Marina

 

 

Autor: Carlos Ruiz Zafón
Edição: Set/2010
Páginas: 260
ISBN: 9789896571191
Editora: Planeta

 

 

Marina, tal como a obra que consagrou Zafón, é um romance mágico de memórias, escrito numa prosa ora poética ora irónica, assente numa mistura de géneros literários (entre o romance de aventuras e os contos góticos) e onde o passado e o presente se fundem de forma inigualável.
Classificado pela crítica como «macabro, fantástico e simultaneamente arrebatador», Marina propõe ao leitor uma reflexão continuada sobre os mistérios da condição humana através do relato alternado de três histórias de amor e morte.

Ambientada na cidade de Barcelona, a história decorre entre Setembro de 1979 e Maio de 1980 e depois em 1995 quando Óscar, o protagonista, recorda a força arrebatadora do primeiro amor e as aventuras com Marina, recupera as anotações do seu diário pessoal e revisita os locais da sua juventude.
«Marina disse-me uma vez que apenas recordamos o que nunca aconteceu. Passaria uma eternidade antes que compreendesse aquelas palavras. Mas mais vale começar pelo princípio, que neste caso é o fim.»

Deste autor no Segredo dos Livros:
A Sombra do Vento
O Jogo do Anjo

Autor – Carlos Ruiz Zafón

Autor:

Carlos Ruiz Zafón é um dos autores mais lidos e reconhecidos em todo o mundo. Nasceu em Barcelona em 1964 e iniciou a sua carreira literária em 1993 com O Príncipe da Neblina (Prémio Edebé), a que se seguiram O Palácio da Meia-Noite e As Luzes de Setembro (reunidos no volume A Trilogia da Neblina) e Marina. Em 2001 foi publicado o seu primeiro romance para adultos, A Sombra do Vento, que rapidamente se transforma num fenómeno literário internacional. Com O Jogo de Anjo (2008) regressou ao Cemitério dos Livros Esquecidos, trilogia que termina com O Labirinto dos Espíritos (2016). As suas obras foram traduzidas em mais de quarenta línguas e conquistaram numerosos prémios e milhões de leitores nos cinco continentes.
Atualmente, Carlos Ruiz Zafón reside em Los Angeles e colabora habitualmente com La Vanguardia e El País.

Saiba mais sobre o autor e a sua obra em www.carlosruizzafon.com

6 comentários
0 likes
Anterior: O Esplendor da VidaSeguinte: Emma Wildes

Comments

  • Helena

    Janeiro 29, 2011 at 14:49
    Reply

    Depois de ler "A sombra do vento" há alguns anos, retive o nome de Carlos Ruiz Záfon como escritor a seguir. Ainda não consegui ler "O jogo do anjo" que adquiri assim que saiu."Marina" confirmou o meu interesse neste autor.Duas histórias interligadas que me agarraram desde o inicio. Não sei o que acontece com a escrita que oscila entre a prosa e a poética, num estilo gótico um tanto tenebroso e fantástico. Mistério, aventura e encanto também fazem parte da narrativa. Refiro-me ao conto sobre Mikhail Kolvenick e Eva Irinova, duas trágicas personagens que se cruzam na vida de Óscar […] Ler Mais...Depois de ler "A sombra do vento" há alguns anos, retive o nome de Carlos Ruiz Záfon como escritor a seguir. Ainda não consegui ler "O jogo do anjo" que adquiri assim que saiu."Marina" confirmou o meu interesse neste autor.Duas histórias interligadas que me agarraram desde o inicio. Não sei o que acontece com a escrita que oscila entre a prosa e a poética, num estilo gótico um tanto tenebroso e fantástico. Mistério, aventura e encanto também fazem parte da narrativa. Refiro-me ao conto sobre Mikhail Kolvenick e Eva Irinova, duas trágicas personagens que se cruzam na vida de Óscar e Marina.Solitários e tristes, são absolutamente hipnotizantes no seu primeiro amor. E Gérman, pai de Marina, com a sua história pessoal completa o quadro.Gostei bastante de ler este livro. Foi uma excelente companhia em todos os meus momentos livres dos últimos dias. Read Less

  • Lídia Rumor

    Dezembro 27, 2010 at 13:45
    Reply

    Todos os livros de formas diferentes nos 'chamam' para a sua leitura: um título apelativo, uma capa interessante, uma recomendação dum amigo leitor... Neste caso, foi o autor que me 'chamou'. Já tendo sido presenteada com a leitura envolvente de 'A Sombra dos Ventos', Carlos Ruiz Zafóm volta a enfeitiçar com a história contada por Óscar, um rapaz que vive e estuda num internato de Barcelona e que, durante sete dias e sete noites, desaparece. Óscar, muito só, adopta Marina e seu pai como sua família e começa a viver grandes, misteriosas e perigosas aventuras. À medida que desvendam a […] Ler Mais...Todos os livros de formas diferentes nos 'chamam' para a sua leitura: um título apelativo, uma capa interessante, uma recomendação dum amigo leitor... Neste caso, foi o autor que me 'chamou'. Já tendo sido presenteada com a leitura envolvente de 'A Sombra dos Ventos', Carlos Ruiz Zafóm volta a enfeitiçar com a história contada por Óscar, um rapaz que vive e estuda num internato de Barcelona e que, durante sete dias e sete noites, desaparece. Óscar, muito só, adopta Marina e seu pai como sua família e começa a viver grandes, misteriosas e perigosas aventuras. À medida que desvendam a misteriosa e trágica história de amor de Mikhail e Eva, Marina e Óscar dão os primeiros passos na sua própria história de amor. Mas todos neste livro guardam segredos. Como leitores, apenas partilhamos os de Óscar, que não consegue entender porque ama Marina tanto e porque se sente tão feliz quando está perto dela. Quais serão os dos outros? Será que a felicidade do nosso jovem narrador será esmagada por algum deles? Lanço o desafio aos leitores: que se deixem levar por esta história com todos os seus ingredientes - desde a beleza ao grotesco, desde o amor à solidão e desde a felicidade à tristeza. Carlos Ruiz Zafón é, sem dúvida, um contador de histórias fantástico. Read Less

  • Maria João

    Dezembro 1, 2010 at 17:22
    Reply

    Bem, sem margem para dúvida, um livro simplesmente brilhante.Já está na minha lista de Natal. Como todos os livros deste autor, tenho de o ter na minha estante :)Este marcou-me especialmente pela frase em que os melhores momentos são aqueles que nunca existiram. É daquelas expressões que me irão acompanhar para a vida. Não percam este livro. É-nos mostrada uma Barcelona envolvente, com uma história de amor linda, mas, ao mesmo tempo, um enredo surpreendente.

  • Cristina Delgado

    Novembro 14, 2010 at 17:33
    Reply

    Carlos Ruiz Zafón é um contador de histórias excepcional, ponto!Envolve-nos nas personagens e nos seus mistérios, de tal forma que sentimos as emoções à flor da pele, partilhando com essas personagens os sentimentos por elas vividos.É um livro bem contado e bem escrito que nos leva a passear, ao mesmo tempo, por uma Barcelona real e por um mundo fictício, quase surreal, onde o suspense, o mistério envolve todas as personagens do princípio ao fim. As personagens e nós, o que, a meu ver, torna este livro espectacular. Durante todo o enredo, ficamos surpreendidos com esta imaginação prodigiosa de C.R.Z. […] Ler Mais...Carlos Ruiz Zafón é um contador de histórias excepcional, ponto!Envolve-nos nas personagens e nos seus mistérios, de tal forma que sentimos as emoções à flor da pele, partilhando com essas personagens os sentimentos por elas vividos.É um livro bem contado e bem escrito que nos leva a passear, ao mesmo tempo, por uma Barcelona real e por um mundo fictício, quase surreal, onde o suspense, o mistério envolve todas as personagens do princípio ao fim. As personagens e nós, o que, a meu ver, torna este livro espectacular. Durante todo o enredo, ficamos surpreendidos com esta imaginação prodigiosa de C.R.Z. Seres angelicais cruzam-se com seres cruéis, quase zombies. Não aprecio muito histórias do outro mundo, como lhes chamo, e só por isso não dou 5*, mas reconheço que vale a pena ler este livro, escrito de uma forma que prende imediatamente o leitor. Read Less

  • Vanessa Montês

    Outubro 30, 2010 at 21:02
    Reply

    Óscar é um rapaz que vive num orfanato e, numa das suas deambulações, encontra uma estranha casa abandonada, em que decide entrar. Encontra lá um relógio que lhe desperta a curiosidade e, enquanto o observa, sente uma estranha presença que o faz fugir a sete pés daquela estranha casa, levando, sem se aperceber, o relógio. Com a consciência pesada, Óscar decide voltar à estranha mansão para o devolver e é aí que conhece a estranha Marina, uma rapariga que vive com o seu pai naquela estranha casa aparentemente abandonada. Acaba assim por crescer uma grande amizade que se irá transformar […] Ler Mais...Óscar é um rapaz que vive num orfanato e, numa das suas deambulações, encontra uma estranha casa abandonada, em que decide entrar. Encontra lá um relógio que lhe desperta a curiosidade e, enquanto o observa, sente uma estranha presença que o faz fugir a sete pés daquela estranha casa, levando, sem se aperceber, o relógio. Com a consciência pesada, Óscar decide voltar à estranha mansão para o devolver e é aí que conhece a estranha Marina, uma rapariga que vive com o seu pai naquela estranha casa aparentemente abandonada. Acaba assim por crescer uma grande amizade que se irá transformar em algo mais, enquanto investigam um estranho romance passado nas ruas de Barcelona anos atrás: um romance negro, perigoso e cruel, que chega a lembrar a grande obra Frankestein, pois o que faz desse romance, que os protagonistas estão a investigar, tão gótico é que se baseia na reconstrução de pessoas de uma forma macabra e muito trágica.Enquanto vão investigando, na mansão, Marina começa a mostrar-se estranha, provavelmente devido à fraca saúde do pai, ou assim pensa Óscar, mas nem tudo é o que parece e, num mundo criado por Carlos Ruiz Zafón, tudo acontece quando e como menos se espera.Eu ainda só tinha lido um livro do autor, O Jogo de Anjo e, embora esteja nos meus planos futuros ler A Sombra do Vento, enquanto não cumpro esses planos, decidi ler este livrinho do autor. Livrinho, porque, comparado com o volume dos seus livros anteriormente editados em Portugal, tem metade do tamanho, o que é uma grande diferença. Mas, apesar de tal, a história continua envolvente e os ingredientes continuam todos lá. Carlos Ruiz Zafón consegue com grande mestria juntar, como é seu habitual, elementos de uma Barcelona gótica, negra, perturbadora, dramática e muito trágica. Pode-se dizer que esta é uma história com uma outra história. Na minha opinião, se essa segunda tivesse sido desenvolvida como uma só, sem dúvida que seria uma das melhores histórias românticas góticas de sempre. Interessei-me mais por este segundo conto que pelo principal em si, embora ambos fossem engrenados um no outro. O primeiro é um romance normal, em que uma rapariga estranha e meio solitária, embora de carácter firme e determinado, acaba por conhecer um rapaz e, contra o que sabe que devia fazer, acaba por se apaixonar e aproximar-se dele. Aliás, tirando a parte de policial neste romance principal, a história faz lembrar Nicholas Sparks. Mas é ao incluir o mistério que o nome deste autor desaparece e se nota a mestria de Zafón. E quando o mistério se demonstra um romance negro, um romance que é movido pelo intelecto, pelo coração e não pela razão, tudo junto forma um livro formidável e excelente para qualquer leitor de uma faixa etária mais adulta.Super recomendado e ainda me fez mais querer ler o livro que me escapou do autor!! Read Less

  • fernanda carvalho

    Outubro 19, 2010 at 8:26
    Reply

    Este é daqueles autores que, sempre que publicar um livro, eu estarei lá para o comprar. Não há nada a fazer. Os seus livros são quase como que um vício e, uma vez entrados nesse mundo, dificilmente conseguimos ou sequer queremos de lá sair. Sinceramente não consigo compreender. As suas histórias não são nada de especial. São enigmáticas, macabras, fascinantes, mas nada fora do normal. As personagens são absolutamente banais. Plenas de magnetismo, mas ao mesmo tempo simples, banais. Acho que é a forma como ele escreve que nos prende, nos fascina. E arrisco-me a dizê-lo, nos hipnotiza.É algo que […] Ler Mais...Este é daqueles autores que, sempre que publicar um livro, eu estarei lá para o comprar. Não há nada a fazer. Os seus livros são quase como que um vício e, uma vez entrados nesse mundo, dificilmente conseguimos ou sequer queremos de lá sair. Sinceramente não consigo compreender. As suas histórias não são nada de especial. São enigmáticas, macabras, fascinantes, mas nada fora do normal. As personagens são absolutamente banais. Plenas de magnetismo, mas ao mesmo tempo simples, banais. Acho que é a forma como ele escreve que nos prende, nos fascina. E arrisco-me a dizê-lo, nos hipnotiza.É algo que não consigo explicar, mas, seja o que for que Carlos Ruiz Zafón faz com as palavras, fá-lo de forma magistral. Read Less

Comentar