Noite Sobre as Águas

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Autor: Ken Follett
Edição: Fev/2011
Páginas: 528
Editora: Bertrand Editora

 

 


Em 1939, com a guerra recém-declarada, um grupo elite embarca no mais luxuoso avião de sempre, o Clipper da Pan American, com destino a Nova Iorque: um aristocrata britânico, um cientista alemão, um assassino e a sua escolta, uma jovem em fuga do marido e um ladrão encantador, mas sem escrúpulos. Durante trinta horas, não há escapatória possível desse palácio voador. Sobre o Atlântico, a tensão vai crescendo até finalmente explodir num clímax dramático e perigoso.

Autor:

Ken Follett nasceu em 1949 em Cardiff, no País de Gales, e licenciou-se em Filosofia no University College, em Londres.
Começou a sua carreira como jornalista no South Wales Echo e, mais tarde, no London Evening News, altura em que escreveu Eye of the Needle (1978) - O Estilete Assassino, editado em Portugal pelo Círculo de Leitores (1980) e depois pela Bertrand Editora (2013). Foi a sua 11ª obra e o primeiro grande bestseller, do qual já vendeu mais de 130.000 cópias em todo o mundo. O êxito de vendas do livro e da sua adaptação ao cinema permitiram-lhe trocar a profissão de jornalista pela de editor e continuar a escrever.
Entre os seus maiores êxitos, contam-se O Homem de Sampertersburgo, Os Pilares da Terra, Noite sobre as Águas e Mundo Sem Fim.
O seu mais recente trabalho é a trilogia O Século, da qual fazem parte os livros A Queda dos Gigantes, O Inverno do Mundo e No Limiar da Eternidade, todos bestseller nº1 do The New York Times.
Ken Follett vive em Londres com a mulher, a deputada Barbara Follett, e os seus dois labradores retrievers. Tem estado ligado a diversas associações para a promoção da literacia e da leitura; é membro da Welsh Academy e da Royal Society of Arts.

Saiba mais em ken-follett.com

 

Comentários  

 
#5 Sebastião Barata 2012-07-27 23:00
Depois do que os anteriores leitores comentaram, pouco mais há a dizer deste excelente livro. Não será o melhor de Ken Follett, mas é muito bom. Aliás, não sei se seria fácil fazer melhor, dado que tudo se passa em pouco de mais de vinte e quatro horas, no espaço confinado do interior de um avião de passageiros. Não admira que a narração se arraste um pouco ao longo das suas mais de 500 páginas.
O génio de Follett como narrador de feitos épicos está todo aqui. Conseguiu reunir um leque de personagens dos mais diversos tipos e com os mais diversos objetivos, muitos deles inconfessáveis, ao embarcar num luxuoso e caro avião de carreira intercontinenta l. Mas o mais interessante é que tudo mudava a cada momento. O que era verdade à partida de Southampton, já não era na primeira escala em Foynes, na Irlanda. E o mesmo se passava de etapa em etapa. Seja em matéria de motivação para a viagem, seja em matéria de opções políticas, seja em matéria de quem são os bons e quem são os maus, seja inclusive em quem ama quem, tudo muda a todo o momento. Os vilões viram heróis, os campos mudam quando menos se espera.
Num ambiente assim, o interesse do leitor só pode crescer a cada momento, a leitura torna-se obsessiva e é impossível parar de ler.
 
 
#4 Cristina Delgado 2011-03-26 07:03
As minhas expectativas ao pegar neste livro de Ken Follett eram elevadíssimas porque dei "nota 10" aos "Pilares da Terra" e a "Um mundo sem Fim". Talvez por isso esta leitura ficou aquém do que esperava!

Mas não me interpretem mal! A sua escrita, como é habitual neste autor, prende-nos logo nas primeiras páginas. São-nos apresentados vários personagens, uns mais apaixonantes que outros, que mais tarde se vão interligar num apaixonante enredo, onde o suspense tem um lugar de destaque. Tentando fugir de Inglaterra para o continente americano, de uma guerra que se avizinha (1939, pré 2ª Guerra Mundial), estes personagens encontram-se no Clipper, um hidroavião luxuoso que chegou verdadeiramente a existir e a fazer viagens de grande duração.

Baseado em aspectos verídicos no que concerne às descrições deste hidroavião e suas capacidades, onde decorre o desenrolar desta história, viajamos e atravessamos com eles o Atlântico, naquela altura, numa viagem perigosa e ainda incerta. Sentimo-nos a balançar e a temer com as tempestades que assolam esta travessia; indignamo-nos, de igual forma, com as "barbaridades" que são proferidas por um personagem, apoiante nazi; lutamos pelos direitos da Mulher; solidarizamo-no s com os romances e com o amor que paira no ar, literalmente. Tudo isto como só um grande escritor pode proporcionar!

Recomendo! Por mim, vou procurar a restante obra deste autor para a devorar...
 
 
#3 Júlia 2011-03-17 01:21
Devo confessar que me iniciei nesta leitura sem ler a sinopse. Era Ken Follett e isso para mim bastava. Queria desesperadament e ler alguma coisa deste autor tão prestigiado, de maneira que peguei no que me apareceu primeiro.
Pensava que se tratava de um policial/thrill er, não sabia mesmo ao que ia e não é que me dou conta de que estou a ler um fabuloso romance histórico, um dos meus géneros preferidos?!
Este livro está repleto de personagens marcantes. O Lord Oxenford é um fascista desprezível que mantém os filhos com a rédea curta, mas estes aproveitam esta longa viagem para fazem aquilo que querem, ignorando o pai que não tem escapatória neste hidroavião. Diana, linda de morrer, não consegue passar despercebida, está muito confusa em relação ao que quer, o marido ou o namorado. Lovesy que é um bruto, mas determinado em relação a voltar a conquistar a sua linda mulher. Harry é um encanto, adorei-o, percebi-o perfeitamente, sabia o que queria e fazia-o bem até encontrar alguém que o fizesse pensar duas vezes em relação à sua actividade ilegal. Nancy, viúva e a pessoa mais determinada no mundo dos negócios, lutou até ao fim por aquilo que queria, mas no que toca ao coração não se pode dizer a mesma coisa. Só achei algumas cenas no que toca ao hidroavião um pouco surreais: por exemplo, partir uma janela em pleno voo ou ver legivelmente quem estava em terra. Não digo que não seja verdade, uma vez que, ao que parece, estes hidroaviões voavam a 200km/h; isto foi no início da segunda guerra mundial e é possível que na altura fosse assim.
Simplesmente genial a escrita deste autor. ADOREI!!!
 
 
#2 Maria Manuel Magalhaes 2011-03-12 12:04
Mais um romance fantástico de Ken Follett. Quanto mais leio deste autor, mais fico rendida aos seus livros. Desta vez, e ainda sobre um clima de guerra, Follett leva-nos a sobrevoar o atlântico nas asas de um Boeing 314, um luxuoso hidroavião, que faria a viagem entre Inglaterra e os Estados Unidos, no qual era dada a oportunidade de viajar às pessoas com grandes possibilidades.

No entanto, ter dinheiro não significa ter escrúpulos e no mesmo local vão estar reunidas, durante 29 horas, pessoas de várias estirpes, desde a família Oxenford, cujo patriarca é um acérrimo fascista e seguidor de Hitler, que acaba de declarar a Segunda Guerra Mundial. Com a entrada da Inglaterra na guerra contra a Alemanha, a família Oxenford decide partir para a América até ao fim da mesma. Por isso mesmo, reservam passagens no Clipper da Pan American.
Percy, o irmão mais novo, ficou contente por viajar novamente de avião. Já Margaret, uma rapariga um tanto ao quanto revolucionária, é contrária às ideias do pai e deseja por tudo alistar-se na guerra contra os alemães.
Tom Luther, um gangster.
Harry Marks é jovem ladrão de jóias que depois de descoberto, e de quase ter sido preso, aproveita ter saído da prisão sob fiança e, com o dinheiro que tinha juntado dos roubos que havia feito ao longo dos tempos, decide partir no luxuoso voo rumo à terra das oportunidades.
Nancy Lenchan é uma empresária de calçado a quem o irmão deseja passar a perna, ao tentar vender a fábrica sem o seu consentimento.
Diana e Mark são dois recentes amantes que se conheceram há pouco tempo e que decidem partir para a América.
Lulu Bell, uma famosa actriz; Carl Hartmmann um famoso cientista judeu, entre muitos outros.

Toda esta miscelânea de raças, credos, e "profissões" vai criar conflitos, conversas e acesas discussões que tornarão a viagem cada vez mais interessante.
Ken Follet tem o condão de criar famílias recheadas de mistérios, com mulheres fortes para uma época ainda dominada pelos homens, em que a emancipação da mulher se começa a tornar evidente, mas que ainda está a dar os primeiros passos.

Impressionante é o relato verídico do Boeing 314 Clipper, um hidroavião luxuoso, não existindo hoje em dia qualquer exemplar dos 12 que foram construídos.
Um destes transportou o presidente Roosevelt à Conferência de Casablanca, em Janeiro de 1943 e um outro sofreu um acidente em Lisboa, do qual resultaram 29 vítimas.
Eram servidos autênticos repastos, como se de um hotel se tratasse; as pessoas tinham casas de banho com toucadores, para se poderem pentear à vontade, locais para poderem dormir descansados, como beliches, e existia, inclusive, uma suite nupcial.
 
 
#1 Lídia Rumor 2011-02-20 20:16
Numa bela tarde de domingo de 1939, a Inglaterra declara guerra à Alemanha e entra, desta forma, na 2ª Grande Guerra.

Mas não é da guerra que nos fala este livro, é antes a história, melhor, as histórias de várias pessoas que decidem, por razões muito diversas, fazer a travessia do Atlântico num hidroavião luxuoso da Pan American, o Clipper.

Todos os passageiros têm motivações diversas para estarem a fazer esta viagem de Inglaterra para Nova Iorque. Lorde Oxenford foge, porque o seu pensamento fascista põe a sua vida e a dos seus familiares em perigo. Margaret, a sua filha socialista, vê-se obrigada a partir contra a sua vontade. O ladrão sortudo Harry Marks foge da polícia e do serviço militar. A bela Diana foge dum casamento infeliz, acompanhada pelo seu amante americano Mark, mas o seu marido Mervyn decide segui-la até ao fim do mundo se for preciso. Nancy, viúva e empresária americana, também persegue o seu irmão Peter, que decidiu atraiçoá-la. Carl Hartmann, um físico brilhante, mas também um judeu alemão, foge duma Alemanha fascista. Eddie, o engenheiro do voo, deseja regressar aos braços da sua querida e grávida esposa Carol-Ann, que foi recentemente capturada por uns patifes que assim conseguiram chantageá-lo, mas para quê? Eddie não tardará a descobrir os terríveis planos de Luther, o membro deste gangue que segue abordo para lhe dar instruções.

O que acontecerá a todos estes passageiros quando tantos potencialmente perigosos seguem a bordo? Há um ladrão que anseia pôr as mãos em cima dum conjunto único de jóias que também vão a bordo. Há um membro dum gangue que parece querer que o avião amare, para permitir a fuga dum criminoso que também vai a bordo. Há uma jovem que deseja fugir ao pai prepotente. Há um marido traído que deseja reaver a sua esposa. Há uma mulher que deseja preservar o legado empresarial do seu pai. Há, também, o seu irmão que quer acabar com esse legado, fazendo tudo o que for preciso para que a irmã não se ponha no seu caminho. Há um marido desesperado que tudo fará para salvar a sua esposa raptada, mas que deseja profundamente poder castigar os responsáveis.

É com esta narrativa repleta de personagens fascinantes que Follet, o mestre do romance histórico, nos delicia.
 

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