O Assédio

FaceBook  Twitter  

 

 

 

Autor: Arturo Pérez-Reverte
Edição: Abr/2011
Páginas: 672
Editora: ASA

 

 

 

Pode jogar-se uma partida de xadrez usando uma cidade como tabuleiro?
Cádis, 1811. Nas ruas da mais liberal cidade europeia trava-se uma batalha muito singular. Jovens mulheres são encontradas mortas. E em cada lugar, momentos antes da descoberta do cadáver, explode uma bomba francesa. Estes acontecimentos traçam um estranho mapa sobre a cidade: um complexo tabuleiro de xadrez em que a mão de um misterioso jogador – um assassino impiedoso, o acaso, a direcção do vento, o cálculo das probabilidades – move as peças que determinam o destino dos protagonistas.

Enredados neste enigmático jogo estão um polícia corrupto, a herdeira de um império comercial, um corsário sem escrúpulos, um taxidermista misantropo e espião, um guerrilheiro bondoso e um excêntrico artilheiro francês.
O Assédio reconstrói a extraordinária pulsação de um mundo de oportunidades perdidas. Retrata o fim de uma era e um grupo de personagens condenadas pela História, sentenciadas a levar uma vida que, tal como a cidade que os alberga – uma Cádis equívoca, enigmática e contraditória –, nunca mais será a mesma.

Deste autor no Segredo dos Livros:
A Sombra da Águia

Autor:

Arturo Pérez-Reverte nasceu no ano de 1951 em Cartagena (Espanha).
Licenciado em Ciências Políticas e Jornalismo, trabalhou durante doze anos no jornal Pueblo e nove nos serviços informativos da Televisão Espanhola (TVE), sendo especialista em temas de terrorismo, tráficos ilegais e conflitos armados. Foram muitos os prémios que ganhou na área da reportagem, nomeadamente o Prémio Astúrias de Jornalismo pela cobertura para a TVE da guerra da ex-Jugoslávia.
Há já alguns anos, dedica-se exclusivamente à literatura. É atualmente o autor espanhol mais lido no mundo, estando traduzido em 34 idiomas. É autor de uma extensa obra, com frequência adaptada ao cinema. Desde 2003 é membro da Real Academia Espanhola.
Entre as suas obras destacam-se O Mestre de Esgrima, O Cemitério de Barcos Sem Nome, A Rainha do Sul, O Hussardo, O Pintor de Batalhas, Um dia de Cólera, A Tábua de Flandres e O Assédio. Da consagrada série "As Aventuras do Capitão Alatriste", já foram publicados pela ASA O Capitão Alatriste, Limpeza de Sangue, O Sol de Breda, O Ouro do Rei, O Cavalheiro do Gibão Amarelo, Corsários do Levante e A Ponte dos Assassinos.

Saiba mais em www.perezreverte.com

Comentários  

 
+1 #2 Sebastião Barata 2011-07-02 22:00
Temos aqui um belo exemplo do equívoco que uma sinopse pode provocar num candidato a leitor, quando manuseia os livros nos escaparates de uma livraria. Quem nunca leu nada de Pérez-Reverte pode, ao ler esta sinopse que fala de um assassino impiedoso, de um polícia corrupto e de um jogo de xadrez em que as pedras são toda uma cidade, convencer-se de que está perante um policial intrigante, talvez um thriller arrepiante. Ao ler o livro, verifica que não é nada disso.
Na verdade, o que Arturo Pérez-Reverte nos propõe é uma reflexão sobre uma época da história espanhola (e europeia) que marcou o futuro do continente (e até do mundo). Ao narrar o assédio das tropas francesas a Cádis nos anos de 1811/1812, um simples episódio das invasões francesas a Espanha e Portugal, traça uma retrato perfeito do efeito das novas ideias nascidas da Revolução Francesa sobre os povos invadidos. Na verdade, Napoleão, apesar de acabar derrotado, foi o grande vencedor, porque foi o veículo para a difusão das novas ideias da democracia, da igualdade de todos os cidadãos, sem distinção de classes e do fim do poder divino e absoluto da Realeza.
As novas ideias são também o fermento para as ânsias independentista s das colónias ultramarinas, com a consequente ruína das empresas que se dedicavam ao comércio monopolista com as colónias e ao tráfego de escravos.
Pérez-Reverte faz aqui um paralelo fantástico entre o assédio à cidade e o assédio às jovens gaditanas que vão aparecendo mortas de uma forma horrível, enquanto as bombas francesas caem na cidade, numa aparente ligação entre os dois factos, o que traz a polícia e a administração da cidade em constante sobressalto, tentando evitar o alarme da população.
O autor constrói uma trama absorvente que mantém o leitor preso e constantemente enganado. Na verdade, existe aqui algo de policial, porque somos encaminhados para suspeitos que vão, sucessivamente, sendo eliminados, até não haver mais ninguém capaz de ter feito os crimes. O final deste aspecto policial, bem como dos outros ângulos da história, é absolutamente inesperado.
Mas volto a frisar que este não é o único móbil do livro, nem talvez o mais importante. A caracterização daquela época no aspecto político, económico e social é feita pelo autor de forma magistral. Cádis é apresentada como o modelo, o paradigma de toda uma nação, de uma época que morria e outra que nascia.
Uma obra monumental!
 
 
-1 #1 Vera Brandão 2011-05-31 08:41
Enveredei por esta leitura a partir do momento em que li a sinopse e o livro ficou disponível no clube dos leitores do Segredo dos Livros. Nunca tendo lido nada do autor (e apesar de saber que este é responsável pelo afamado Clube Dumas), aguardei pela oportunidade de ler este livro sem que tivesse de o comprar.

Achei a escrita envolvente de uma forma muito própria. Penso que o autor se distancia dos meus autores preferidos (de policiais/ thrillers), pela falta de objectividade na escrita. Pérez-Reverte tem uma escrita mais filosófica, rica em pormenores históricos que ainda assim captam a atenção do leitor. No entanto, grande parte da narrativa debruça-se sobre estratégia de Guerra e cenários alusivos de época, que para ser sincera, não me satisfizeram na totalidade. O nível de violência é bastante implícito e discreto.

O detalhe dos cenários acaba por ser frequente na narrativa.

O livro ideal para quem goste de literatura histórica, sendo bastante didáctico.
 

Tem de iniciar sessão para submeter o seu comentário.

Últimas Opiniões

  • Deixem Passar o Homem Invisível
    Dez anos depois de ter vencido o Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLB 2009, regressa em nova ...
  • 25.03.2020 23:36
  • O Caçador de Brinquedos
    Se gosta de ficção científica, não deixe de ler este livro! João Barreiros é considerado um dos ...
  • 12.03.2020 16:59
  • A Morte do Papa
    Depois de ter lido todos os livros anteriores de Nuno Nepomuceno, este foi o primeiro em que tive ...
  • 24.02.2020 00:22

Últimos Tópicos

    • Frecha
    • - Frecha, toda a magia tem um preço, sabes disso. Tens a certeza que queres...
    • há 6 dias 20 horas
    • Espaço para livros
    • Uma maneira simples e barata é embrulhá-los em rolo autoaderente, daquele que...
    • há 2 meses 4 dias
    • Melhores Livros De Romance
    • Obrigado pela partilha! Diversos desses livros têm nomes diferentes na edição...
    • há 2 meses 5 dias

Uma Pequena Palavra...

“Dos muitos universos que o homem não recebeu em dom da natureza mas que forjou para si próprio, extraindo-os do seu espírito, o universo dos livros é o mais vasto.”
Hermann Hesse in Uma Biblioteca da Literatura Universal