Nada a Temer

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Autor: Julian Barnes
Edição: Mai/2011
Páginas: 288
Editora: Quetzal

 

 


Nada a Temer
, o mais recente livro de Julian Barnes é, entre muitas coisas, uma memória de família, um diálogo com o irmão filósofo, uma meditação sobre a mortalidade e o medo da morte, uma celebração da arte, uma discussão com e sobre Deus e uma homenagem ao escritor francês Jules Renard. E aos pinguins.

"A Gadanha corta através de cada página. Barnes, como escroque espirituoso e erudito que é, quase consegue transformar este tópico tabu num momento de hilariedade. É consistente, interessante e divertido." Daily Mail

Autor:

Julian Barnes nasceu em Leicester em 1946, mas foi viver para Londres no mesmo ano. Estudou em Londres e em Oxford — e, antes de se dedicar exclusivamente à escrita, foi lexicógrafo (no Dicionário Oxford), editor e crítico de cinema. É autor de 20 livros e foi agraciado, em 2011, com o Man Booker Prize pelo seu romance O Sentido do Fim. Foi o único escritor galardoado com o Prémio Médicis e o Prémio Femina pelo mesmo livro, O Papagaio de Flaubert. Foi ainda distinguido com o Prémio do Estado da Áustria para escritores estrangeiros e com o David Cohen Prize. Barnes é também autor de vários romances policiais, assinados por Dan Kavanagh. A sua obra está traduzida em trinta idiomas.
Foi casado com Pat Kavanagh desde 1979 até à morte desta em 2008 com um tumor cerebral. No seu mais recente livro Os Níveis da Vida, Julian Barnes fala da dor imensa que é viver sem a sua companheira de 30 anos e revela que pensou em suicidar-se.
Pat Kavanagh nasceu na África do Sul e mudou-se para Londres em 1964. Trabalhou em publicidade e, depois, durante 40 anos, foi agente literária.

Comentários  

 
+1 #1 maria afonso 2011-09-10 23:15
Quando olhamos para a primeira página de Nada a Temer, as células do nosso corpo vão ser necessariamente diferentes das que teremos ao olhar para a última página. Acontece num dia, numa hora, num minuto: a vida vai-se mais um bocado. Nada a Temer, dirá o autor do livro. Mas é este tipo de pensamento que nos fica a incomodar: as células (as novas e as extintas) depois da leitura deste livro.
É bom para quem tem medo da morte. Talvez seja.

Num diálogo constante com o irmão filósofo, atira para a balança a verdade das nossas memórias, Deus, o valor dos sentimentos quando cartas de amor antigas podem servir de forro a um puff, as teorias de outros pensadores e, claro, a morte. Não temos como a evitar. Talvez não tenhamos como evitar o medo que, de vez em quando, nos causa.

É um livro sobre a morte, numa perspectiva filosófico-opti mista. Ajuda-nos a deixar de ter medo dela. Gostei muito.
 

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