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O Clube de Cinema
Quinta, 10 Fevereiro 2011 18:36

Autor: David Gilmour
Edição: Fev/2011
Páginas: 192
Editora: Pergaminho

Quando o seu filho Jesse tinha 15 anos, David Gilmour tomou uma decisão que muitos pais e educadores considerariam radical: deixou o filho desistir da escola. Esta decisão, contudo, não teve nada de simples ou fácil. Ao ver o filho debater-se com a falta de motivação e as dificuldades em estudar, concentrar-se e ter notas positivas, David Gilmour percebeu que talvez a escola não fosse o ambiente ideal de aprendizagem para o filho – e que as probabilidades de que ele não acabasse o liceu eram elevadas.  Assim, permitiu que deixasse a escola; em contrapartida, exigiu que o filho adquirisse com o pai (um notável crítico de cinema) alguma forma de educação alternativa para a vida, o amor e o crescimento pessoal. A condição para o filho deixar a escola era passar três noites por semana a ver um filme com o pai – aquilo a que chamaram O Clube de Cinema.
O que se segue é um percurso de aprendizagem e formação invulgar, rico e comovente. Na companhia do pai – e através de filmes que vão desde Os 400 Golpes, de François Truffaut, a Instinto Fatal, de Paul Verhoeven, de Crimes e Escapadelas, de Woody Allen, a Há Lodo no Cais, de Elia Kazan – Jesse aprende poderosas lições acerca dos valores humanos e do sentido da vida. E David aprende aquilo de que tantos pais se apercebem demasiado tarde: que cada momento passado com o filho é uma oportunidade de crescimento para ambos.

Autor:
David Gilmour é um romancista premiado e amplamente louvado pela crítica em todo o mundo. É uma figura de renome nos media canadianos: foi crítico de cinema no programa The Journal e mais tarde apresentou o seu próprio programa de divulgação cultural, Gilmour on the Arts. É docente convidado no Victoria College da Universidade de Toronto. O Clube de Cinema é um best-seller internacional, publicado em mais de 20 idiomas. Jesse Gilmour voltou a estudar… e hoje em dia é realizador e guionista.

Actualizado em Sábado, 26 Fevereiro 2011 14:37
 

Comentários  

 
0 #3 Helena 09-07-2011 22:48
O Clube de cinema é um livro que retrata um período da vida de Jesse Gimour que, durante três anos, se aproximou do pai e desfrutaram de "tempo tranquilo, às vezes aborrecido que é a verdadeira marca de viver com alguém; aquele tempo que achamos que vai durar para sempre, e subitamente, um dia, já não existe".

Tinham o clube de cinema. Mas o propósito não era uma educação sistemática em cinema, mas sim uma óptima desculpa para estarem juntos e terem todo o tipo de conversas... e que conversas. Diálogos curtos e incisivos sobre a vida, afectos, mulheres, drogas e tudo o que afecta os jovens.

"Escolher filmes (livros) para outras pessoas é uma coisa arriscada. De certa forma, pode ser tão revelador... mostra a forma como pensamos, mostra aquilo que nos move; por vezes, pode até mostrar como pensamos que o mundo nos vê a nós".

Adorei ler este livro, talvez por ter um jovem da mesma idade e encontrar alguns paralelismos com o que li. É um importante testemunho do quão difícil é estabelecer uma relação de confiança e partilha entre pai e filho e permite-nos recordar muitos e bons filmes que marcaram a nossa vida e o nosso crescimento.

Recomendadíssim o.
 
 
0 #2 Patrícia Santos 03-06-2011 01:07
O Clube de Cinema foi dos poucos livros que me deixou imediatamente motivada e cativada pela sua beleza escrita e, principalmente, cinematográfica . Cinematográfica não no sentido de o leitor conseguir visualizar cada pedaço de parágrafo, frase, palavra... mas na intensidade e vasto leque informativo que contém. Adepta convicta desta tão aclamada 7ª Arte (duplamente interessada por se tratar de uma das minhas áreas de estudo), foi com grande prazer que descobri pormenores escondidos e segredos misteriosos sobre alguns filmes já meu conhecidos e outros que me deixaram completamente aliciada a ver. E embora este tenha sido o aspecto de que mais gostei... confesso que achei igualmente simpático todo o leque ficcional do livro, a história sobre a relação entre um pai e o seu filho. Tendo Jesse perdido toda a vontade de continuar a estudar e a instruir-se junto de outros colegas, o seu pai, David, decidiu formar um “clube de cinema” que, no seu sentido mais lato, ditava que, três vezes por semana, Jesse teria de se sentar com ele a ver filmes. Esta simples e aparentemente insignificativa regra imposta por David a Jesse, aceitando assim que este último desistisse dos estudos, acabou por ser muito mais do que meras horas passadas em frente do televisor...

O Clube de Cinema foi uma daquelas leituras que, além de verdadeiramente me preencher, deixou aquele desejo escondido de, mais tarde, quem sabe, voltar a debruçar-me sob as suas páginas. Com uma sabedoria extrema e uma delicadeza singular, este é um livro simples e complexo, um livro essencial para qualquer aficionado por cinema.
 
 
0 #1 fernanda carvalho 10-03-2011 17:37
Para além de ler, outro dos meus grandes vícios é o cinema. E como partilho esta paixão com o meu marido e mais alguns amigos, não há semana que não vejamos pelo menos dois filmes. Aliás, acho que até podemos dizer que temos o nosso próprio clube de cinema. ;)

Por esta razão posso dizer que este foi um livro deveras especial. Não só aprendi imenso sobre diversos filmes que já conhecia (e que vou querer rever), como até fiz uma lista de filmes que não vou poder deixar de ver. (Haviam de ver o livrito enquanto o lia… estava cheio de post-its e anotações! lol)

Bem, a verdade é que é realmente um livro excepcional, principalmente para quem gosta de cinema. Ao mesmo tempo, é também uma história verídica interessante, sobre a relação entre um pai e um filho, durante aqueles anos de adolescência em que normalmente os pais começam a ser colocados à parte, mas que, neste caso, e com a ajuda do tal “clube de cinema”, isso não acontece.

Gostei bastante e acho que daqui a uns tempos vou ter de o reler. Afinal, de acordo com o autor, «A segunda vez que vemos uma coisa, é na realidade a primeira vez que a vemos. É preciso sabermos como vai acabar para podermos apreciar a forma maravilhosa como as coisas se conjugam desde o início.» E não é que isto é verdade, tanto em relação aos filmes como aos livros?
 

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