Não a Ti, Cristo, Odeio ou Menos Prezo

Autor: Fernando Pessoa
Género: Antologia / Ensaio
Edição: Nov/2018
Páginas: 120
ISBN: 9789897024344
Editora: Guerra & Paz

 

 

Um Deus a mais, talvez um que faltava
Esta antologia começa num meio-dia de fim de Primavera, com um risonho, ágil e imparável Menino Jesus em fuga. E acaba, dolorosa e nocturna, em morte, cabeça acolhida aos braços de Cristo, nesses braços cujo estranho amor é o fim do mundo.
Pela primeira vez, reúnem-se num só livro os textos que Fernando Pessoa e os seus heterónimos escreveram sobre a figura de Jesus Cristo. O resultado é uma visão pessoana surpreendente da figura de Jesus: por um lado, uma imagem de inocência e pura vitalidade a convocar uma devoção comovente, por outro lado, um livro doutrinariamente anticristão.

É estranho que esta vertente, anticristã, em louvor de um Cristo Menino, libertador e pagão, nunca tenha sido aprofundada pelos especialistas de Pessoa.
São 36 textos, poesia e prosa, com momentos sublimes, que visitam e seguem Cristo. Se de alguma coisa gostava, Fernando Pessoa gostava de ser extravagante. A extravagância pressupõe uma determinada, mas indireccionada, vontade de vaguear. Fernando Pessoa gostava de vaguear por Jesus Cristo. Cultivou dele, vagueando-o, do presépio à cruz, uma visão extravagante, fora de todos os códigos.

Deste autor no Segredo dos Livros:
Poesia – Antologia Mínima
Sobre a Arte Literária
Tenho Medo de Partir – Um Livro de Viagens
Fausto (Edição de Carlos Pittella)
Lisboa Revisitada | Lisbon Revisited
Absinto, Ópio, Tabaco e Outros Fumos
Mensagem
Prosa Íntima e de Autoconhecimento
A porta e outras ficções
Quando Fui Outro
Teatro Estático
Novelas Policiárias: uma antologia

Autor – Fernando Pessoa

Autor:

Fernando Pessoa, um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos, nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como “correspondente estrangeiro”. Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. Em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada-Negreiros e outros, a revista “Orpheu“, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta. 
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista “Orpheu” (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, “Mensagem” (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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