Mariana Vitória de Bourbon – A rainha discreta

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Autor: Paulo Drumond Braga
Género: Biografias
Edição: Jul/2018
Páginas: 368
ISBN: 9789896445300
Editora: Temas e Debates

 

 

 

D. Mariana Vitória de Bourbon (1718-1781), mulher de D. José I, rainha consorte de Portugal, era filha de Filipe V de Espanha e de Isabel Farnesio. Viveu na corte de Versalhes, pois a sua mão esteve prometida a Luís XV, rei de França.
Casou aos 10 anos de idade por procuração em Madrid com o herdeiro da coroa portuguesa, futuro D. José I. O casamento foi consumado quatro anos depois, no dia em que completou 14 anos de idade. Foi mãe de quatro filhas, uma delas a futura D. Maria I.

Mulher decidida, prudente, sensata, devota, esmoler e culta, adorava divertir-se na caça, na equitação, nas touradas, na música e em jogos diversos ao uso do seu tempo. D. José I, que nela confiava plenamente, encarregou-a duas vezes do governo do reino. Conselheira de sua filha, a rainha D. Maria I, passou um ano em Espanha ajudando a selar a paz entre as duas monarquias ibéricas.

Autor:

Paulo Drumond Braga é licenciado em História (1987) e mestre em História da Idade Média (1992) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e doutor em História dos Descobrimentos e da Expansão pela mesma universidade (1997). Leciona, desde 1997, na Escola Superior de Educação Almeida Garrett (Lisboa), sendo investigador do Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade da Universidade do Porto (CEPESE) da Universidade do Porto. Participou, como comunicante, em numerosos congressos científicos realizados em Portugal, Espanha, Alemanha, Itália e Brasil e é autor de cerca de uma centena de artigos saídos em revistas portuguesas, espanholas e brasileiras. É autor dos seguintes livros: A Inquisição nos Açores (1997); Ceuta Portuguesa (1415-1656) (1998) (em colaboração com Isabel M. R. Mendes Drumond Braga); Setúbal Medieval. Séculos XIII a XV (1998); História dos Cães em Portugal. Das Origens a 1800 (2000); D. João III (2002); Coimbra e a Delinquência Estudantil (1580-1640) (2003); Do Crime ao Perdão Régio (Açores, Séculos XVI-XVIII)(2003); Leite. Biografia de um Género Alimentar (2004); Portugueses no Estrangeiro, Estrangeiros em Portugal (2005); D. Pedro II. Uma Biografia (2006); A Princesa na Sombra. D. Maria Francisca Benedita (1746-1829) (2007); O Príncipe D. Afonso, filho de D. João II. Uma Vida entre a Guerra e a Paz (2008); Torres Vedras no Reinado de Filipe II. Crime, Castigo e Perdão (2009); Filhas de Safo. Uma História da Homossexualidade Feminina em Portugal (Séculos XIII-XX) (2010); Duas Rainhas em Tempo de Novos Equilíbrios Europeus. Maria Francisca Isabel de Saboia. Maria Sofia Isabel de Neuburg (2011); D. Maria (1521-1577), uma Infanta no Portugal de Quinhentos (2013); D. Pedro III. O Rei Esquecido (2013); A Rainha Discreta. Mariana Vitória de Bourbon (2014).

Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2018-08-20 22:14
Eu, que até sei bastante sobre a História de Portugal e me interesso pelo tema, confesso que não sabia nada sobre esta Rainha D. Mariana Vitória, que foi a esposa do rei D. José I. Na verdade, foi uma rainha bastante discreta, como sugere o título deste livro. Será que foi ofuscada pelo brilhantismo do poderoso ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, mais conhecido por Marquês de Pombal? Ou será que foi mesmo uma pessoa apagada, sem ambições políticas? Foi isso que o autor procurou deslindar.

Depois de ler o livro, vi que a sua discrição não foi tanta assim. Aliás, era muito amada pelo seu marido que tinha toda a confiança nela, ao ponto de a nomear Regente por duas vezes, durante os seus impedimentos por doença. Terá até feito alguma oposição ao Marquês de Pombal nalguns aspetos e contribuído para o seu afastamento quando D. José faleceu e lhe sucedeu sua filha D. Maria I, de quem a mãe foi uma conselheira sensata e fiel. Sendo filha dos reis de Espanha, foi também intermediária em algumas situações de conflito entre os dois países vizinhos. Não esqueçamos que, desde sempre, a Espanha tentou anexar Portugal e este lhe tentou resistir.

Sobre o livro em si, não foi uma leitura fácil e não o será também para a maioria dos leitores comuns. É uma obra com muito interesse para os estudiosos, com muita informação colhida em fontes pouco acessíveis e muito dispersas. Por isso, louvo e admiro o trabalho do autor para reunir e ordenar tanta informação, com a agravante de exigir quase sempre a leitura de extensos documentos antigos, muitos deles cartas manuscritas, para dali recolher uma pequena informação, muitas vezes uma simples frase que falava de D. Mariana Vitória. Foi um trabalho hercúleo que louvo e admiro. Veja-se a esse propósito a extensa bibliografia apresentada no final do livro.

Mas é essa manta de retalhos que torna a leitura pouca atrativa para nós, simples leitores amantes do género História. Acaba por ser uma leitura maçadora, por vezes repetitiva, uma vez que alguns factos são evocados mais de uma vez, a propósito de aspetos diferentes da vida da biografada.

Note-se que este livro é uma obra importante, que foi incluída na coleção "Rainhas de Portugal" editada pelo Círculo de Leitores, uma iniciativa de grande valor e que merece todos os encómios.
 

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