Memórias Vivas do Jornalismo

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Autores: Fernando Correia e Carla Baptista
Edição: Jan/2010
Páginas: 424
ISBN: 9789722120883
Editora: Editorial Caminho

 

 


As conversas com jornalistas dos anos 40, 50 e 60 do século passado mostram-nos, de forma saborosa, humorística ou sarcástica, um clima profissional com características únicas, ao mesmo tempo que nos confrontam com uma sensação de continuidade em muito do que hoje ainda é essencial ao profissionalismo jornalístico. Este livro encerra um manancial muito grande de informação, revelando aspectos pouco habituais na investigação sobre o jornalismo em Portugal.

É ainda uma homenagem a todos os que sabem guardar e partilhar as suas histórias de vida, na parte em que as biografias individuais se misturam com a vida colectiva, contribuindo para uma melhor compreensão do mundo em que vivemos.

Autor:

Fernando Correia nasceu em 1935 e dividiu a sua infância entre a Mouraria, o Alto de Santo Amaro e São Domingos de Benfica. Frequentou a Alliance Française e o Instituto Britânico (segunda parte dos estudos feitos em Cambridge) e especializou-se em Ciências da Comunicação e Linguas. É jornalista, comentador de rádio e televisão, professor. A sua carreira começou na Emissora Nacional (atual RDP) em 1958. O seu percurso profissional na rádio fê-lo passar pela Emissora Nacional, Rádio Clube Português, Rádio Comercial, TSF Rádio Jornal, Rádio Clube Português (novo), NFM, CNR e Rádio Amália. Relator e comentador desportivo desde 1964, esteve presente nos mais importantes eventos desportivos internacionais de futebol, hóquei em patins e atletismo. Na televisão, foi colaborador da RTP como apresentador de concursos e de programas de variedades. Encontra-se atualmente na TVI como comentador de desporto.
Na imprensa escrita, foi jornalista d'A Capital, O Diário, Gazeta dos Desportos, Diário Popular e Jornal de Noticias. Foi Director Adjunto e mais tarde Director do Jornal do Sporting.
Nos livros, é autor de vários titulos ligados ao desporto, ensaio, biografias e contos onde se destacam titulos como: Moniz Pereira - Valeu a Pena; Matateu - A Oitava Maravilha; Joaquim Agostinho - Memória de Um Campeão; Paulinho: Esforço, Dedicação e Devoção ao Sporting; Natália Correia de Alma Aberta; Simply the Best (homenagem a George Best); Era uma Vez o Sol; Espelho de Água; Diário de Sombras.
É casado, pai de cinco filhos e avô de dez netos.


Autora:

Carla Baptista nasceu em Luanda em 1969. É licenciada em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa, Mestre em Estudos Africanos pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa e prepara o doutoramento na área da Comunicação Política. Foi jornalista do Diário de Notícias, é docente no departamento de Ciências da Comunicação da FCSH, onde lecciona as disciplinas de Géneros Jornalísticos, Questões Éticas e Deontológicas do Jornalismo e Atelier de Jornalismo. Publicou em 2002 o livro Portugal no Olhar de Angola na editora Minerva Coimbra e colabora com diversas publicações.

Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2010-02-19 14:36
Um livro interessante, que se lê com agrado. São dezassete entrevistas a outros tantos jornalistas, efectuadas entre 2004 e 2006. Todos os entrevistados são já muito idosos, tento alguns falecido, entretanto. Ao ler este livro, fica-se com uma ideia muito clara do funcionamento dos jornais nas décadas de 40, 50 e 60 do século XX, em Portugal.
Através do diálogo com o entrevistador, vão contando as peripécias do tempo em que se escrevia à mão e os mais velhos reclamavam do barulho das máquinas de escrever, quando estas começaram a aparecer timidamente nas redacções. É contado como funcionava a censura e as habilidades que era preciso fazer para a contornar. Não havia formação específica em jornalismo, sendo todos autodidactas na matéria; a formação era feita com a prática da profissão e o apoio dos mais velhos. Muitos jornalistas tinham muito poucos estudos, alguns não mais que a 4ª classe. Os quadros dos jornais eram pequenos e os redactores compunham as notícias com as informações que recebiam dos correspondentes ou dos repórteres, que não eram considerados jornalistas; por vezes, eram enganados e as notícias que saíam não correspondiam ao que se tinha passado na realidade. Há histórias verdadeiramente hilariantes, como quando Briggite Bardot esteve em Portugal: uns jornais diziam que esteve na Nazaré, outros se passeou por Cascais e outros que não saiu do hotel, porque houve um grande temporal nesse dia e ninguém sabia, realmente, o que a senhora tinha feito.
Uma leitura agradável e instrutiva, tanto para quem precisa de se documentar sobre a época, como para os leitores em geral.
 

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Descobri que a leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho de sonhar, porque não sonhar os meus próprios sonhos?"
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