Imortal (José Rodrigues dos Santos)

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Autor: José Rodrigues dos Santos
Género: Thriller
Edição: Out/2019
Páginas: 512
ISBN: 9789896169176
Editora: Gradiva

 

 


Um cientista chinês anuncia de surpresa o nascimento de dois bebés geneticamente modificados. Logo a seguir é raptado. A imprensa internacional interroga-se, os serviços secretos mexem-se.
Tomás Noronha é interpelado em Lisboa por um desconhecido. Pertence à agência americana de tecnologia, DARPA, e revela-lhe um projeto secreto inspirado no Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci.

De repente, o apartamento onde ambos se encontram explode e o metro para onde fogem sofre uma colisão mortífera. O mundo parece enlouquecer e Tomás torna-se testemunha do maior acontecimento da história da humanidade.
Transcendência.
A nova aventura do grande herói das modernas letras portuguesas mostra-nos o momento em que a máquina supera o homem. A Singularidade.
Estará a humanidade à beira do fim?
Ou perante um novo início?
Baseado na pesquisa científica mais avançada, José Rodrigues dos Santos mostra-nos como a ciência está perto do seu maior feito: acabar com a morte.
Como viver para sempre
Imortal traz-nos o escritor favorito dos portugueses no apogeu do seu imenso talento. Uma aventura de cortar a respiração que nos desvenda o extraordinário destino da humanidade.

Deste autor no Segredo dos Livros:
A Amante do Governador
Sinal de Vida
O Reino do Meio (Lótus 3)
Vaticanum
O Pavilhão Púrpura (Lótus 2)
As Flores de Lótus (Lótus 1)

Autor:

José Rodrigues dos Santos nasceu em 1964 Moçambique. É sobretudo conhecido pelo seu trabalho como jornalista, carreira que abraçou em 1981, na Rádio Macau. Trabalhou na BBC, em Londres, de 1987 a 1990, e seguiu para a RTP, onde começou a apresentar o 24 horas. Em 1991 passou para a apresentação do Telejornal e tornou-se colaborador permanente da CNN entre 1993 e 2002.
Doutorado em Ciências da Comunicação, é professor da Universidade Nova de Lisboa e jornalista da RTP, tendo ocupado por duas vezes o cargo de Diretor de Informação da televisão pública. É um dos mais premiados jornalistas portugueses, galardoado com dois prémios do Clube Português de Imprensa e três da CNN, entre outros.
Além da sua mais conhecida faceta como jornalista, José Rodrigues dos Santos é também um ensaísta e romancista. Especialmente nesta última vertente, tornou-se dos escritores portugueses contemporâneos a alcançar maior número de edições com livros que venderam mais de cem mil exemplares cada. O seu romance de estreia, intitulado A Ilha das Trevas, foi reeditado pela Gradiva, em 2007, actual editora do autor.

Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2019-11-15 22:00
Compro e leio os livros de José Rodrigues dos Santos que considero de ficção científica, porque gosto do género e escreve sobre temas de grande atualidade. Confesso que os livros de outros géneros não me atraem e nunca li nenhum.

Este novo thriller trata e reúne dois temas que preocupam a nossa sociedade atual: a inteligência artificial e a crescente esperança de vida. As perguntas que as pessoas fazem são: Será que os computadores se vão tornar tão inteligentes e autónomos que vão substituir o ser humano? Será que os computadores nos vão ajudar a desenvolver formas de eliminar a doença, prolongar a vida e sermos virtualmente imortais? São duas perguntas muito pertinentes, porque delas depende o futuro dos nossos filhos.

Se pensarmos um pouco, podemos facilmente tirar algumas conclusões. Antes de mais, sabemos que os computadores têm uma rapidez de processamento muito superior ao cérebro humano. São muito mais rápidos a processar dados, a chegar a conclusões e não erram. Por isso, estão cada vez mais a ser utilizados nos mais diversos campos, desde a medicina à justiça, passando pelo ensino, a arquitetura, o controlo do trânsito, os transportes, a gestão das habitações e das cidades e muitos outros. Os próprios eletrodoméstico s estão a ficar informatizados e a poder ser comandados à distância. Para além disso, não conseguimos passar sem telemóveis, televisores, computadores e outros gadgets que, cada vez mais, nos condicionam. Tudo isso é gerido por programas informáticos que nos facilitam a vida, mas vão tomando conta de nós. Esses programas são cada vez mais complexos e autónomos, havendo muitas situações em que são programas a criar e testar outros programas. À medida que os computadores se vão tornando mais inteligentes, o seu poder cresce. Será que a profissão de programador vai acabar no futuro? É expectável que sim.

A segunda questão é o progresso da medicina e prende-se com a primeira. Pensemos nas intervenções cirúrgicas feitas por robôs, nos exames auxiliares de diagnóstico, nas receitas eletrónicas, na telemedicina, etc. E isto é só o mais visível. Já se imprimem órgãos para substituição, prevendo-se o fim dos transplantes. Não são só os implantes dentários ou as lentes intra-oculares. Falamos de fígados, rins, corações, pernas, etc., fabricados a partir de células do próprio doente. Ainda hoje li uma notícia a aconselhar a guarda dos dentes de leite, porque contém células primordiais que poderão ser utilizadas no futuro fabrico de órgãos. Nada disto seria possível sem o avanço dos computadores.

Nesse momento, o que sabemos sobre o que vai acontecer? Por enquanto, a ciência só tem teorias e é a ficção a dar-nos pistas. Mas é um tema que nos deve preocupar, porque dele depende o futuro. A humanidade vai acabar? Vai ser substituída pela AI, a nova forma de inteligência que ela própria criou? Ou vai transformar-se numa super-humanidad e com novas capacidades, ciborgues meio homem, meio máquina? Os nossos descendentes serão capazes de travar o envelhecimento, substituir órgãos danificados, incorporar máquinas que deem mais força, mais inteligência, ou novas capacidades, como a telecinética, a aprendizagem instantânea, a telepatia, a cópia do nosso cérebro para um novo corpo? Poderão criar clones de si próprios e perpetuar-se eternamente? Um nosso clone é uma nova pessoa, ou simplesmente uma cópia? São muitas perguntas com implicações éticas, morais, religiosas, sociais, políticas, militares,...

José Rodrigues dos Santos pega nestes temas, junta-lhes uma trama romanesca e muito suspense, junta-lhes a sua reconhecida habilidade para captar e manter a atenção do leitor e cria um romance que nos agarra até à última página. O final é bastante inesperado, mas lógico e redentor.

Haverá leitores que vão achar algumas tiradas de explicações científicas e técnicas demasiado longas e enfadonhas. Mas tal não me aconteceu a mim. Até são as partes de que mais gosto, porque ficamos informados de uma forma simples e clara acerca de conceitos geralmente veiculados em ensaios de carácter científico, geralmente só acessíveis a especialistas.
 

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