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| O Clube de Cinema |
| Quinta, 10 Fevereiro 2011 18:36 | |||
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Autor: David Gilmour Quando o seu filho Jesse tinha 15 anos, David Gilmour tomou uma decisão que muitos pais e educadores considerariam radical: deixou o filho desistir da escola. Esta decisão, contudo, não teve nada de simples ou fácil. Ao ver o filho debater-se com a falta de motivação e as dificuldades em estudar, concentrar-se e ter notas positivas, David Gilmour percebeu que talvez a escola não fosse o ambiente ideal de aprendizagem para o filho – e que as probabilidades de que ele não acabasse o liceu eram elevadas.
Assim, permitiu que deixasse a escola; em contrapartida, exigiu que o filho adquirisse com o pai (um notável crítico de cinema) alguma forma de educação alternativa para a vida, o amor e o crescimento pessoal. A condição para o filho deixar a escola era passar três noites por semana a ver um filme com o pai – aquilo a que chamaram O Clube de Cinema. Autor:
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| Actualizado em Sábado, 26 Fevereiro 2011 14:37 |
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Comentários
Tinham o clube de cinema. Mas o propósito não era uma educação sistemática em cinema, mas sim uma óptima desculpa para estarem juntos e terem todo o tipo de conversas... e que conversas. Diálogos curtos e incisivos sobre a vida, afectos, mulheres, drogas e tudo o que afecta os jovens.
"Escolher filmes (livros) para outras pessoas é uma coisa arriscada. De certa forma, pode ser tão revelador... mostra a forma como pensamos, mostra aquilo que nos move; por vezes, pode até mostrar como pensamos que o mundo nos vê a nós".
Adorei ler este livro, talvez por ter um jovem da mesma idade e encontrar alguns paralelismos com o que li. É um importante testemunho do quão difícil é estabelecer uma relação de confiança e partilha entre pai e filho e permite-nos recordar muitos e bons filmes que marcaram a nossa vida e o nosso crescimento.
Recomendadíssim o.
O Clube de Cinema foi uma daquelas leituras que, além de verdadeiramente me preencher, deixou aquele desejo escondido de, mais tarde, quem sabe, voltar a debruçar-me sob as suas páginas. Com uma sabedoria extrema e uma delicadeza singular, este é um livro simples e complexo, um livro essencial para qualquer aficionado por cinema.
Por esta razão posso dizer que este foi um livro deveras especial. Não só aprendi imenso sobre diversos filmes que já conhecia (e que vou querer rever), como até fiz uma lista de filmes que não vou poder deixar de ver. (Haviam de ver o livrito enquanto o lia… estava cheio de post-its e anotações! lol)
Bem, a verdade é que é realmente um livro excepcional, principalmente para quem gosta de cinema. Ao mesmo tempo, é também uma história verídica interessante, sobre a relação entre um pai e um filho, durante aqueles anos de adolescência em que normalmente os pais começam a ser colocados à parte, mas que, neste caso, e com a ajuda do tal “clube de cinema”, isso não acontece.
Gostei bastante e acho que daqui a uns tempos vou ter de o reler. Afinal, de acordo com o autor, «A segunda vez que vemos uma coisa, é na realidade a primeira vez que a vemos. É preciso sabermos como vai acabar para podermos apreciar a forma maravilhosa como as coisas se conjugam desde o início.» E não é que isto é verdade, tanto em relação aos filmes como aos livros?
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