em conta. Assim, todas elas têm uma personalidade, uma maneira de estar na vida que, normalmente, não são aspectos tão enfatizados numa personagem de literatura policial.
E não são só descrições de personagens, o autor prima pelas referências de pormenores a locais e a situações. A descrição no romance policial é sempre algo ambíguo: se, por um lado, o leitor quer imediatamente passar à acção, descurando os pormenores descritivos, por outro esta componente facilita um visionamento da acção na nossa mente, tal como um filme!
No que diz respeito ao serial killer, este é uma mistura entre o famigerado Ed Gein e Hannibal Lecter. Um dos aspectos mais relevantes do livro é a sua análise do perfil psicológico e o encaixe deste com a tipologia dos crimes, muito sangue e rostos mutilados. Denotei que o autor utiliza uma linguagem diferente nas falas desta personagem quando faz os telefonemas para a rádio, comparativament e aos demais personagens, facto que ajuda o leitor a sentir-se mais irrequieto, tenso e desconfiado. Achei que os telefonemas, ainda que breves, tinham um cariz perturbador e conseguiram deixar-me inquieta. Quanto às músicas escolhidas para cada vítima, devo dizer que o autor fez uma ligação bastante inteligente e que não era assim tão imediata.
Inicia-se então uma verdadeira caça ao homem, cujos homicídios são bastante gráficos, encontrando-se descritos ao pormenor, havendo pelo meio algumas peripécias surpreendentes.
Gostei do desfecho, conhecer a identidade do serial killer e o seu background, a sua infância e o desenvolvimento como indivíduo na sociedade.
Fico a aguardar atentamente o segundo livro do autor, intitulado "Eu sou Deus". Recomendo vivamente, é uma excelente leitura!
Temos um assassino que mata pessoas famosas e que, antes de matar, liga para a rádio e fala com o locutor a dizer que mata e associa um tema musical, para que a policia consiga associar o tema à pessoa que vai matar.
A investigação da polícia começa e não têm muitas pistas, mas sim mais cadáveres a aparecerem. Os responsáveis da investigação são um comissário da polícia de Monte Carlo (onde passa a acção do livro) e um agente do FBI que se encontra naquele local a título privado, mas que, por forças do destino, se vê envolvido na investigação.
Isto é o ponto de partida deste policial, mas ele é muito mais do que esta caça ao homem, visto que o autor também deu relevância ao passado traumático do agente do FBI e, ao longo do livro, somos apresentados a outras personagens que também terão a sua importância em certos desenvolvimento s do livro.
O livro é grandito (mais de 500 páginas), mas o autor conseguiu prender a minha atenção, não só devido à expectativa de saber quem era o assassino, mas porque outros acontecimentos decorrem e ficamos a pensar qual será o seu papel para o resto do livro.
Enquanto lia, fui tentando visualizar as cenas na minha cabeça e acho que daria um óptimo filme, pois temos um fio condutor – a caça a um assassino – mas depois outras histórias que se vão passando e interligando com essa investigação e no final tudo é revelado e explicado.
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