O Assassino do Aqueduto

 

 

 

Autora: Anabela Natário
Edição: Jan/2014
Páginas: 296
ISBN: 9789896265106
Editora: Esfera dos Livros

 

 

Nas ruas de Lisboa respira-se medo. A cidade não é segura e dentro de portas há um nome que atormenta os homens e mulheres da capital: Diogo Alves, de alcunha o Pancada. Poucos lhe conhecem o rosto, mas todos temem cair nas suas mãos. Lá do alto dos arcos do imponente Aqueduto das Águas Livres, sem dó nem piedade, Diogo Alves atira as suas vítimas num voo trágico de mais de 60 metros de altura. O grito, que faz estremecer tudo e todos, dá lugar ao silêncio da morte.

A jornalista Anabela Natário, no seu primeiro romance, traz-nos a arrepiante história deste homem que aterrorizou Lisboa da primeira metade do século XIX. Nascido na Galiza, aos dez anos vem para Lisboa onde de criado nas casas mais abastadas da capital passou a ladrão e de ladrão a assassino cruel. Unido pelo coração à taberneira Parreirinha, com estabelecimento em Palhavã, Diogo Alves torna-se numa verdadeira lenda. Através da consulta dos jornais da época e de peças do processo, Anabela Natário recria o processo judicial de Diogo Alves, num romance recheado de mistério e intriga.
É ao juiz Bacelar que cabe a difícil tarefa de descobrir e capturar Diogo Alves e o seu bando de malfeitores. Diogo Alves, embora deixe um rasto de violência e morte, consegue sempre escapar-se às mãos da justiça. É preciso detê-lo. O juiz não desiste e aos poucos, mergulhado no ambiente de violência e miséria que se vive na capital do reino, vai juntando as peças deste complicado puzzle de crimes e assaltos.

Autor – Anabela Natário

Autora:

Anabela Natário nasceu em Lisboa em 1960 e é jornalista e escritora. Começou em 1981 no Correio da Manhã, passou pela Agência Lusa, Público, 24Horas, Courrier Internacional e jornal Expresso, entre muitas outras colaborações. Quando fez um descanso dos jornais, foi adjunta do presidente do Supremo Tribunal de Justiça e criou uma empresa inovadora de venda de prosa à medida, a “Énetextos, Caracteres Efervescentes”, e depois voltou ao jornalismo.
Quanto ao lado de escritora, publicou a primeira ficção, A Cueca Bibelô, em 2007, e a segunda em 2014, O Assassino do Aqueduto. No ínterim, foi coautora de um livro sobre património mundial publicado em chinês, fez um prefácio a contar a história de Francisco Grandella e os Makavenkos e publicou mais seis livros, estes formando uma coleção de 177 biografias de mulheres do século X ao XX, intitulada “Portuguesas com História”. Mais recentemente, colaborou na obra coletiva “Tudo por uma Boa História“.

4 comentários
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Comentários

  • Filipe Dias

    Junho 15, 2014 às 13:13
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    Quando soube deste livro, tive uma certa curiosidade, mas uma curiosidade apreensiva, pois retratos de representações históricas não são muito do meu agrado. Mas já tinha ouvido falar da história de Diogo Alves, do assassino do Aqueduto das Águas Livres. Tive vontade de saber mais.Pensei que o livro me levasse pelos homicídios cometidos, pelos factos dos acontecimentos, pela caça ao homem. Contudo, cheguei a meio do livro e nada disto ainda tinha acontecido.O livro vai-nos contanto as peripécias de Diogo Alves e seu bando de ladrões, centrando-se fundamentalmente em assaltos, roubos, mortes, vida em tascas, bebedeiras e mulheres. Fiquei apenas […] Ler Mais...Quando soube deste livro, tive uma certa curiosidade, mas uma curiosidade apreensiva, pois retratos de representações históricas não são muito do meu agrado. Mas já tinha ouvido falar da história de Diogo Alves, do assassino do Aqueduto das Águas Livres. Tive vontade de saber mais.Pensei que o livro me levasse pelos homicídios cometidos, pelos factos dos acontecimentos, pela caça ao homem. Contudo, cheguei a meio do livro e nada disto ainda tinha acontecido.O livro vai-nos contanto as peripécias de Diogo Alves e seu bando de ladrões, centrando-se fundamentalmente em assaltos, roubos, mortes, vida em tascas, bebedeiras e mulheres. Fiquei apenas com a ideia de que Diogo Alves e seus comparsas eram uns autênticos boémios, com grande apetência para a arte de roubar, custe o que custar...Na verdade, não gostei da história. Assaltos, roubos, mortes, tascas, bebedeiras, fanfarronices, traições, enganos são os aspectos que compõem a leitura até onde me permiti ler. Não vi interesse, não vi aspectos que me prendessem a atenção.Outro aspecto de que não gostei, foi a constante passagem ao passado. Muitas vezes, aconteceu estar-se a ler a história no presente e recuarmos ao passado por causa disto ou daquilo que aconteceu...A escrita também não me prendeu particularmente. Na verdade, tornou-se tão penosa como a leitura de escrita "british" que me faz uma certa confusão e repulsa. Bastante "burlesca", "boémia", e outros conceitos que nem consigo descrever. Também não gostei da referência a nomes, muito vocacionada para diminutivos como "Parreirinha" ou "francesinha", e o uso de alcunhas que não me agradaram particularmente. Uma história sem princípios morais, sem senso comum, duma indiferença tamanha. Contudo, enalteço a capacidade da autora em retratar a história, retratar a escrita e as falas da altura. Pena é que o "Assassino do Aqueduto" tivesse tão pouco de assassino de Aqueduto e tanto de ladrão e boémio.O livro desiludiu-me, a história desiludiu-me, a escrita foi penosa de ler... Não o consegui acabar, estava a ser um tormento. Read Less

  • Sónia

    Abril 15, 2014 às 10:29
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    Acontece, por vezes, lermos a sinopse de determinado livro e formularmos uma ideia do que nos espera. Agradou-me e foi por isso que o pretendi ler. Contudo, depois de pegar nele, senti-me algo desiludida. Não era bem aquilo de que estava à espera (a descrição da estória é algo confusa) e a escrita da autora não me seduziu por ali além. Momento errado para o ler? Não sei. O que sei é que não tive vontade de o terminar, pese embora tenha lido grande parte. Com algum "esforço", como já referi.

  • PCCST

    Março 3, 2014 às 15:14
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    Aqui está um livro bastante interessante! Relata os acontecimentos de há duzentos anos atrás, quando o tão temível Diogo Alves espalhou o terror pela população lisboeta. Embora tendo o Aqueduto de Águas Livres como referência principal para as mortes provocadas por este homem, a autora, Anabela Natário, relata também outros assassinatos feitos por ele, tendo outro local como cenário. Desconhecia de todo esta história e este homem, pelo que li com bastante curiosidade. Gostei bastante e achei engraçada a coincidência de, agora, o Aqueduto estar a abrir portas a visitantes.

  • Cristina Delgado

    Fevereiro 20, 2014 às 21:09
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    Gostei deste livro, sobretudo pela forma como a história nos é contada. A pesquisa transparece no estilo da escrita da autora, que é muito peculiar, e é preciso tempo para apreciar devidamente as expressões usadas naquela época, que reconhecemos facilmente, mas que já não é usual ouvir.Uma história da História de Lisboa que muitos desconhecem e que é muito interessante pelos contornos tão cruéis que tomou. Uma leitura a fazer com atenção!

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