FLORBELA ESPANCA A Vida e a Alma de uma Poetisa

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Autor: José Carlos Fernández
Edição: Fev/2011
Páginas: 352
ISBN: 9789729026836
Editora: Edições Nova Acrópole

 

 


Nestas páginas, o leitor encontrará um retrato da vida e da alma da nossa maior poetisa portuguesa. As cartas, o seu Diário, os contos que ela escreveu, os acontecimentos que viveu, factos objectivos na teia do mundo, permitem-nos conhecer melhor esta inspirada artista da palavra, Florbela Espanca. E, ainda, penetrar no labirinto e no jardim encantado da suas íntimas vivências e imaginação: Claustro de Saudade e Beleza do qual nunca sairemos iguais a quando entramos.

Pois Ela reina nele como puro símbolo e sacerdotisa do Eterno Feminino, nesse Amor inextinguível por tudo e todos, que converteu nas jóias alquímicas e transfiguradoras de seus poemas.

 «Ecos longínquos de ondas... de universos...
Ecos de um mundo... de um distante Além,
De onde eu trouxe a magia dos meus versos!»
In Florbela Espanca, «Sou eu!» - Charneca em Flor

Autor:

José Carlos Fernández é escritor, investigador e Director da Nova Acrópole em Portugal, desde 2004. Tem colaborado em muitas revistas, mormente na Esfinge e Cuadernos de Cultura. Realizou os guiões para os documentários: La Córdoba Omeya y Romana, Simbolismo en la Pintura de Julio Romero de Torres e Simbolismo da Arte Tibetana.
É autor do livro Córdoba Eterna, do romance histórico A Viagem Iniciática de Hipátia e da biografia Florbela Espanca: A Vida e a Alma de uma Poetisa, coordenador das edições Grécia Mágica, Atlântida: Mito ou Realidade, Os Templários e o Caminho de Santiago e Valores Eternos.
Lecciona cursos na Associação Cultural Nova Acrópole sobre Sabedoria Viva das Antigas Civilizações, História da Filosofia, Psicologia, Simbolismo da Arte, Oratória e Dialéctica.
Proferiu cerca de mil conferências sobre mais de uma centena de temas científicos, literários, artísticos e históricos – sempre no seu aspecto humanista – que são um testemunho de um labor incansável na demanda e divulgação dos pilares da cultura que são os pilares da alma humana.
Reside, com a sua esposa, em Portugal desde 2004, e em Lisboa há cinco anos, onde dirige as revistas Acrópole e Conhece-te a ti mesmo.

Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2011-04-01 12:02
No excelente prefácio que escreveu para este livro, António Cândido Franco aponta a grande qualidade deste livro: “Talvez aquilo que mais parece de assinalar no trabalho que de seguida se lê seja mesmo o escrúpulo com que o autor procede no levantamento da vida que escreve. É um tal processo que nos permite afirmar que em nenhum momento este trabalho confunde biografia e romance, risco maior e para bem dizer inevitável para qualquer biógrafo.”
Apesar de muitos defenderem que “o centro de interesse do leitor de poesia é o texto a ler”, a verdade é que “é impossível ao estudioso fazer de conta que a obra que lê vive por si só, sem autor”. Foi este o objectivo do autor, que procura dar-nos um retrato fiel do que foi a vida desta grande poetisa e a influência que as suas venturas e desventuras tiveram na sua obra.
Através da leitura da sua correspondência com amigos, familiares, editores, escritores e outros destinatários, complementada com citações de poemas, contos e outros escritos de Florbela, o leitor constrói uma imagem muito real do que foi a sua vida, desde o nascimento até à morte, trágica e condenável para uns, lúcida e sublime para outros. O autor fez um enorme trabalho de recolha e selecção, digna dos maiores elogios.
Os textos de ligação são de uma grande elevação, escritos numa prosa poética, dignos de enquadrar a beleza dos poemas e textos de Florbela citados.
Algo de menos positivo que posso apontar a este livro prende-se com aspectos editoriais. A letra é muito miúda, o que dificulta a leitura, mas se compreende para não tornar muito volumosa uma obra que se pretende dirigir ao grande público. Teria sido bom dividi-lo em capítulos, cada um abrangendo uma época da vida de Florbela, por exemplo. Ajudaria os leitores a organizar melhor os seus esquemas mentais e faria com que a leitura se tornasse menos fastidiosa para os leitores menos reflexivos, mais interessados em conhecer a vida da poetisa do que em “mastigar e digerir” a beleza da sua obra.
De qualquer modo, recomendo vivamente a leitura deste livro, que vem repor, através dos escritos da própria, a verdade sobre “a Vida e a Alma” daquela que é talvez a maior poetiza portuguesa de todos os tempos, mas também a mais traída por muitos dos que deviam realçar o seu valor.
 

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