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| Irmã |
| Segunda, 23 Janeiro 2012 16:44 | |||
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Autora: Lupton, Rosamund Quando Beatrice recebe um telefonema frenético a meio do almoço de domingo e lhe dizem que a sua irmã mais nova, Tess, desapareceu, apanha o primeiro avião de regresso a Londres. Mas quando conhece as circunstâncias que rodeiam o desaparecimento da irmã, apercebe-se, com surpresa, do pouco que sabe sobre a vida de Tess – e de que não está preparada para a terrível verdade que terá de enfrentar. A Polícia, o noivo de Beatrice e até a própria mãe aceitam ter perdido Tess, mas Beatrice recusa-se a desistir e embarca numa perigosa viagem para descobrir a verdade, a qualquer custo.
Autora:
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| Actualizado em Sexta, 03 Fevereiro 2012 17:17 |
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| Re:Um homem no limite (man on a ledge) AndreyaSofiia 22.2.2012 21:30 |
Comentários
A sinopse é cativante: queria, desde logo, saber o que, afinal, tinha acontecido à irmã e porquê. É isso que vamos descobrindo com o virar das páginas deste livro.
O livro é contado na 1ª pessoa, pelos olhos da Beatrice que nunca desistiu de encontrar a verdade sobre o desaparecimento da irmã, mesmo quando as restantes pessoas à sua volta tinham desistido. A estrutura do livro é como se fosse uma carta que ela escreve para a irmã desaparecida, contando como foi receber a notícia de que ela desapareceu, os desenvolvimento s da polícia, o que descobriram, como eram os relacionamentos das pessoas à sua volta, etc.
O leitor vai tendo noção do que aconteceu e conjecturando as suas próprias opiniões, mas, no final, acho que vamos ser surpreendidos, pelo menos eu fui, porque não estava a contar com aquele desfecho. Acho que a autora conseguiu misturar muito bem o thriller com o drama e, sendo contado na primeira pessoa, parece que há uma relação mais envolvente com a personagem e o que ela passa e sente.
No final do livro, vem uma entrevista com a autora, o que acho de saudar, para assim conseguirmos ter noção de como foi o processo deste livro e talvez algumas dúvidas que nos possam ter surgido no final, sejam esclarecidas.
Vem também um pequeníssimo excerto do próximo livro da autora, que a Civilização também vai publicar e espero que não demore muito.
Tenho de vos revelar que, devido a problemas de insónia, passo alguns períodos da noite a ler: é a forma de não me aborrecer, nem de dar voltas e voltas na cama! Ao fim de algum tempo, o sono surge de novo e afasto o livro...
Bom, neste caso isso não aconteceu e, tendo acordado às 2,30h., não voltei a dormir! Seria impossível, aliás. Com todo o enredo no auge, vi-me "obrigada" lê-lo até ao fim. O que valeu foi que hoje, sábado, sou capaz de dormir uma sesta para compensar estas horas em que me deixei capturar por este thriller.
Esta é uma leitura que nos mantém presas do princípio ao fim do livro, tal é a forma encontrada pela autora de nos ir mantendo dentro dos acontecimentos, passando do passado para o presente muito rapidamente, deixando-nos descortinar pequenos segredos, pequenos indícios que tanto nos levam a suspeitar ora de um personagem, ora de outro.
A personagem principal escreve na primeira pessoa e, através de uma carta dirigida à sua irmã, intercala os acontecimentos e faz-nos despertar para dois temas que estão na base deste livro: o amor profundo e a confiança que une duas irmãs, que nenhuma dúvida consegue destruir, e um tipo de doença que muitos desconhecem, a fibrose quística. Devo confessar que as relações de proximidade que aqui são descritas entre estas duas irmãs, me fizeram pensar o quão bom deve ser ter uma irmã com quem partilhar uma vida!
A minha nota - máxima - deve-se a dois factores: o primeiro tem a ver com a química que se estabelece entre o leitor e o enredo, que nos impede de largar o livro; o segundo deve-se ao facto de possuir um aspecto verídico e bem documentado, que muito me agrada nas leituras, e que, neste caso, é a doença referida anteriormente e que me obrigou a uma pesquisa mais elaborada, para conhecer um pouco melhor os seus efeitos e sintomas.
Muito bom. Viciante. O final é avassalador!
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