Na Farmácia do Evaristo

Autor: Fernando Pessoa
Género: Contos
Edição: Jun/2020
Páginas: 72
ISBN: 9789897025587
Editora: Guerra & Paz

 

 

Que Farmácia do Evaristo teria Fernando Pessoa escrito sobre o 25 de Abril, com a sua trémula mão dos 85 anos, se ainda estivesse vivo nesse «dia inicial inteiro e limpo» de 1974? Uma coisa é certa, escreveria. São inúmeros os textos de Fernando Pessoa sobre os acontecimentos políticos a que assistiu.

Na farmácia do Evaristo, encontram-se cidadãos mais ou menos comuns, que, em diálogo, reagem, comentam e dissecam a tentativa de golpe de Estado de 18 de Abril de 1925. Para além de Evaristo, entram na conversa Mendes, um republicano democrático, o Justino dos coiros, o Canha das barbas, o coronel Bastos e José Gomes, mais conhecido por Gomes Pipa, que passa a dissecar o sistema eleitoral, a organização dos partidos e a condução destes por directórios minoritários.
Se entramos na Farmácia com certezas, saímos dela com dúvidas e perplexidades. Na Farmácia do Evaristo, admirável conto de filosofia política de Fernando Pessoa, é um texto perturbador e incomodativo: está vivo. E quem o lê percebe porquê: é que às vezes dói.

Deste autor no Segredo dos Livros:
Prosa — Antologia Mínima
Obra Completa de Alberto Caeiro
O Mistério da Boca do Inferno – Correspondência e novela policiária
Sou do Tamanho do Que Vejo – Antologia de Poesia
Antinous e outros poemas em inglês
Não a Ti, Cristo, Odeio ou Menos Prezo
Poesia – Antologia Mínima
Sobre a Arte Literária
Tenho Medo de Partir – Um Livro de Viagens
Fausto (Edição de Carlos Pittella)
Lisboa Revisitada | Lisbon Revisited
Absinto, Ópio, Tabaco e Outros Fumos
Mensagem
Prosa Íntima e de Autoconhecimento
A porta e outras ficções
Quando Fui Outro
Teatro Estático
Novelas Policiárias: uma antologia

Autor – Fernando Pessoa

Autor:

Fernando Pessoa, um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos, nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como “correspondente estrangeiro”. Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. Em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada-Negreiros e outros, a revista “Orpheu“, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta. 
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista “Orpheu” (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, “Mensagem” (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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