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Autora: Vanessa Diffenbaugh Edição: Mai/2011 Páginas: 416 Editora: Alfaguara Portugal
Victoria Jones tem medo do contacto físico. Tem medo das palavras, as suas e as dos outros. Sobretudo, tem medo de amar e de ser amada. Há apenas um lugar onde todos os seus medos se esfumam no silêncio e na paz: o seu pequeno jardim secreto, num recanto de um parque público de São Francisco. É nesse refúgio que cuida das flores e se sente em casa. Foi Elizabeth, a única mãe verdadeira que conheceu na sua vida, que a iniciou na arte da linguagem secreta das flores. Para Victoria é simples resumir a sua vida através das flores: a lavanda para a indiferença, os cardos para a misantropia, e a rosa branca para a solidão.
Abandonada ainda em bebé, passou a infância a saltitar de uma família adoptiva para outra. Agora, aos dezoito anos, está largada à sua sorte, sem um lugar a que chamar casa. Até ao dia em que uma florista descobre o talento de Victoria para as flores e lhe oferece trabalho. Rapidamente os seus arranjos florais passam a ser dos mais procurados da cidade, porque comunicam emoções, oferecem felicidade e curam a alma. Apesar da magia e beleza que espalha em seu redor, Victoria continua sem esperança de encontrar um remédio que cure as suas feridas. Tudo muda quando conhece Grant, um jovem misterioso que também conhece a linguagem secreta das flores e parece saber tudo sobre ela. Só Grant parece ser capaz de aceder ao coração de Victoria, bem trancado dentro de um compartimento secreto. Este encontro obriga a jovem mulher a recordar um segredo do seu passado e a decidir se vale a pena arriscar tudo em troca de uma segunda possibilidade de ser feliz.
Autora: Para escrever Linguagem Secreta das Flores, Vanessa Diffenbaugh inspirou-se na sua própria experiência como mãe adotiva. Depois de estudar escrita criativa e educação na Universidade de Stanford, Vanessa ensinou arte e escrita a jovens de comunidades de baixo rendimento. Ela e o marido, PK, têm três filhos e vivem em Cambridge, Massachusetts. Este é seu primeiro romance.
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Comentários
Sabia que, na época vitoriana, comunicavam e encetavam relações com base na mensagem implícita das flores que se ofereciam. Ainda hoje, todos sabem que receber rosas vermelhas é uma declaração de amor, mas sobre muitas outras flores que muito apreciamos, pouco ou nada sabemos. Por exemplo, dar rosas amarelas (que adoro) é ciúme.
Victoria é uma jovem muito especial pelo talento e sensibilidade que tem com as flores. Comunica emoções através delas e influencia a vida de muitas pessoas com os seus arranjos florais.
A sua história de vida é o mais importante de toda a narrativa. Abandono, rejeição, sofrimento, revolta e amor.
Intercalando passado - na sua relação e vivência aos 9 anos com a única mãe que amou, Elizabeth - e presente, com Renata e Grant, que sem a pressionarem, a amaram e compreenderam, toda a história de vida de Victoria se desenrola sem que consigamos parar de ler. A autora também comunica emoções nesta narrativa pausada e suave (mas dura), em que a autenticidade das personagens nunca é questionada e, dificilmente, nos sairá da memória.
Um romance que nos acrescenta algo, em que somos surpreendidas pelo desenrolar dos acontecimentos.
Imperdível.
É o primeiro que leio desta escritora.
Se me tivessem dito que era sobre uma menina "abandonada", acho que não tinha vontade de o ler. Confesso que nem a sinopse li com atenção, mas algo neste livro me cativou!
É uma história de amor e amizade, de entreajuda e esperança.
Gostei da transição entre cada capítulo, passado e presente. Podemos pensar ser confuso, mas nada disso, é sempre muito fluído.
A forma como se comunicam, consoante as mensagens de cada flor... mesmo "amoroso".
Gostei muito :)
Sem os comentários que li deste livro aqui, no SdL, de onde sou leitora, ele ter-me-ia passado despercebido, como certamente sucedeu a muitos de vós... Não se pode dizer que a capa não é atractiva, nem que não tenha nada a ver com o conteúdo, mas eu diria que é um pouco "sem sal". A sinopse também não consegue traduzir a magia que se dá em nós quando pegamos nele...
Com uma história cativante logo desde as primeiras páginas, alternando entre o passado e o presente, esta obra conta-nos a história de vida duma menina órfã, carente, abandonada, que passou a sua infância em casas de acolhimento e famílias de adopção... períodos temporários, brevíssimos, que a marcaram profundamente. (Quantas crianças não viverão, ainda nos dias de hoje, situações idênticas?)
O que se torna muito apelativo, neste livro fabuloso, é que as duas partes temporais que aqui nos são relatadas - na primeira pessoa, pela personagem principal, Victoria de seu nome - são verdadeiramente cativantes, e passamos do passado para o presente, querendo saber mais, tanto de um como de outro. Isso, muitas vezes, não acontece, pois há sempre uma parte da história que nos prende mais.
O final é o esperado - afinal um romance é um romance, não é? - mas, bem até ao final, está cheio de segredos e revelações que o tornam num livro a ler e a colocar em cima da pilha! Conseguimos constatar que, muitas vezes, a realidade é muito idêntica ao que se passa nesta história: há sempre uma possibilidade de escolha nos caminhos que trilhamos, mesmo que o nosso passado esteja revestido de dor, de separação e de abandono.
Recomendo, está claro!
Pegando no tema da adopção sem sucesso e numa linguagem fluída, em que a narrativa se desenrola a bom ritmo, intercalando presente e passado, a autora conta-nos a história de uma rapariga que conheceu várias famílias e casas de acolhimento e como uma delas a marcou para o resto da sua vida, quer a nível profissional, quer a nível pessoal.
As personagens são um pouco excêntricas, nomeadamente no que diz respeito aos seus comportamentos, os quais vamos começando a entender à medida que a história avança e com o relato dos factos passados.
Um livro onde as relações entre as pessoas, principalmente entre mãe e filha, e o amor são a chave de toda a história.
Um livro intenso, maravilhoso e onde nos é dado a conhecer os significado das flores.
Recomendo vivamente a sua leitura.
Toda a gente sabe que rosas vermelhas significam paixão, mas sabem, por exemplo, que um crisântemo é sinónimo de "verdade"? Ou um jacinto lilás significa "por favor, perdoa-me"? Ou ainda que um cravo cor-de-rosa quer dizer "jamais te esquecerei"?
Eu também não. :)
A partir deste ponto, em que o tema me era apelativo, só restava que a história construída à sua volta também o fosse. E na verdade, não me desiludi. O enredo é realmente cativante, daquela forma em que se torna difícil interromper a leitura, e quando o fazemos não nos sai da cabeça.
As personagens são muito interessantes e algo fora do normal, embora a sua veracidade nunca seja posta em causa. Para além disso, a forma como o livro está escrito é absolutamente deliciosa. Com calma e compassadamente , a autora vai revelando os acontecimentos actuais, intercalando-os com os do passado, o que nos vai ajudando a entender melhor as personagens principais e as suas maneiras de ser e de estar.
Foi uma leitura maravilhosa, que me conquistou por completo.
Ficarei atenta a novos títulos desta autora. :)
Bem, recebeu amor de uma espécie de mãe adoptiva que também tinha problemas com o seu passado e com a sua família. Mas, mesmo assim, foi a única pessoa que lhe deu amor, educação e carinho... E deu-lhe mais do que isso... deu-lhe a conhecer a linguagem secreta das flores que vai ajudar Victoria a arranjar um trabalho na área que mais gosta, trabalhar com flores, e também a vai ajudar a encontrar uma pessoa que a vai amar.
Uma história magnífica que, no final do livro, traz o bónus de nos oferecer o dicionário dos significados de cada uma das flores.
P.S.: Fiquei com uma vontade incrível de começar a semear e plantar um jardim na minha pequena varanda. :)
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