O Banquete

 

 

 

Autora: Patrícia Portela    
Edição: Set/2012
Páginas: 324
ISBN: 9789722125789
Editora: Editorial Caminho

 

 

 

O Banquete é uma revisitação dos mitos definidores da Humanidade. Uma surpreendente mistura de ingredientes filosóficos e terrestres para mastigar a nossa imortalidade.
– O que nos diz uma notícia radiofónica sobre a Caverna de Platão?
– O que aconteceria se tivéssemos comido o fruto da segunda árvore do Paraíso?

– O que decidiram os pássaros no Encontro Máximo para Reavaliação da Lei Natural Aplicada aos Homens sobre a extinção da Humanidade?
– O que acontece a um Fausto que se recusa a cumprir o pacto que assinou com o Diabo?

Autor – Patrícia Portela

Autora:

Patrícia Portela cresceu em Lisboa, Macau, Utrecht, Helsínquia. Trabalha em teatro, dança e cinema. Quase sempre nos bastidores. Vive entre Paço de Arcos e Antuérpia.
Tem 34 anos. Publicou “Operação Cardume Rosa“; “Se Não Bigo Não Digo” (ambos na Fenda); “Odília ou a história das musas confusas do cérebro de Patrícia Portela” (Caminho) e “Escudos Humanos” (Culturgest). Fez o curso de realização Plástica do Espectáculo e esteve no Teatro da Garagem, O Olho e Projecto Teatral. Escreveu diversas peças, como one spoke, one smoked, one died; Operação Cardume Rosa; T5; Banquete ou a Trilogia Flatland. Recebeu os prémios ACARTE/Madalena Azeredo Perdigão; Revelação de teatro pela Associação de Críticos de Teatro Portugueses e Navegadores Portugueses 94 de BD, pelo CNC.

1 comentários
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Comentários

  • Sebastião Barata

    Novembro 24, 2012 às 18:45
    Responder

    Se bem entendi, a vida é um [i]banquete[/i]. E tudo começou quando a matéria primordial ousou comer o fruto da Árvore da Vida, a primeira árvore do Paraíso. Nesse momento, o banquete da Vida começou e uma fome insaciável levou da partícula ao átomo, deste à célula, desta ao ser vivo, deste à quimera humana, metade deus, metade natureza. Como dizia o Pavão no seu discurso "metade tudo e metade nada".Mas "esta frágil criatura, sem asas, sem penas, sem barbatanas e sem pelo suficiente para se aquecer tem conseguido sobreviver aos maiores tormentos", com bem observou a Cegonha, na sua […] Ler Mais...Se bem entendi, a vida é um [i]banquete[/i]. E tudo começou quando a matéria primordial ousou comer o fruto da Árvore da Vida, a primeira árvore do Paraíso. Nesse momento, o banquete da Vida começou e uma fome insaciável levou da partícula ao átomo, deste à célula, desta ao ser vivo, deste à quimera humana, metade deus, metade natureza. Como dizia o Pavão no seu discurso "metade tudo e metade nada".Mas "esta frágil criatura, sem asas, sem penas, sem barbatanas e sem pelo suficiente para se aquecer tem conseguido sobreviver aos maiores tormentos", com bem observou a Cegonha, na sua apresentação da conferência. Como é possível? "A sua coragem é louvável, mas as técnicas de autodefesa adotadas são de tal modo agressivas que podem hoje em dia, e em favor da sua exclusiva imortalidade, causar a extinção de qualquer outra espécie", conclui a Cegonha. Por isso, é inadiável tomar uma decisão definitiva sobre o destino da Humanidade. Extinção, ou ainda será possível a sua reabilitação? Que decisão vai o EMRLNAH tomar?A narradora é uma bem sucedida bióloga molecular portuguesa, cujo nome nunca é revelado (será que interessa?) que trabalha e leciona numa qualquer Universidade de renome (não interessa em que país), uma sumidade em ADN. Às tantas, perde a noção do tempo, da identidade, até da distinção entre a vida e a morte. Será que é a única sobrevivente do cataclismo, será que provou o fruto da Segunda Árvore e é a Eva da nova humanidade?Esclareço que esta não uma leitura literal desta estranha obra a que não me atrevo a atribuir um rótulo (romance, poema, fábula, guião de filme, ensaio, ...), mas a minha visão pessoal. Se gosta de obras com substância, livros que o façam pensar, voltar atrás, reler uma e outra vez, então esta é a leitura certa. Se sonha com uma nova Humanidade em harmonia com a Natureza, se acredita que o Homem vai deixar de ter medo e renascer, então este livro também é para si. Read Less

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