
Autor: Madeline Hunter
Editora: ASA
N.º Páginas: 336
ISBN: 9789892316727
1ª Edição: Jan/ 2012
Eles não têm absolutamente nada em comum.
Lady Reyna é uma mulher virtuosa e erudita, que preferia morrer a quebrar uma promessa ou voto.
Ian de Guilford é um sensual mercenário, um cavaleiro errante cujo temperamento fogoso lhe valeu a alcunha de Senhor das Mil Noites.
Da mesma autora no Segredo dos Livros:
As Regras da Sedução
Lições de Desejo
Autora:
Madeline Hunter publicou o seu primeiro romance em 2000. Escreveu já vinte romances históricos e ganhou por duas vezes o prémio RITA, da Romance Writers of America, com Stealing Heaven, em 2003, e Lessons of Desire, em 2008. Quase todos os seus livros figuraram na lista dos mais vendidos do USA Today e é uma das autoras favoritas da publicação Romantic Times. As suas obras encontram-se traduzidas para doze línguas, tendo vendido seis milhões de exemplares. Para além de O Protector, no catálogo da ASA figuram já os seus romances As Regras da Sedução, Jogos de Sedução, Casamento de Conveniência, Os Pecados de Lord Easterbrook e O Protector. Doutorada em História de Arte, dá aulas numa universidade.
Para mais informações sobre a autora pode consultar o site www.madelinehunter.com









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Lady Reyna quer salvar o seu povo da invasão iminente do cavaleiro Ian de Guilford. Assim, sendo uma mulher decidida, corajosa e um tanto louca, finge ser uma cortesã e vai ter com o comandante da invasão, tentando seduzi-lo de forma a matá-lo. Mas Ian não é só mais uma cara bonita num corpo de sonho, é um homem muito inteligente e eloquente. Apercebe-se dos planos de Lady Reyna e salva-se, deixando-a regressar a casa, mas avisando-a de que não falta muito para deixar de ser a senhora do castelo. Mas, apesar das características referidas, Ian de Guilford tem uma grande reputação com as mulheres, caindo todas estas a seus pés. Assim, não espera que Reyna seja mais difícil e resistente do que aparenta, acabando por se criar uma relação de gato e do rato, cheia de jogos de sedução. Reyna encontra-se dividida entre um homem difícil, mas que lhe faz o seu coração bater a mil à hora, e o seu povo, amigos e família, que esta jurou proteger e vira-se, inclusive, contra Ian para os defender e ajudar! Como legado do seu marido, tem uma grande coleção de livros, os seus amigos e refúgio nas horas complicadas, e Reyna acaba por descobrir que um dos principais motivos que levam à invasão do seu reino não é a expansão do território ou as riquezas do reino em si, mas sim um segredo que sempre esteve mais perto de si do que esperava.
Com uma escrita leve, fácil e absorvente, como a autora já nos habituou, este é um romance de uma mulher difícil, mas com muito amor para dar, que adora os seus e que nem um homem de sonho a faz recuar perante o perigo, se a sua família estiver em jogo. Esse homem de sonho acaba também por se revelar alguém não tão perfeito como todos julgam, sendo um homem que já sofreu mais do que aquilo que mostra e alguém a quem a vida já pôs à prova muitas vezes.
Mais um livro excelente da autora, de que todos irão gostar para um momento relaxante.
Em Mil noites de Paixão, somos apresentados a Reyna e Ian, duas personagens com personalidades vincadas e com um passado envolto em mistérios que ambos lutam para ocultar. Não posso deixar de referir que, nesta minha primeira excursão pelas palavras de Madeline Hunter, inevitavelmente deixei-me envolver por uma narrativa fluída, cativante, pontuada com humor e muita sensualidade. Confesso até que… não há como não corar ao longo das muitas páginas que constituem este livro.
Um dos factos que mais me surpreendeu, foi a capacidade da autora em expressar sentimentos e emoções com as palavras, principalmente os negativos, como a raiva, o ciúme, a obsessão, o medo.
Então, com que podem contar neste livro? Muita acção, lutas territoriais, lutas passionais, intriga, suspense, traição, paixão, amor, cumplicidade e entrega, em suma, com um romance leve, despretensioso, que se lê rapidamente e com alguma compulsão, perfeito para desanuviar a cabeça, após um dia de trabalho.
Estamos perante um livro onde a paixão, o romance, a intriga, o suspense e o sensual se misturam.
Numa leitura fácil e voraz, a autora retrata uma época marcada pelas lutas territoriais e rivalidades entre famílias, onde as mulheres eram meras moedas de troca para os homens alcançarem os seus domínios territoriais e sociais, sendo os seus sentimentos completamente esquecidos.
Criando personagens fortes, envolventes, umas mais simpáticas que outras, que guardam segredos do seu passado, temos a história de um casal que, após se conhecerem, vão sentir uma forte atracção, mas cuja relação vai tendo altos e baixos, avanços e recuos, devido a várias circunstâncias que nos vão sendo desvendadas.
Numa narrativa fluída e bem construída, a história desenrola-se a bom ritmo e o desvendar dos vários segredos é feito gradualmente, o que ajuda a querer ler mais e mais, apetecendo chegar ao fim rapidamente. Quando se chega, temos pena, tal a empatia que críamos com os dois protagonistas.
Aconselho, sem dúvida, a leitura deste livro.
Satisfaz-me bastante quando personagens de livros anteriores reaparecem para nos dar um ar de sua graça, o que em "Mil Noites de Paixão" é bem mais do que isso.
Os casais principais de "Casamento de Conveniência" e "O Protector", ou seja Christiana e David, Morvan e Anna, são presenças constantes e bem activas neste livro protagonizado por Ian e Reyna.
Já conhecíamos Ian de Guilford como o salteador que tocou em Anna e que salvou a vida de Morvan, ficando às suas ordens.
Reyna é uma jovem viúva de 24 anos que, na desesperada tentativa de proteger o seu povo dos exército de Ian, se faz passar por cortesã, com o intuito de assassinar o cavaleiro. Mas, sendo inexperiente e sentido-se misteriosamente atraída pelo "filho de uma égua inglês" que é Ian, fraqueja e acaba por cair nas garras do seu suposto alvo.
Dividido entre o dever e a atracção pela pequena escocesa Reyna, Ian não desiste de a ter, de a entender e de reclamar o seu coração para sempre.
Ignorando o facto de ser uma viúva riquíssima, Reyna casa com Ian, evitando voltar para casa do seu pai e irmão, onde sempre fora maltratada.
Muitos obstáculos surgem no caminho do casal, tais como: o infame irmão de Reyna; um cavaleiro que jurou a Robert de Kelso, o primeiro marido, proteger Reyna, matando-o; e um aparentemente bem intencionado monge, que vem a revelar-se a pior ameaça de todos e o maior perigo à vida de Lady Reyna.
Para piorar a situação, descobertas reveladoras e algumas dolorosas vêm alterar o que tinha tudo para ser um casamento tranquilo.
Mas, apesar das adversidades, a paixão entre Reyna e Ian cresce de dia para dia, unindo-os. Nem a reputação de Ian como o senhor das mil noites abala o casamento.
"Mil Noites de Paixão" ultrapassou, em muito, o seu precedente "O Protector", com uma narrativa muito mais atractiva, mais divertimento e acção, quebrando a monotonia e agarrando o leitor.
A leitura corre de forma fluída, devido à linguagem acessível, ritmada e diálogos bem interessantes.
Interessantes são, também, as personagens da trama.
Hunter esmerou-se e criou Ian e Reyna com dois intelectos fortes e personalidades a condizer.
Esta autora tem apenas um defeito: o hábito de tornar as mulheres submissas após o enlace, algo que, por momentos, se verificou em "Mil Noites de Paixão", mas que foi facilmente contornado, e Reyna voltou à sua viva personalidade.
Foi com muito agrado que me deliciei com as intervenções de Anna, mulher de Morvan, que aguçou o seu espírito autoritário, proporcionando momentos de pura diversão.
A minha satisfação com este romance é tal que poderia elogiá-lo por muitas e longas linhas, mas como não é a quantidade que faz a qualidade, fico por aqui...
Deixo-vos com a recomendação de "Mil Noites de Paixão" como uma das vossas leituras futuras.
Um excelente romance com muita sensualidade e afecto.
Como sempre, Madeline Hunter cimenta o seu estatuto como uma das melhores romancistas da actualidade.
Posso dizer que gostei, principalmente a partir do meio do livro, mas continuo a preferir o livro do David de Abyndon, "Casamento de Conveniência", esse sim arrebatador.