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Imperfeitos
Terça, 06 Julho 2010 22:59

Autor: Scott Westerfeld
Edição: Jul/2010
Páginas: 336
Editora: Vogais & Companhia

Num mundo de extrema beleza, a normalidade é sinónimo de imperfeição.
Num futuro não tão distante quanto isso, não há guerras, nem fome, nem pobreza. O mundo é perfeito. Todos são perfeitos. Pelo menos, depois de completarem 16 anos. Qualquer um pode ter a aparência de um supermodelo… e que mal haveria nisso?
Tally Youngblood mal pode esperar pelo seu décimo sexto aniversário, altura em que será submetida à cirurgia radical que a transformará de uma mera Imperfeita para uma deslumbrante Perfeita. Uns lábios bem delineados, um nariz proporcional, um corpo ideal… é tudo o que sempre quis. Já para não falar que uma vida de diversão num paraíso de alta tecnologia espera por si.
Mas quando a sua melhor amiga decide virar as costas a esta vida perfeita e foge, Tally descobre um lado inteiramente novo do mundo dos Perfeitos – e que, por sinal, nada tem de perfeito. É então forçada a fazer a pior escolha possível: encontrar a amiga e traí-la ou perder para sempre a possibilidade de se tornar Perfeita.
Seja qual for a sua decisão, a sua vida nunca mais será a mesma.

Este é o 1º volume da série Uglies.

Autor:
SCOTT WESTERFELD, nascido no Texas (EUA), escreveu muitas obras aclamadas, incluindo a série Uglies, a trilogia Midnighters (que a Vogais & Co. já publicou), e ainda uma nova trilogia (a editar também em Portugal) que começa com Leviathan, um livro belissimamente ilustrado por Keith Thompson. Os seus livros foram nomeados pelo New York Times para integrar a lista «Notable Books of the Year» e ganhou os prémios Aurealis Award, Victorian Premier Award e Philip K. Dick Special Citation. As suas obras figuram regularmente nos tops de vendas nos EUA e noutros países.
Scott é também designer e atualmente vive entre Nova Iorque e Sydney, na Austrália. Visite a sua página em www.scottwesterfeld.com.
Actualizado em Domingo, 01 Agosto 2010 13:58
 

Comentários  

 
0 #6 Vanessa Montês 12-12-2010 12:45
Tally é uma jovem imperfeita. O que significa ser imperfeita? É ser uma pessoa normal: cara assimétrica, com um corpo diferente das modelos... Resumindo... imperfeita! É este o mundo que nos é apresentado, onde ser diferente de uma modelo com cara simétrica é pior que mau. Neste mundo, a sociedade desenvolveu uma tecnologia que faz com que todos os jovens aos 16 anos se tornem em seres perfeitos, demasiado belos para serem reais. A cidade de imperfeitos e perfeitos são dois mundos separados, como se estes últimos pudessem ser "contaminados" pelos imperfeitos.

Tally tem um desejo enorme de se tornar perfeita. Sonha com isso desde que era criança! E agora ainda mais, pois o seu melhor amigo (ou será algo mais?) já se tornou perfeito e ela quer ir ter com ele. Mas é aí que conhece Shay, uma imperfeita que não quer tornar-se perfeita, algo inconcebível, de que Tally nunca ouviu falar! Shay tem outra forma de ver as coisas: acha os Perfeitos demasiado perfeitos, demasiado certinhos e com a vida demasiado programada; não podem fazer tudo o que querem, o que acaba por fazer com que não vivam a vida e aprendam com as dificuldades. Por isso, quer fugir para um pequeno acampamento de pessoas que não querem ser perfeitas e que levam a sua vida como imperfeitos para sempre. Shay foge, mas deixa a Tally um pequeno papel com instruções de como chegar ao refúgio. No dia em que é suposto Tally transformar-se numa perfeita, as autoridades apanham-na, para que ela lhes confesse onde é o refúgio dos imperfeitos fugitivos... E é aqui que a nossa verdadeira história acontece.

A primeira coisa de que me apercebi, é a melhoria que o autor teve desde a saga Midnighters até esta saga. Nota-se uma melhoria na escrita, uma maior fluência da história, uma história com um significado mais profundo. Tenho a dizer que, se este autor continuar assim, vai muito longe!!

Agora em relação à história em si, adorei! A história fala-nos essencialmente dos padrões da sociedade. No mundo do livro, de acordo com a sociedade, o correcto é tornar-se perfeito aos 16 anos. É algo que todos os jovens têm como adquirido, são educados com a mentalidade de que isso é o correcto e nem sequer questionam tal acção. E é aí que aparece Shay, uma das poucas imperfeitas que questiona se essa decisão é a correcta, que não a considera como um dado adquirido e tenta alterar a mentalidade de Tally.

Um livro com uma lição profunda, que deixa um final aberto e que nos faz ficar desejosos de ler o próximo.
 
 
0 #5 Andreia Dias 29-11-2010 21:36
O sonho de qualquer pessoa é ser perfeita. Qual seria o mal, se tudo pudesse ser perfeito e perfeitamente feliz? Scott Westerfeld, mais uma vez, consegue surpreender com um livro, onde todas as pessoas que o lêem, caem numa reflexão sobre os padrões de beleza que a sociedade tem vindo a incutir! Tally Youngblood é a personagem que vai sentir na pele os dilemas de ter de escolher entre uma sociedade perfeita, mas onde liberdade é sinónimo de ser vigiado 24 horas por dia durante o resto da vida e mexerem no cérebro para ser mais uma máquina com músculos orgânicos, ou um mundo onde liberdade significa lutar para que cada um seja como é, sem preconceitos pela aparência ou pela forma como pensa.
Um ponto positivo no livro é exactamente a função que Shay tem em mudar o ponto de vista de Tally que, aos poucos, vai apreendendo que a Perfeição está nos olhos de quem a vê. A amizade e o amor podem tornar até o mais miserável mendigo num ser magnífico, coisa que uma operação jamais tornará.
Scott Westerfeld também brinca de uma maneira interessante com o nosso ponto de perspectiva, no sentido do que seria mais justo, pois ao longo do livro é apresentado que a operação surgira para combater as desigualdades que os estereótipos de beleza haviam criado. Nesse sentido, levanta-se a questão: Será que estaríamos prontos a abdicar da nossa individualidade , em favor de uma humanidade copiada de manequins de montras de roupa?
Filosofias à parte e também porque cada leitor deve ter a sua própria reflexão sobre o tema do livro, é visível a fluência da escrita e a coordenação perfeita que o autor dá entre todos os acontecimentos. De página para página, o leitor vai sentir-se incapaz de parar de ler, pois os acontecimentos sucedem-se a uma velocidade que não deixa dormir, nem os mais preguiçosos em leitura.
Scott Westerfeld provou mais uma vez que um bom livro não está na “espécie” de que os personagens são, mas sim no carisma que cada um possui e na relevância que o tema pode trazer para a sociedade em que vivemos.
Concluindo, um livro que nenhum amante de ficção cientifica irá querer perder!
 
 
+1 #4 Andreia Teixeira 09-09-2010 22:01
Scott Westerfeld já tinha sido uma revelação espantosa com a sua série Midnighters, mas penso que, com a série Uglies, para além de se afirmar como um autor de qualidade, vai ganhar ainda mais respeito entre as massas. Enquanto a trilogia Midnighters é de fantasia urbana, a série Uglies é de ficção científica, o que também prova a versatilidade do autor.

Imperfeitos, o primeiro livro da série Uglies, deixa uma grande marca em nós. Neste mundo, aos 16 anos toda a gente se torna perfeita. Numa operação onde esticam ou encolhem a estrutura óssea das pessoas, onde as tornam simétricas, todas num padrão de suposta beleza reconhecida por todos os códigos genéticos.
Podemos mesmo dizer que o livro é todo ele uma grande metáfora num mundo distópico, onde o que conta é ser-se perfeito.

Temos então Tally e Shay, duas raparigas de 15 anos que se conhecem algumas semanas antes de fazerem 16 anos. Como qualquer imperfeito da Imperfeilândia, o que mais gostam de fazer é traquinices e decidem aventurar-se fora da Imperfeilândia, nas Ruínas dos antigos Ferrugentos. Podemos encarar os Ferrugentos como a representação da nossa sociedade actual, mas mais evoluída, onde a manipulação genética está na ordem do dia. Ninguém sabe ao certo o que aconteceu para essa sociedade, dos Ferrugentos, desaparecer, mas desde cedo, os Miúdos e os Imperfeitos são educados para repugnar tal estilo de vida e são incentivados para se tornarem Perfeitos. Só assim pode haver harmonia naquele mundo.
Numa dessas aventuras, Shay conta a Tally que conhece alguém que não é Perfeito e que ela também não se quer tornar perfeita. Tally acha que Shay não está a bater bem da cabeça. Quem é que não quer ser Perfeito? Quem é que quer ter uma testa grande demais, ou uns olhos demasiado juntos, ou até uma cicatriz algures? Quando Shay foge, Tally fica atónita sem saber o que fazer.

A partir dali, é a aventura total. Um vício que vai crescendo em nós, em que só queremos ler página após página. O autor tem a mestria de nos ir guiando, viciando, uma adrenalina que se entranha em nós. Por vezes não sabemos bem de que lado estamos. As várias personagens têm perspectivas diferentes e mesmo Tally, sendo, supostamente, a representação da típica adolescente fútil dos dias de hoje, ganhamos um carinho enorme por ela e vamos acompanhando as suas lutas interiores e as suas mudanças. O acto final dela deixa-nos de coração apertado e só temos vontade de ter o próximo livro nas nossas mãos, para mais uma vez o devorarmos.

Uma leitura que apreciei imenso e que mostrou, mais uma vez, que Scott Westerfeld é um mestre em contar histórias, desta vez duma forma mais profunda que nos faz reflectir imenso. Aconselho a toda a gente, sem qualquer tipo de restrição.
 
 
+1 #3 Paulo Lima 22-08-2010 21:50
Após a aposta na série Midnighters que, por acaso, também comprei os 3 livros, surgiu uma aposta nesta nova série de Scott Westerfeld, a ser publicada também pela Vogais & Companhia, dirigida para o público mais jovem e para todos os aficionados pela ficção. Este é o primeiro volume dos quatro, constituintes da série “Uglies” que nos prende e nos “pendura” na expectativa de receber com muita vontade os volumes seguintes.
Esta obra conta-nos a história de Tally, uma rapariga prestes a completar os seus 16 anos, idade esta que lhe levará a juntar-se aos seus pais e ao seu amigo Peris através de uma intervenção de cirurgia, que a introduzirá no mundo dos seres Perfeitos, dado que até esta idade os seres desta sociedade são considerados seres imperfeitos, e vão sendo preparados para o dito “ritual” de mudança, onde todos são sujeitos a uma modificação física, respeitando e seguindo assim um padrão de beleza definido.
Semanas antes de completar os seus 16 anos, Tally conhece Shay a caminho de uma visita e esta virá a tornar-se a sua grande amiga, que lhe mostrará e levará a explorar áreas exteriores ao seu mundo de perfeitos e imperfeitos a que está habituada. Numa das aventuras, Shay conta a Tally que conhece alguém que não se tornou Perfeito e que ela também não se quer tornar Perfeita, mas Tally reage achando que a amiga não está bem, dado que todos anseiam o dia de se tornar Perfeitos. O certo é que Shay foge e Tally fica sem saber como reagir… É então que se vê forçada a tomar uma decisão importante que a levará a novos caminhos, aventuras, conhecer novas sociedades e…
Uma história cheia de acção, onde ficamos presos a devorar páginas.
Agora é esperar pelos seguintes… Está quase na altura do 2º… É já para 10 de Setembro!
Aconselhado e Aprovado =)
 
 
-1 #2 Angelina Rosa Nogueira Santos Violante 02-08-2010 18:28
Bem, foi incrível ler este livro, adorei.
Confesso que fiquei um pouco chocada com a descrição da dita cirurgia para a transformação, pensava que só tratavam da cara, mas afinal é o corpo todo.
Uma história muito emocionante, o princípio parece um pouco monótono, mas com o desenrolar da acção tudo muda. Só é pena não ter o volume a seguir, para poder continuar e saber o que se vai passar a seguir.
 
 
+1 #1 Patrícia Santos 19-07-2010 23:25
Imperfeitos é uma muito boa surpresa dentro do género da ficção científica. Enveredando por um caminho totalmente aposto ao de Midnighters, o autor consegue aqui criar um universo futurista recheado de questões sociais que, infelizmente, podem ser encontradas no mundo em que vivemos.

Um livro recheado de aventura, suspense e ambiguidade, pois, por um lado, temos um mundo onde todos os seus habitantes são iguais, não havendo nem fome nem guerra, mas, por outro, acabamos por não nos conseguirmos distinguir, deixamos de ser únicos e perdemos a nossa capacidade pessoal de pensar.
Uma história de reflexão, com segundos sentidos profundos.
Não foi uma leitura que me encheu as medidas, pois não me consegui ligar mesmo à história, mas gostei do que li. Foi diferente. Uma novidade para mim.
 

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