Meia Noite ou o Princípio do Mundo

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Autor: Richard Zimler
Edição: Jun/2010 (7ª Edição)
Páginas: 512
ISBN: 9789722040785
Editora: Dom Quixote

 


No início do século XIX, em Portugal, John Zarco Stewart, filho de uma judia portuguesa e de um escocês, é uma criança endiabrada, sensível e profundamente curiosa, herdeira involuntária de uma fé amortalhada em três séculos de secretismo.
Mas um período de perda e amargas revelações põe um fim abrupto à sua inocência, e só a misteriosa interferência de um mágico estrangeiro, trazido de África para o Porto pelo pai, consegue salvá-lo: Meia-Noite, um curandeiro africano e antigo escravo, que se tornará no maior amigo de John e determinará o curso do seu destino.

Quando as tropas de Napoleão invadem Portugal, a violência irrompe de novo na frágil paz de John e marca a sua passagem para a vida adulta com novas e devastadoras perdas; mas dos escombros surge a revelação, à medida que John Stewart descobre as verdades e mentiras escondidas por aqueles que mais amava e em quem mais confiava, e o acto de imperdoável traição que destruiu a sua família - e a sua fé.

Autor:

Richard Zimler nasceu em 1956 em Roslyn Heights, um subúrbio de Nova Iorque. Fez um bacharelato em Religião Comparada na Duke University e um mestrado em Jornalismo na Stanford University. Trabalhou como jornalista durante oito anos, principalmente na região de São Francisco. Em 1990 foi viver para o Porto, onde lecionou Jornalismo, primeiro na Escola Superior de Jornalismo e depois na Universidade do Porto. Tem atualmente dupla nacionalidade, americana e portuguesa. Desde 1996, publicou onze romances, uma coletânea de contos e quatro livros para crianças. A sua obra encontra-se traduzida para 23 países.

Saiba mais em www.zimler.com
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Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2010-07-29 00:36
Devia ter começado por ler “O Último Cabalista de Lisboa”, para conhecer a história de Berequias Zarco, antepassado de John Zarco Stewart, personagem central de “Meia-noite ou o Princípio do Mundo”. Mas este facto não retirou o mínimo interesse à leitura. Na verdade, foi um prazer ler este volumoso volume, que prendeu a minha atenção desde o início até ao fim. É uma história muito bem construída e enquadrada nos acontecimentos históricos da época: as lutas entre absolutistas e liberais, as invasões francesas, os saudosistas da Inquisição e a semi-clandestin idade dos Judeus e cristãos-novos, o desenvolvimento da Companhia das Vinhas do Alto Douro, a resistência dos interesses económicos ao fim da escravatura e a desumana situação dos escravos negros nos estados do sul dos E.U.A.
As personagens estão muito bem construídas e o autor demonstra claramente que não é a cor da pele, a raça ou a religião que definem o carácter e as capacidades das pessoas. A amizade, digo, o amor, entre John (o branco meio-escocês, meio-judeu) e Meia-noite (o feiticeiro boximane) é de um encanto e de uma ternura que comovem os corações mais duros. Os usos e as tradições de cada um não o tornam melhor ou pior do que os outros, mas diferente e merecedor de ser respeitado e compreendido.
Um livro espantoso! Fico com vontade de ler os restantes volumes sobre a família Zarco.
 

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“Em geral quando termino um livro encontro-me numa confusão de sentimentos, um misto de alegria, alívio e vaga tristeza. Relendo a obra mais tarde, quase sempre penso: não era bem isto o que queria dizer.”
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