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| Ninguém Viu |
| Quarta, 13 Outubro 2010 19:59 | |||
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Autora: Mari Jungstedt é jornalista e trabalhou catorze anos na rádio e na televisão. Iniciou-se no mundo da literatura em 2006, mas é já considerada uma das mais populares e empolgantes autoras de ficção de crime. Ninguém Viu é o primeiro livro de uma série que tem como cenário a ilha de Gotland, na Suécia. Actualmente é em Estocolmo que Mari Jungstedt vive com o marido e os dois filhos.
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| Actualizado em Sexta, 17 Dezembro 2010 11:30 |
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| Re:Dividir pack Ana_Pereira 21.5.2012 17:53 |
Comentários
Quanto ao interior do livro, isso já é outra história.
Chateou-me bastante a quantidade de erros e distracções que uma boa revisão poderia ter evitado.
Mas gostei de ler este livro. Não se trata de uma grande obra, mas sim um bom livro para nos acompanhar numa tarde chuvosa.
Apesar de ter adivinhado logo quem seria o(a) assassino(a), a simplicidade e a fluidez que a escrita desta autora possui, agradou-me e levou-me a devorar este livro em breves 2 horas.
Não se tratando, como já disse, de uma grande obra, esta é, sim, um excelente arranque para novos livros e novos mistérios.
Mais uma autora que vou seguir com atenção!
Ocorreram três homicídios num mês, a policia andava à nora na investigação e, a seguir, um jornalista descobre tudo, não me parece muito credível. Além do mais, o assassino passa completamente despercebido ao longo do livro; acho que deveria ter mais destaque na história, mais envolvimento, para além dos capítulos finais.
Achei um bocado "mais do mesmo", igual a muitos filmes que passam na tv e no cinema. Não foi tão fascinante como esperava e algumas frases confundiam-me e tinha de as reler até fazerem sentindo.
Saliento também o que a Vera já disse: a história decorre toda durante o mês de Junho e, quando ocorre o segundo homicídio, diz que foi passado dois meses depois do primeiro. Acho que devia haver atenção a estes pormenores.
Adorei este livro. A forma como a história está escrita, objectiva e concisa, não se perde com pormenores secundários. Este facto é talvez explicativo do número de páginas, cerca de 200, que se devoram num ápice!
Os crimes são hediondos, muito bem descritos, dotados de uma frieza fundamental neste tipo de literatura.
A investigação é muito misteriosa, sendo que o leitor nunca desconfiará do assassino e das suas propensões para o fazer. No entanto, com o decorrer do livro, encontramos feedbacks desta personagem, onde retratam situações infantis e que a motivam para o homicídio. Desperta sentimentos de pena até... Estas motivações explicam o porquê e a ordem dos homicídios, facto esse que achei bastante interessante e inesperado.
Depreendo que este livro, além do policial, retrata com tacto as relações humanas e as suas vulnerabilidade s. Fez-me esboçar um sorriso em certas partes com duas personagens, ao identificar-me com sentimentos passados. Gostei imenso desse pormenor!
Aponto como pontos fracos alguns aspectos. Um deles é o facto de toda a história estar escrita em Junho e, no entanto, é dito que se passaram dois meses entre os homicídios... é um pouco impossível!
Abstraindo-me desse ponto, depois daquele final tão intenso e rápido, quero mesmo saber do final de uma personagem que ficou em aberto... Talvez venha descrito no segundo volume da saga de Gotland, mas quando chegará a Portugal? Sendo que este livro data de 2003 e é editado apenas em 2010... Agora espero ansiosamente por mais livros desta autora.
Outro aspecto menos positivo é a sinopse do livro que, na minha opinião, tem um spoiler. Diz que Frida é antiga colega de escola de Helena. OK, mas, se não estivesse lá este aspecto, eu acredito que o impacto surpresa teria sido maior, até porque esta ligação é descoberta já quase no desenlace final do livro.
A minha maior crítica é talvez esta: porque demoram a editar no nosso país estes livros vindos do Norte?
A sinopse revela o que se passa, não desvendando muitos pontos que o leitor vai sabendo no decurso da história.
Temos aqui uma equipa de polícias, liderada pelo Inspector Anders Knutas, que tenta desvendar o caso do assassinato de uma mulher e do seu cão na ilha e tudo parece apontar para o namorado da mesma. No entanto, com o decurso da investigação aparece mais um corpo.
Aparentemente, estas mulheres não têm nada em comum e os polícias vêem-se a braços com uma investigação sem saída, pois, como diz o título do livro, “Ninguém viu”. Não há rasto de quem possa ter feito aquilo.
Cada capítulo situa-se num dia do mês de Junho e vamos vendo as consequências que estes assassinatos trazem para a vida das pessoas, numa localidade pacífica, onde não acontecia nada tão macabro há anos.
Acontece que os polícias são pressionados para resolver rapidamente a situação, visto que vai começar a época balnear e um assunto daqueles afugentaria turistas.
Temos também um jornalista que vai cobrir estes homicídios e que a sua vinda à ilha vai trazer-lhe novos conhecimentos e alguns dissabores no plano pessoal.
Em termos de assassino, devo dizer que cheguei lá, devido a algumas pistas que me fizeram pender para ele. No entanto, o seu motivo, só vamos conhecendo mais para o final, isto porque a autora também escreve, do ponto de vista do assassino, o que lhe aconteceu para chegar aquele ponto.
Achei o final um pouco rápido, brusco, queria saber o que acontecia a determinada personagem, mas nada foi escrito. Como este livro é o primeiro de uma série, pressuponho que poderá ter continuação num próximo volume.
Ponto negativo: tradução / revisão do livro. Acho que deveria haver um cuidado maior na revisão dos livros (afinal são cada vez mais caros, devemos ter direito a algo em condições, certo?).
Neste livro em concreto, foram letras trocadas, algumas frases mal revistas, certas palavras estavam a mais. E algo que me saltou a vista foi haver uma incongruência, a nível da linha temporal dos acontecimentos; cada capítulo do livro foca-se num dia de Junho; no entanto, escreveram que, entre um homicídio e outro, se passaram 2 meses, o que é completamente errado, porque todo o livro se passa nas semanas de Junho, sendo que a autora descreve o feriado nacional do País (6 de Junho) e a comemoração do Solstício de Verão (21 de Junho).
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