Fábrica de Melancolias Suportáveis

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Autora: Raquel Gaspar Silva
Género: Romance
Edição: Jun/2017
Páginas: 128
ISBN: 9789898864024
Editora: Elsinore

 

 


«Sentada no banco da igreja, na nave central, mesmo no epicentro da cova da fábrica, trabalhando na forja da sua história, ouvindo as outras vozes que ascendiam do entulho dos mortos por baixo de si.»
A narradora esperou pela morte dos seus para começar a transformá-los em personagens. Mas Carlota, irmã dedicada, mãe de uma prole a que nunca deu à luz, não morreu. Vive na história, numa cúpula de eternidade indestrutível. Esta história é dela e (talvez) para ela.

Foram poucas as vezes em que Carlota contou alguma coisa sem omissões - era assim que se libertava dos outros. Contou que eram seis irmãos e que nunca passaram fome. Dos pais, lembrou a coragem, e à memória que deles tinha acrescentava elogios - mas quando o fazia, recuava ou inclinava o corpo para trás.
Quando todas as personagens começaram a morrer, o rebuliço incómodo da escrita surgiu. A ferida. E como saber tudo? Onde está a verdade? Não importa. Na fábrica de memórias suportáveis em que todos nos vemos, em que nos encontramos, nestas páginas sobre o que é ser uma família e o que é recordar, somos todos uma história.
Um romance cuja ação decorre no Alentejo, marcado por um registo muito português. Uma estreia literária de maturidade incomum, o romance afirma uma nova voz na literatura portuguesa.

Extrato disponível aqui.

Autora:

Raquel Gaspar Silva nasceu em 1981, em Évora. É licenciada em Estudos Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estudou Criatividade Publicitária na Restart.
Fábrica de Melancolias Suportáveis é o seu primeiro romance. Tem um projeto de poesia, #domesticliteraturemovement, que publica com o pseudónimo rawquel.

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"Algumas obras morrem porque nada valem; estas, por morrerem logo, são natimortas. Outras têm o dia breve que lhes confere a sua expressão de um estado de espírito passageiro ou de uma moda da sociedade; morrem na infância. Outras, de maior escopo, coexistem com uma época inteira do país, em cuja língua foram escritas, e, passada essa época, elas também passam; morrem na puberdade da fama e não alcançam mais do que a adolescência na vida perene da glória. Outras ainda, como exprimem coisas fundamentais da mentalidade do seu país, ou da civilização, a que ele pertence, duram tanto quanto dura aquela civilização; essas alcançam a idade adulta da glória universal. Mas outras duram além da civilização, cujos sentimentos expressam. Essas atingem aquela maturidade de vida que é tão mortal como os Deuses, que começam mas não acabam, como acontece com o Tempo."
Fernando Pessoa, in Heróstrato