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| Lições de Desejo |
| Sexta, 21 Outubro 2011 21:50 | |||
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Autora: Madeline Hunter Se Phaedra Blair não possuísse tanta beleza e estilo, a alta sociedade achá-la-ia apenas estranha. Mas como a Mãe Natureza a dotou de ambas as coisas, consideram-na interessante e excêntrica. Ela é uma mulher à frente do seu tempo. Deseja liberdade e persegue um sonho. Apaixonar-se não está nos seus planos imediatos. Aliás, o seu primeiro encontro com Lorde Elliot não é auspicioso. Injustamente presa, será graças ao poder e charme do jovem que consegue escapar. Mas Phaedra depressa descobre que o preço da sua "liberdade" é ficar virtualmente ligada ao seu "herói". Pois Elliot Rothman não agiu apenas numa missão de boa vontade. O seu objectivo é garantir que Phaedra não publicará um manuscrito que ameaça destruir o bom nome da sua família, e para tal, ele está disposto a tudo. Não contava, porém, encontrar uma adversária à sua altura. Os dois jovens vão debater-se com as convenções de uma sociedade rígida e, acima de tudo, com sentimentos tão intensos quanto contraditórios. Da mesma autora no Segredo dos Livros: Autora:
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| Re:Dividir pack Denise 21.5.2012 17:34 |
Comentários
Devoro todos os seus romances e idolatro muitas das suas personagens.
Fico bastante safisfeira quando personagens de livros anteriores reaparecem para nos dar um ar de sua graça, o que em "Mil Noites de Paixão" é bem mais do que isso.
Os casais principais de "Casamento de Conveniência" e "O Protector", ou seja Christiana e David, Morvan e Anna, são presenças constantes e bem activas neste livro, protagonizado por Ian e Reyna.
Já conhecemos Ian de Guilford como o salteador que tocou em Anna e que salvou a vida de Morvan, ficando às suas ordens.
Quanto a Reyna, uma jovem viúva de 24 anos que, na desesperada tentativa de proteger o seu povo dos exército de Ian, se faz passar por cortesã, com o intuito de assassinar o cavaleiro. Mas, sendo inexperiente e sentido-se misteriosamente atraída pelo "filho de uma égua inglês" que é Ian, fraqueja e acaba por cais nas garras do seu suposto alvo.
Dividido entre o dever e a atracção pela pequena escocesa Reyna, Ian não desiste de a ter, de a entender e de reclamar o seu coração para sempre.
Ignorando o facto de ser uma viúva riquíssima, Reyna casa com Ian, evitando voltar para casa do seu pai e irmão, onde sempre fora maltratada.
Muitos obstáculos surgem no caminho do casal, tais como:
o infame irmão de Reyna; um cavaleiro que jurou a Robert de Kelso, o primeiro marido, proteger Reyna, matando-o; e um aparentemente bem intencionado monge, que vem a revelar-se a pior ameaça de todos e o maior perigo à vida de Lady Reyna.
Para piorar a situação, descobertas reveladores e algumas dolorosas vêm alterar o que tinha tudo para ser um casamento tranquilo.
Mas, apesar das adversidades, a paixão entre Reyna e Ian cresce de dia para dia, unindo-os. Nem a reputação de Ian, como o senhor das mil noites, abala o casamento.
"Mil Noites de Paixão" ultrapassou, em muito, o seu precedente "O Protector", com uma narrativa muito mais atractiva, mais divertimento e acção, quebrando a monotonia e agarrando o leitor.
A leitura corre de forma fluída, devido à linguagem acessível, ritmada e aos diálogos bem interessantes.
Interessantes são, também, as personagens da trama.
Hunter esmerou-se e criou um Ian e Reyna como dois intelectos fortes com personalidades a condizer.
Esta autora tem apenas um defeito: o hábito de tornar as mulheres submissas após o enlace, algo que, por momentos, se verificou em "Mil Noites de Paixão", mas que foi facilmente contornado, e Reyna voltou à sua viva personalidade.
Foi com muito agrado que me deliciei com as intervenções de Anna, mulher de Morvan, que aguçou o seu espírito autoritário, proporcionando momentos de pura diversão.
A minha satisfação com este romance é notória e poderia elogiá-lo por muitas e longas linhas, mas como não é a quantidade que faz a qualidade...
Deixo-vos com a recomendação de "Mil Noites de Paixão" como uma das vossas leituras futuras.
Um excelente romance, com muita sensualidade e afecto.
Como sempre, Madeline Hunter cimenta o seu estatuto de uma das melhores romancistas da actualidade.
Ainda não entendi o porquê da ASA publicar a série fora de ordem... É um bocado aborrecido e confuso já ter lido o livro que se segue.
Centrando-se em Phaedra e Lorde Elliot, dá-nos a conhecer as desavenças entre estes dois personagens. Phaedra tenta descobrir um segredo relacionado com a sua mãe, tencionando publicar um manuscrito, enquanto que Elliot tenta a toda a força impedir essa mesma publicação, pois sabe que prejudicará a sua família e o seu bom nome.
Só depois de ler este livro é que soube que Madeline Hunter tinha já publicado outros onde entrava Phaedra. Penso que, se os tivesse lido anteriormente, me teriam ajudado a perceber melhor a sua personalidade.
Tirando esse aspeto, e não tendo assim termo comparativo, posso dizer que gostei deste livro.
Como referi anteriormente, é um livro carregado de sensualidade e com um vocabulário arrojado. A autora abusa das descrições, mas isso é uma ajuda para perceber melhor o tempo em que se passa a história.
Fiquei com bastante curiosidade sobre Madeline Hunter e os seus restantes livros.
Cada um tem um caminho a percorrer e, quando se cruzam, subitamente o seu destino altera-se. Ambos vivem contrariedades, quer da sociedade, familiares e interiores. Enquanto a jovem vive a vida de forma liberal, sem medo de arriscar e sem recear o que a alta sociedade poderá dizer, Elliot tem uma linhagem familiar a seguir e toda a pressão da sociedade na qual se insere. No entanto, quando os corações e o corpo de ambos entram em contradição com a mente, inicia-se um jogo de sedução e rendição bastante interessante.
A autora utiliza um vocabulário rebuscado que nos faz viajar por outros tempos. As descrições das aventuras em Nápoles e a forma como a autora dá continuidade aos acontecimentos prende-nos ao livro, à espera do que se vai suceder.
A viagem que ambos iniciam em Nápoles, está repleta de incidentes que ambos não esperavam e que vão condicionar o resto da viagem e que os vão unir de uma forma que ambos não contavam.
No entanto, no regresso à realidade, é necessário tomar decisões que porão em risco qualquer continuidade. O que será mais valorizado? Até onde irá o valor de uma promessa e a fidelidade a um grande amor?
A autora enaltece valores, exalta a amizade, a honra e a dignidade nesta história deliciosa e invulgar.
Mas é, sem dúvida, um bom livro.
Lord Elliot Rothwell é o filho mais novo de Lord de Easterbrook, que tem como missão impedir Phaedra de, ao publicar o manuscrito das memórias do pai, fazer referência a um crime passional encoberto e encomendado que poderá macular o bom nome da família.
Phaedra é uma intrigante mulher que desprezava as "estúpidas regras sociais", procurando ser independente e livre (e jurara publicar o manuscrito na íntegra), sendo marginalizada e ameaçada. Determinada, também ela tinha uma missão: decifrar um enigma sobre os últimos anos de vida da sua mãe que envolvia uma fraude e traição.
Um romance semelhante aos contos de encantar que líamos e ouvíamos em crianças, onde o príncipe encantado exerce um poderoso fascínio sobre as leitoras sonhadoras. Este é, indubitavelment e, muito mais adulto, devido à relação conflituosa e carnal entre Elliot e Phaedra.
Maravilhoso para quem gosta do género (romance histórico), numa narrativa vibrante e intensa.
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