O Caso das Mangas Explosivas

 

 

 

Autor: Mohammed Hanif
Edição: 2009
Páginas: 336
ISBN: 9789720045126
Editora: Porto Editora

 

 

Afinal, quem matou o General Zia?
A resposta a uma das perguntas mais repetidas na Internet, nas últimos semanas, está no O Caso das Mangas Explosivas, do paquistanês Mohammed Hanif, – um thriller político que relata, sem contemplações, os aspectos mais absurdos dos derradeiros dias do cruel ditador Zia ul-Haq, expondo as manipulações de todos os implicados que, com a sua miopia política, contribuíram para o auge do fanatismo radical islâmico.

O Caso das Mangas Explosivas, vencedor do Commonwealth Writers’ Prize 2008 para uma primeira obra e nomeado para o Booker Prize e para o Guardian First Book Award, serve-se de um humor ácido e de um ritmo trepidante para contar, na primeira pessoa, a participação do jovem oficial da Força Aérea Ali Shigri nos acontecimentos e o seu próprio desejo em vingar a morte do pai às mãos do ditador. Da realidade, apenas o dia 17 de Agosto de 1988, data em que o avião em que viajava Zia, à época presidente paquistanês, e outras personalidades importantes – entre as quais o embaixador dos Estados Unidos – se despenhou inexplicavelmente. Terá sido falha humana ou mecânica? Resultado de uma conspiração de grupos militares rivais? Ou um complô da CIA, então a colaborar com o regime paquistanês para desestabilizar o Afeganistão e desse modo acelerar o processo de retirada das tropas russas do país vizinho? Foi, caricatamente, maldição de uma cega? Generais descontentes com as suas pensões de reforma ou consequências da estação das mangas?

O que dizem:
“Perspicaz, requintado e deliciosamente anárquico”. É assim que John Le Carré classifica O Caso das Mangas Explosivas, do paquistanês Mohammed Hanif, vencedor do Commonwealth Writers’ Prize 2008 para uma primeira obra e nomeado para o Booker Prize e para o Guardian First Book Award. O livro de Hanif é um thriller político que relata, sem contemplações, os aspectos mais absurdos dos últimos dias do cruel ditador Zia ul-Haq, expondo as manipulações de todos os implicados que, com a sua miopia  política, contribuíram para o auge do fanatismo radical islâmico.

“Divertido, subversivo, erótico e triste”

Autor – Mohammed Hanif

Autor:

Mohammed Hanif nasceu em Okara, no Paquistão, em 1965. Formado pela Academia da Força Aérea paquistanesa, abandonou a carreira militar para se dedicar ao jornalismo, tendo colaborado em jornais como o Newsline, o India Today e The Washington Post.
Em Londres, onde viveu mais de uma década, foi diretor do serviço radiofónico em língua urdu da BBC.
Recentemente decidiu regressar a Carachi com a mulher e o filho.

2 comentários
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Comentários

  • Sebastião Barata

    Julho 19, 2009 às 16:54
    Responder

    Um ditador loucoEste livro narra os últimos dois meses e dois dias da vida de um ditador islâmico fanático e louco, o general Zia ul-Haq. No dia 15 de Junho de 1988, ao fazer a sua habitual leitura do Alcorão, o dedo indicador apontou o versículo que decretava a sentença inapelável da sua morte eminente. A caça ao homem é desencadeada, os inimigos do regime são encarcerados e torturados. O general Zia fecha-se no Comando-Geral, de onde só sai no dia 17 de Agosto para morrer.Mohammed Hanif expõe neste livro, de forma magistral, as tramóias construídas por aqueles que, […] Ler Mais...Um ditador loucoEste livro narra os últimos dois meses e dois dias da vida de um ditador islâmico fanático e louco, o general Zia ul-Haq. No dia 15 de Junho de 1988, ao fazer a sua habitual leitura do Alcorão, o dedo indicador apontou o versículo que decretava a sentença inapelável da sua morte eminente. A caça ao homem é desencadeada, os inimigos do regime são encarcerados e torturados. O general Zia fecha-se no Comando-Geral, de onde só sai no dia 17 de Agosto para morrer.Mohammed Hanif expõe neste livro, de forma magistral, as tramóias construídas por aqueles que, pelas mais variadas razões e sem saberem uns dos outros, o desejavam ver morto. O destino estava traçado e era impossível escapar. Mas, afinal, quem matou o general Zia? Qual foi a causa da sua morte? Morreu da queda do C130 em que viajava, ou já estava morto quando o avião caiu? E o que fez cair o avião? Que papel desempenharam as mangas maduras e perfumadas que seguiam no avião presidencial e não chegaram a ser comidas?Para mim, mais do que um thriller, este livro é uma comédia de humor negro, muito bem construída, que ridiculariza os ditadores dos países pobres do terceiro mundo e daqueles que orbitam à sua volta lambendo-lhe as botas, mas tramando constantemente a sua queda. Read Less

  • Fátima Rodrigues

    Julho 13, 2009 às 18:17
    Responder

    Gostei, principalmente do General Zia, que era tão louco tão louco que me fez rir imensas vezes! Penso que este livro vai ficar nos tops pessoais de muitos leitores, principalmente masculinos, pois parece-me claramente do género preferido pela maioria deles. A linguagem é sem floreados, muitas vezes mesmo dura, e o ambiente de intriga politica e de conspiração. Uma capa excelente, um livro excelente!

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