Há Sempre um Amanhã

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Autora: Anita Notaro
Edição: Abr/2012
Páginas: 468
ISBN: 9789898228857
Editora: Quinta Essência

 

 

Certos momentos da vida mudam-nos para sempre
A maior parte das pessoas consegue lembrar-se de um momento decisivo na sua vida. Uma fração de segundo quando o tempo parou e a vida mudou para sempre. Para Lily Ormond, esse momento chegou ao fim de um dia, quando foi abrir a porta e descobriu que, enquanto estava a esmagar alho e alecrim e assistir a telenovelas, a sua irmã gémea Alison se tinha afogado.

Foi difícil conciliar-se com a perda da única irmã e melhor amiga, e mais ainda tornar-se mãe de Charlie, o filho de Ali com três anos de idade, mas descobrir que a sua irmã gémea levava uma vida secreta havia anos quase destruiu Lily... E assim começa uma viagem relacionada com quatro homens que tinham feito parte de uma vida que ela nem sabia existir. Uma viagem que obriga Lily a reconciliar-se com a memória do pai que nunca se importou realmente com ela, com uma criança que precisa muito de si e com uma irmã que não era o que parecia.

 

Autora:

Anita Notaro é produtora de televisão, jornalista e realizadora e trabalhou para a RTE, a radiotelevião da Irlanda, durante dezoito anos. Foi a realizadora do Festival Eurovisão da Canção e das eleições gerais irlandesas, bem como de programas para a BBC e Channel 4.
O seu romance Há Sempre Um Amanhã venceu o Galaxy Irish Popular Fiction Book of the Year.

Comentários  

 
#7 Sónia 2012-09-24 15:08
Um livro que, apesar de poder ser rotulado como light, me agradou imenso, pese embora o início que me deixou um pouco na defensiva. Mesmo assim, e apesar das suas quase quinhentas páginas, tem um escrita bastante fluída, límpida até, e que tem o condão de nos fazer querer saber sempre mais.

É também a prova de que os romances mais ligeiros, desde que bem escritos e explorados, conseguem dar-nos pequenas lições para as nossas próprias vidas, se a isso conseguirmos chegar...

Recomendo, sem qualquer sombra de dúvida.
 
 
#6 Vera Mouta 2012-08-12 19:37
Vou ser sincera: este livro não me agradou tanto quanto gostaria.
Gostei do início e do fim, não gostei propriamente do caminho que a autora escreveu para lá chegar.

Acho que, no princípio, somos logo cativados pela situação dramática que acontece com a morte da Allison. A partir daí, somos apresentados a vários personagens que tiveram a ver com o passado da Allison e vemos como a irmã gémea dela, Lily, se desenrasca com tudo o que aconteceu e com o facto de ter agora a seu cargo o sobrinho.

O que não me agradou, por achar muito forçado, foi os encontros com aqueles quatro homens e a maneira como eles reagiram ao conhecer Lily e, de certa forma, como a autora desenvolveu a questão da atracção deles por ela. Achei algo tão exagerado e forçado… Também não posso avançar muito mais, para não tirar a surpresa a quem ainda não leu.

A personagem da Lily não me cativou de início, mas gostei do final que ela teve e do seu crescimento ao longo do livro.
Os quatro homens, em determinadas alturas, irritaram, pelas suas maneiras de ser e Tamsin, para uma psiquiatra, era uma pessoa bastante frágil e neurótica. É como diz o ditado: casa de ferreiro, espeto de pau.

No geral até foi uma boa leitura, em que vemos como, de um momento para o outro, a nossa vida pode mudar e, por vezes, é nos reveses da vida que mais crescemos. Mas, como referi, o caminho que a autora usou para lá chegar não me convenceu muito.
 
 
+1 #5 Catia Silva 2012-08-01 13:27
"Há Sempre Um Amanhã" deslumbrou-me! É um romance maravilhoso.
Logo no primeiro capítulo, a história deixou-me um bocado apreensiva e com uma certa ansiedade para saber o que ia acontecer no resto do livro.
Uma leitura leve e uma linguagem fluída, um ótimo romance para ler nestas férias, com os pés enterrados na areia, a ouvir as ondas a rebentarem, enquanto mergulhamos nesta maravilhosa história, sobre a perda de um familiar e a luta para mudarmos a nossa vida e nos tornarmos mais fortes.
 
 
-1 #4 Vera Neves 2012-07-18 12:05
Confirma-se que Anita Notaro tem o dom da escrita. Torna a leitura viciante e “Há Sempre Um Amanhã” é devorado sem darmos por isso.
A morte de Alison, irmã gémea de Lily, abalou-me. A descrição é tão bem feita, que nos imaginamos no meio daquele mar e sentimos o terror invadir-nos. E este acontecimento é apenas o início. Muito há a descobrir.
Lily vê-se a braços com o sobrinho pequeno, para quem irá ser agora uma mãe, mas para ela é muito mais do que isso. Alison era o seu pilar, a sua âncora. Considerei que a autora explorou muito bem esta relação entre as irmãs. Mexeu comigo, por eu própria ser um pouco como a Lily, e ter a minha Alison presente é das melhores coisas da minha vida.
A nossa protagonista vai sentir a sua vida dar uma grande volta, muitas vezes, durante os meses seguintes. À medida que se vai inteirando da vida e dos negócios da irmã, sentimentos contraditórios vão emergindo, como potenciais desestabilizado res de uma relação que ela considerava pura e intocável. As descobertas que faz, quer em relação à própria família, como, por exemplo, o pai ou a tia Milly, quer em relação às amizades que a irmã tinha e ela desconhecia, desconcertam-na . Quando achava que não havia segredos entre elas…
O percurso que Ally vai percorrer não só lhe permite conhecer-se melhor a si própria, como aos outros que a rodeiam. Nesse processo, Anita Notaro oferece-nos histórias hilariantes, momentos deliciosos que nos aquecem o coração.
Adorei acompanhar o “crescimento” de Lily, a sua relação com o pequeno Charlie e a tia Milly. A curiosidade em descobrir quem é o pai de Charlie também foi crescendo e adorei a forma como a autora elaborou esta parte da história.
Com as personagens masculinas, confesso que, por vezes, me baralhava com os nomes e com as suas histórias. Mas apreciei as suas pequenas histórias, quase como se fossem pequenos contos, dentro da narrativa, com Alison como elo de ligação.
Recomendo esta leitura e Anita Notaro é uma autora que, decididamente, vou seguir.
 
 
#3 Joana Nunes 2012-06-03 21:37
Tudo começa com a morte de Alison, mãe do pequeno Charlie e irmã gémea de Lily.
Tendo sido o pilar da família desde pequena, deixa em Lily uma enorme saudade e desorientação, visto que esta última agora tem a responsabilidad e de se sustentar e de criar o sobrinho.
Felizmente, a vida sorri e, após muitas desilusões e ilusões, Lily consegue superar o desgosto e seguir a sua vida com o pequeno Charlie, e já com o seu próprio negócio de sonho!
Imaginem que o vosso super herói favorito vos escondeu um enorme e dúbio segredo? Agora, imaginem que esse super herói é a vossa irmã gémea e que vos esconde tanto a sua ocupação laboral mais lucrativa, como a identidade do pai do Charlie.
Nesta viagem de descoberta, Lily depara-se com vários homens que fizeram parte dessa vida secreta de Alison e, através deles, fica a conhecer melhor a sua Ali, embora nem sempre da forma mais agradável.
Tento não me alongar em pormenores, pois "Há Sempre um Amanhã" é uma estória que merece ser lida em primeira mão!
Não se deixem intimidar pelo seu tamanho, pois revelou-se uma leitura rápida, com uma escrita fluída e acessível e com um enredo demasiado cativante para ser ignorado!
Confesso que me apaixonei por este livro, mal me lancei nas suas primeiras páginas.
Logo me identifiquei com Lily, com a sua dor, as suas inseguranças e a sua profunda devoção pelo sobrinho.
Charlie, o pequeno, é uma personagem adorável, cuja vida foi marcada pela perda prematura da sua mãe, fazendo-nos torcer por este menino e pela sua tão merecida felicidade.
Quanto aos homens de Alison, todos são diferentes, diferindo em idades, aspectos físicos, laborais e intencionais, mas o pai do Charlie, cuja identidade é revelada numa fase avançada da trama, não poderia ter sido melhor escolhido.
Fiquei bastante agradada com a tia Milly. É a típica tia amorosa que está sempre pronta a ajudar-nos, seja com palavras ou comida reconfortantes.
"Há Sempre Um Amanhã" deslumbrou-me!
A mestria da escrita de Anita Notaro é fascinante e emocionante.
Embora de dimensões avantajadas, esta obra é uma leitura leve, sentimental e ternurenta, bem ao gosto dos mais românticos!
 

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Uma Pequena Palavra...

"A única coisa tão inevitável como a morte é a vida".
Charles Chaplin