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| Memória dos Dias Sem Fim |
| Quinta, 19 Novembro 2009 22:09 | |||
![]() Autor: Luis Rosa Páginas: 264 Colecção: Grandes Narrativas Nº 453 Editora: Editorial Presença Leia aqui um excerto do livro O amor, o sentir das gentes e a crueza da guerra colonial de África Com a publicação de Memória dos Dias sem Fim, o novo livro de Luís Rosa, o romance histórico português rasga novos horizontes, simultaneamente mais vastos e profundos, reveladores da própria dimensão humana. É a realidade da guerra em toda a sua desconformidade e falta de sentido, capaz de denunciar as muitas faces ocultas do homem, desnudando-o e mostrando-o como realmente é – sofredor, idealista, solidário, cruel. Mas, patentes nestas páginas de grande intensidade psicológica e sociológica, estão também outras realidades - as culturas, comportamentos e mentalidades da sociedade guineense que permeiam o quotidiano da guerra, a solidariedade que a crueza das circunstâncias comuns faz surgir entre negros e brancos, ou ainda a amizade incondicional que nasce espontaneamente entre irmãos de armas. O sentimento intenso do absurdo da guerra narrado por quem o viveu na primeira pessoa, a manifestação de um homem oculto que se expressa na luta pela sobrevivência no horizonte intenso dos dias sem fim. Autor: O primeiro romance de Luís Rosa, O Claustro do Silêncio, foi desde logo a sua consagração, ao ser distinguido com o Prémio Vergílio Ferreira. Seguiu-se-lhe O Terramoto de Lisboa e a Invenção do Mundo, que a crítica não deixou passar sem elogiosas referências e o público esgotou, numa primeira edição, em menos de um ano. O Amor Infinito de Pedro, Inês e Bocage – a Vida Apaixonada de Um Genial Libertino e O Dia de Aljubarrota receberam por parte do público e da crítica o mesmo entusiástico acolhimento. Luís Rosa é natural de Alcobaça, e licenciou-se em Filosofia e, mais tarde, em Gestão. Trabalhando na área de gestão de uma grande empresa portuguesa, desenvolveu também uma intensa actividade como docente universitário. É membro da Academia Portuguesa de História.
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| Actualizado em Sábado, 23 Janeiro 2010 14:25 |
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| Re:7 de Fevereiro Júlia 8.2.2012 15:36 |
Comentários
No final, dois homens que combateram em campos opostos, sentam-se e jantam (anos depois da guerra). Olhando para o passado fazem uma reflexão sobre os ideais pelos quais lutaram através de reflexões sobre o sentido da guerra e da guerra colonial de África:
“Aprendemos o sentido enganoso da palavra colonialismo na nossa juventude! - disse
- Colonialismo era domínio político, passado pela fronteira da diferenciação rácica e social – respondeu e continuou:
- Hoje é mais refinado. Colonialismo pode persistir para além do domínio político. Na economia, na asfixia da vontade de evoluir, no jogo financeiro, na dívida, na sujeição ao preço, no fomentar a discórdia…
Acredito que seja um livro apreciado para quem Sangonhá, Cacine ou Guiledge não são apenas nomes estranhos…
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