No Coração de África

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Autor:
William Boyd
Páginas: 292
ISBN: 978972461905
Editora: Casa das Letras

 

 

O diplomata britânico Morgan Leafy tinha grandes esperanças quando chegou à pequena república africana de Kinjanja. Mas uma vez lá, os seus sonhos de felicidade pessoal e profissional logo se desvanecem.

A sua carreira diplomática encontra-se em declínio depois de serem recrutados novos membros para o corpo diplomático. A mulher que ama fica noiva de alguém mais jovem, mais bonito, mais rico, e com melhor estatuto do que ele. E, se tudo isso não fosse suficiente para tornar um funcionário de carreira miserável, Leafy acaba também por ser chantageado por um representante de um dos muitos partidos políticos da Kinjanja. No fim Leafy, pode não se ter tornado um homem melhor – ou mais sábio – mas adquiriu uma espécie de dignidade e de coragem que lhe ficam bem.
Uma história, cheia de humor negro, sobre corrupção política, revolução, desencontros amorosos, chantagem e morte.

Autor:

William Boyd nasceu em Acra, no Gana, em 1952 e frequentou as universidades de Nice, Glasgow e Oxford. Foi ainda como professor de Inglês na Universidade de Oxford que publicou o seu primeiro romance, A Goog Man in Africa, que recebeu os prémios Whitbread e Somerset Maughan. Pouco depois deixou a docência para se dedicar inteiramente à literatura.
É autor de vários romances, quase todos distinguidos com prémios. An Ice Cream War conquistou o John Llewellyn Rhys Memorial Prize e foi nomeado para o Booker Prize; A Praia de Brazaville ganhou o James Tait Black Memorial Prize e Tarde Azul o Prémio de Ficção do Los Angeles Times. Treze dos seus guiões cinematográficos foram filmados e, em 1998, escreveu e realizou o filme A Trincheira.
Boyd vive em Londres e na Dordonha, região no Sudoeste de França, onde dedica alguns meses por ano à viticultura.

Saiba mais em www.williamboyd.co.uk

Comentários  

 
#2 Sebastião Barata 2010-11-04 13:04
Este é um romance que, de uma forma algo cínica e com recurso a humor negro, nos dá um retrato daquela que é ainda hoje a política na generalidade dos países africanos. Políticos corruptos que só sonham em alcandorar-se ao poder e aumentar o mais possível a sua riqueza pessoal, usam e abusam de todos os estratagemas para o conseguir. Por outro lado, os representantes dos países ditos mais desenvolvidos só pensam em passar uma comissão de serviço o mais agradável possível, sem grandes ondas, mas que lhes sirva de passaporte para um lugar de maior estatuto.
Pessoas e situações destas são propícias a bruscas mudanças de opinião e a reviravoltas inesperadas, de modo que o que hoje é verdade, amanhã já não é; o que não foi possível conseguir hoje, ainda bem que não foi, porque amanhã teria sido um grande contratempo, na nova estratégia nascida da noite para o dia, na sequência, por exemplo, de resultados eleitorais ou de um golpe militar.
No meio desta embrulhada, a vida de um modesto funcionário de embaixada inglesa num quase desconhecido país, perdido no meio da África não se revela fácil. Ainda por cima, quando tem como superior um chefe cobardolas e indeciso, que imponta para cima das costas dele tudo o que é chatice e pode dar mau resultado. Se somarmos que ao funcionário em causa interessam mais as suas conquistas femininas, a boa comida e a boa bebida, do que o trabalho e as responsabilidad es, temos todos os ingredientes para umas horas bem passadas, na leitura deste livro.
É uma história bem contada, que se arrasta um pouco no princípio, como a monotonia da história que conta, mas que, à medida que o final se aproxima e os problemas se agudizam, acelera a um ritmo frenético e deixa o leitor preso à espera do fim, que surge de forma agradavelmente inesperada.
 
 
#1 Angelina Rosa Nogueira Santos Violante 2009-11-29 20:26
Gostei deste livro, embora nas partes sobre política tenha achado um pouco confuso, visto que pouco ou nada percebo do assunto.
Tem umas partes muito divertidas. Em algumas, as personagens passam por cenas ridículas.
A personagem principal, então, tem uma tendência para se meter em alhadas que é impressionante.
Um livro que dá para passar um bom bocado.
 

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