O Braço Esquerdo de Deus

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Autor: Paul Hoffman
Trilogia: O Braço Esquerdo de Deus (Vol. 1)
Edição: 2010
Páginas: 400
ISBN: 9789720040893
Editora: Porto Editora

 

 

“Escutem. O Santuário dos Redentores, em Shotover Scarp, é uma mentira infame, pois lá ninguém encontra santuário e muito menos redenção.”
O Braço Esquerdo de Deus
tem como cenário o Santuário dos Redentores, um lugar vasto e isolado – um lugar sem alegria e esperança. A maior parte dos seus ocupantes foi levada para lá ainda em criança e submetida durante anos ao brutal regime dos Redentores, cuja crueldade e violência têm apenas um objectivo – servir a Única e Verdadeira Fé.

Num dos lúgubres e labirínticos corredores do Santuário, um jovem acólito ousa violar as regras e espreitar por uma janela. Terá talvez uns catorze ou quinze anos, não sabe ao certo, ninguém sabe, e há muito que esqueceu o seu nome verdadeiro − agora chamam-lhe Cale. É um rapaz estranho e reservado, engenhoso e fascinante. Está tão habituado à crueldade que parece imune a ela, até ao dia em que abre a porta errada na altura errada e testemunha um acto tão terrível que a única solução possível é a fuga.
Mas os Redentores querem Cale a qualquer preço. Não por causa do segredo que ele sabe, mas por outro de que ele nem sequer desconfia.

Leia um excerto do livro aqui.

O Braço Esquerdo de Deus, o primeiro volume de uma trilogia de Fantasia, é a maior aposta dos últimos dez anos da britânica Penguin e tem lançamento simultâneo em cerca de 20 países.

Visite o site português desta saga aqui.
Pode também consultar a página no Facebook

Autor:

Escritor e argumentista britânico, Paul Hoffman colaborou durante algum tempo com o organismo responsável pela classificação dos filmes no Reino Unido. Escreveu o argumento de três filmes, em coautoria, e trabalhou com, entre outros, Francis Ford Coppola.
O seu primeiro romance, The Wisdom of Crocodiles, deu origem a um filme protagonizado por Jude Law e Timothy Spall. Seguiu-se The Golden Age of Censorship, uma comédia negra publicada em 2007. Em 2010, publicou o livro O Braço Esquerdo de Deus, que foi traduzido para 26 línguas, e que foi o início de uma trilogia, cujos volumes se iriam tornar bestsellers.

Comentários  

 
+4 #5 Júlia 2010-09-03 13:04
Encetei esta leitura a pensar em mais um livro de fantasia, mas a verdade é que é uma fantasia para o policial, onde não conseguimos largar o livro e sempre a querer saber mais, de uma escrita super simples e viciante.
Primeiro o autor descreve-nos o mundo horroroso dentro daquelas muralhas,no Santuário, principalmente de Cale, em que são severamente treinados, castigados e mal alimentados pelos redentores, unicamente para uma missão. Até que Cale, já planeando a sua fuga, vê um episódio macabro que implica um redentor e a única saída é a fuga.
Já no mundo digamos normal, vive e sente coisas que nunca tinha experimentado, nomeadamente o Amor.
Gostei muito e este livro deixa tudo em aberto para o próximo.
Recomendado!
 
 
+1 #4 Maria João 2010-09-02 11:20
Terminei agora mesmo. Apesar de ser fantasia, é de um género diferente e o mundo, mesmo sendo diferente, encontramos algumas referências facilmente reconhecidas. Como defeito, o facto de ser mais uma trilogia que nos deixa com aquele ligeiro desagrado no final.
 
 
+6 #3 Joana Caires 2010-07-05 19:19
O Braço Esquerdo de Deus é um livro rude e cru. É um reflexo da personagem principal, Thomas Cale. Cale é um acólito no Santuário dos Redentores. É treinado na violência para servir fielmente e até à morte a sua religião. Anos e anos de terror, dor e sofrimento criaram um jovem que, sem saber, abrirá uma porta e deparar-se-á com um espectáculo inominável. Cale, frio e calculista, deixa-se toldar pela emoção e comete um acto de bondade, desrespeitando todas as leis do Santuário. A fuga é a única saída. Partem com ele, Henri Vago e Kleist, dois outros acólitos. Em Memphis, cidade rainha do Império Materazzi, eles conhecem um mundo novo, novos aliados e novos inimigos. Todavia, o Redentor Bosco inicia uma perseguição frenética. Cale possui um segredo que ele próprio desconhece. É um livro que prima pela acção que o torna bastante envolvente. Foi classificado como fantasia, mas é visivelmente distinto. Esqueçam as criaturas sobrenaturais e os seres mágicos, não os encontrarão nesta primeira obra de Hoffman. Difere do nosso mundo é certo, porém contém referências facilmente reconhecíveis a momentos, a religiões, nomes que nos soam familiares. Cale é, claramente, um herói (ou será anti-herói?) em ascensão. Sendo que, no final, muitas questões ficam sem resposta, aguardando pelas páginas esclarecedoras do segundo volume. É viciante e a adrenalina é constante! A escrita de Hoffman é sincera e há pouco espaço para os eufemismos. Sangrenta, cruel e perturbadora. Como falhas, aponto apenas alguma falta de vivacidade e de o facto da história de Cale me lembrar outras histórias lidas. Contudo, não deixa de ser um bom livro e boa alternativa para quem procura uma leitura do género fantástico diferente, desprovida de vampiros, anjos, elfos, feiticeiros, etc.
 
 
+4 #2 Angelina Rosa Nogueira Santos Violante 2010-03-15 21:11
Adorei desde o princípio até ao fim, embora tenha ficado bastante surpreendida com o final.
Estou desejosa que saia o próximo volume, pois estou em pulgas para saber o que se vai passar a seguir.
De início ainda pensei que fosse mais um livro de fantasia, como ultimamente tem havido tantos, e alguns que deixam muito a desejar este não é aquilo que estava à espera e muito mais.
 
 
+1 #1 Sebastião Barata 2010-02-28 16:02
Quem é Thomas Cale, aquele cuja chegada ao Santuário dos Redentores foi profetizada? Não é esse o seu nome verdadeiro, mas isso não interessa. Aliás, nenhum dos mais de 10.000 crianças e jovens que habitam no Santuário já se recorda do seu verdadeiro nome. Sob a supervisão, controlo e repressão dos Redentores, cada uma destas crianças é moldada para cumprir uma missão, quando atingir a idade adulta e sair do Santuário.
Cale tem agora 14 ou 15 anos, não sabe, e vive uma estranha aventura que o leva ao mundo exterior e lhe proporciona experiências que a nenhum outro Acólito foi dado experimentar. Para além de poder pôr em prática as suas extraordinárias e invulgares capacidades e conhecimentos, desperta para o amor. Mas estará aí o seu destino? Quando tudo parece estar definido, inesperados acontecimentos vão dar novo rumo à sua vida.
Afinal, quem ou o quê é O Braço Esquerdo de Deus? No final deste volume vai ter a resposta. Mas a história está longe de ficar contada. A missão de Cale está somente no seu início...
Paul Hoffman constrói nesta sua obra um mundo fantástico, mas que, em flashes sucessivos, toca o nosso mundo. Com frequência topamos com nomes e crenças que coincidem ou se assemelham a nomes e crenças que nos são familiares. Por vezes, parece-nos identificar lugares que conhecemos, mas, logo de seguida, a ilusão desfaz-se e, afinal, não passavam de lugares fantásticos.
Uma obra espantosa, que prende da primeira à última página e deixa o leitor “com a boca a saber a pouco” e suspenso da sua continuação. Pela minha parte, fico ansioso pelo segundo volume desta trilogia, que promete!...
 

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