O Coração de Murano

 

 

  

 

 

Autora: Marina Fiorato
Edição: Jul/2011
Páginas: 288
Editora: Porto Editora

O fabrico de vidro e cristal representa um inestimável monopólio para a República e os espelhos venezianos são considerados mais valiosos do que o ouro. Sob a vigilância atenta do Conselho dos Dez, os sopradores de vidro de Murano vivem praticamente aprisionados na pequena ilha, onde os segredos do seu ofício são guardados a sete chaves. Mas o maior dos artífices, Corradino Manin, ver-se-á forçado a revelar os seus métodos e a vender a alma a Luís XIV, o Rei Sol, para proteger a sua filha ilegítima.
Quase quatro séculos depois, Leonora Manin deixa para trás um passado infeliz em Londres para iniciar uma nova vida como sopradora de vidro em Veneza. Será na cidade mágica dos canais que encontrará o amor e a possibilidade de refazer a sua vida. No entanto, à medida que os segredos da traição do seu antepassado vão sendo desvendados, Leonora verá o seu próprio destino interligado com o de Corradino.
Entre dois tempos, o período renascentista e a actualidade, O Coração de Murano é um romance inesquecível que decorre na mais bela cidade do mundo.

Autora:
Marina Fiorato, inglesa de ascendência veneziana, nasceu em Manchester. Tem uma licenciatura em História pela Universidade de Oxford e fez uma especialização na dramaturgia de Shakespeare. Trabalhou como ilustradora, atriz e crítica de cinema.
No catálogo da Porto Editora figuram já os seus romances A Virgem das Amêndoas (2010) e O Coração de Murano (2011).

6 comentários
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Comentários

  • Sandra Nunes

    Março 31, 2012 às 11:26
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    O Coração de Murano foi, seguramente, uma leitura deliciosa e envolvente.A história é contada entre o passado e o presente de forma harmoniosa e encadeada, enredando o leitor numa teia de intrigas e mistério. Confesso que aquilo de que mais gostei neste livro foi da parte referente ao trabalho do vidro, à reclusão exigida aos mestres vidreiros e à paixão que estes homens dedicavam à sua arte. Em suma, do que mais gostei foi da parte histórica do livro. Quanto às personagens, por um lado temos Leonora, uma mulher que, ao sofrer uma grande desilusão de amor, decide partir para […] Ler Mais...O Coração de Murano foi, seguramente, uma leitura deliciosa e envolvente.A história é contada entre o passado e o presente de forma harmoniosa e encadeada, enredando o leitor numa teia de intrigas e mistério. Confesso que aquilo de que mais gostei neste livro foi da parte referente ao trabalho do vidro, à reclusão exigida aos mestres vidreiros e à paixão que estes homens dedicavam à sua arte. Em suma, do que mais gostei foi da parte histórica do livro. Quanto às personagens, por um lado temos Leonora, uma mulher que, ao sofrer uma grande desilusão de amor, decide partir para Veneza, numa tentativa de encontrar-se, tentando fazer as pazes consigo mesma e conciliar-se com o passado. Por outro lado, temos Corradino, um mestre vidreiro renascentista, antepassado de Leonora, o melhor entre os melhores, que, devido às circunstâncias da vida, vê-se envolvido num conflito de interesses, num jogo perigoso, no qual tudo pode perder. Corradino, foi sem dúvida a minha personagem preferida, talvez por todo o mistério que o cercava e pelo amor e dedicação que tinha pelo vidro. Esta foi a minha primeira incursão pela escrita de Marina Fiorato e devo que confessar que foi surpreendente encontrar uma escrita rica, fluída, harmoniosa, com um ritmo adequado. Sendo de salientar a capacidade da autora em descrever cenários que convidam o leitor a embrenhar-se pelos canais e ruas empedradas de Veneza, se antes já tinha curiosidade em conhecer esta cidade, agora a curiosidade tornou-se num desejo fervoroso. Adorei e recomendo vivamente. Read Less

  • Cristina Delgado

    Fevereiro 29, 2012 às 19:20
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    Uma leitura que apreciei muito fazer. A sinopse prometia e a alternância entre passado e presente, isto é, entre o período renascentista e os dias de hoje, leva-nos a percorrer a Veneza de outros tempos e a de hoje, mergulhando num mundo onde o fabrico do vidro tinha segredos bem guardados e preciosos.Com mistério q.b., este livro consegue transmitir-nos o valor, nessa época passada do renascimento, dos conhecimentos sobre o fabrico do vidro e a que nível os seus segredos eram guardados, muitas vezes pagando com a própria vida.As referências históricas encantaram-me e os aspectos referidos em relação ao fabrico […] Ler Mais...Uma leitura que apreciei muito fazer. A sinopse prometia e a alternância entre passado e presente, isto é, entre o período renascentista e os dias de hoje, leva-nos a percorrer a Veneza de outros tempos e a de hoje, mergulhando num mundo onde o fabrico do vidro tinha segredos bem guardados e preciosos.Com mistério q.b., este livro consegue transmitir-nos o valor, nessa época passada do renascimento, dos conhecimentos sobre o fabrico do vidro e a que nível os seus segredos eram guardados, muitas vezes pagando com a própria vida.As referências históricas encantaram-me e os aspectos referidos em relação ao fabrico de vidro, sobretudo na ilha de Murano, são muito fiéis ao que foi a realidade de muitos cristaleiros de então. Um dos aspectos que desconhecia, foi a razão pela qual essa arte se deslocou de Veneza para Murano: os edifícios venezianos eram construídos, na sua maior parte, em madeira, sendo o risco de incêndio muito elevado, o que provocou o isolamento esses fazedores de vidro nessa ilha perto de Veneza! Com códigos de conduta muito restritos, os cristaleiros viviam como que aprisionados na ilha de Murano.Gostei da alternância entre passado e presente, e achei que a passagem entre um e outro está, neste livro, particularmente bem conduzida, não havendo aspectos menos apelativos nesta leitura e conseguindo manter o interesse do leitor. Read Less

  • Sónia

    Fevereiro 21, 2012 às 23:33
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    Duas estórias passadas em séculos diferentes. A de um mestre vidreiro de Murano (Corradino), que tudo faz para salvaguardar aqueles que mais ama e a da sua descendente (Leonora), que vai seguindo as suas pisadas, inicialmente de forma curiosa e, depois, com vontade de [i]limpar[/i] o bom nome da família. Convém realçar que, apesar do aparente carácter lutador de Leonora, achei a personagem um tanto ou quanto sensaborona. Com uma postura demasiado previsível até.É uma narrativa fluída, que nos leva a viajar pelas cidades de Veneza e Paris, e nos fala dos valores da Família e de quanto somos capazes […] Ler Mais...Duas estórias passadas em séculos diferentes. A de um mestre vidreiro de Murano (Corradino), que tudo faz para salvaguardar aqueles que mais ama e a da sua descendente (Leonora), que vai seguindo as suas pisadas, inicialmente de forma curiosa e, depois, com vontade de [i]limpar[/i] o bom nome da família. Convém realçar que, apesar do aparente carácter lutador de Leonora, achei a personagem um tanto ou quanto sensaborona. Com uma postura demasiado previsível até.É uma narrativa fluída, que nos leva a viajar pelas cidades de Veneza e Paris, e nos fala dos valores da Família e de quanto somos capazes de lutar para [i]limpar[/i]/defender o nome daqueles que mais amamos.Apesar de não me ter arrebatado, recomendo. Read Less

  • Helena

    Janeiro 8, 2012 às 22:43
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    Mistério, intriga e romance numa narrativa a duas "vozes" sobre o enigmático Corradino Manin, detentor exclusivo da arte de fazer espelhos e da bela Leonora Manin que se busca a si própria e à sua felicidade. Alternando sobre a história de ambas as personagens, vislumbramos ecos do passado e da actualidade, mas sem nunca perdermos a noção temporal da narrativa. Ainda assim, o que me prendeu como leitora foi a trajectória e personalidade de Corradino, porque Nora pareceu-me um tanto insípida e a sua história muito linear e previsível.Gostei particularmente da linguagem rica e acutilante de Marina Fiorato ao descrever […] Ler Mais...Mistério, intriga e romance numa narrativa a duas "vozes" sobre o enigmático Corradino Manin, detentor exclusivo da arte de fazer espelhos e da bela Leonora Manin que se busca a si própria e à sua felicidade. Alternando sobre a história de ambas as personagens, vislumbramos ecos do passado e da actualidade, mas sem nunca perdermos a noção temporal da narrativa. Ainda assim, o que me prendeu como leitora foi a trajectória e personalidade de Corradino, porque Nora pareceu-me um tanto insípida e a sua história muito linear e previsível.Gostei particularmente da linguagem rica e acutilante de Marina Fiorato ao descrever tão bem sensações e espaços em Veneza e Paris, que nos transporta para esse mundo que percepcionamos. Manuseável nas suas dimensões e com uma letra adequada, este é um bom romance para nos acompanhar no nosso dia-a-dia, em breves momentos de leitura. Read Less

  • Joana Caires

    Novembro 28, 2011 às 15:15
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    A escritora Marina Fiorato captou a minha atenção com o seu livro, A Virgem das Amêndoas. Contudo, foi este O Coração de Murano que me conquistou. A sua escrita é de uma beleza subtil, alterna entre o passado e o presente, criando um enredo muito apetecível. Nunca me senti alienada da acção, pelo contrário, as cores e os aromas de Veneza entranharam-se em mim e sonho, agora, visitar esta belíssima cidade. Fiorato fez-me viver como uma veneziana. Embarquei nesta jornada com Nora Manin e, tal como ela, experimentei as novas sensações de viver numa cidade com uma personalidade muito singular. […] Ler Mais...A escritora Marina Fiorato captou a minha atenção com o seu livro, A Virgem das Amêndoas. Contudo, foi este O Coração de Murano que me conquistou. A sua escrita é de uma beleza subtil, alterna entre o passado e o presente, criando um enredo muito apetecível. Nunca me senti alienada da acção, pelo contrário, as cores e os aromas de Veneza entranharam-se em mim e sonho, agora, visitar esta belíssima cidade. Fiorato fez-me viver como uma veneziana. Embarquei nesta jornada com Nora Manin e, tal como ela, experimentei as novas sensações de viver numa cidade com uma personalidade muito singular. O livro é riquíssimo em pormenores, em detalhes históricos e em emoções, o que só apaixona mais o leitor. A referência à ilha de Murano, onde é fabricado o mais belo vidro do mundo, foi, para mim, uma surpresa. Desconhecia a sua existência e foi com deleite que acolhi esta nova informação. A ideia de uma ilha solitária, onde só vivem os sopradores e a sua arte, parece uma ilusão. Todavia, este pequeno aglomerado existe mesmo. Marina Fiorato constrói muito bem as personagens, ancorando-as numa base histórica credível. Conrado Manin é um bom exemplo. É alguém que a autora cria e fortalece. Quase que deixa de ser fictício, para deixar a sua marca na História. É a minha personagem favorita. A sua habilidade com o vidro, o seu amor pela filha e as loucuras que por ela comete, tornam-o humano. E os humanos são capazes de tudo em prol da arte régia do coração! Nem a arte de soprar o vidro a ultrapassa... O amor à família é demasiado poderoso! O Coração de Murano é um livro pequeno, com uma grande mensagem, envolvente e um hino à arte de moldar o vidro, a Veneza e à alegria de viver! Porque viver é a arte mais complicada que existe! As nossas escolhas ditarão o nosso caminho, e o futuro sorrirá ou definhará, se não for alimentado correctamente, como a beleza do vidro que morre quando não é soprada... Read Less

  • Magda Castanheira

    Agosto 23, 2011 às 7:38
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    “O Coração de Murano” de Marina Fiorato trata de uma busca por um passado já há algum tempo esquecido (uma busca das raízes), por parte de uma das personagens do livro (neste caso da neta do personagem quase principal). Neste livro, são feitos pequenos flash-backs (muitas analepses: muitas mudanças de plano temporal) entre o passado de um antepassado (Corradino Manin) da personagem principal (Nora Manin) e o presente vivido por esta personagem na actualidade. Mas, além disso, mostra-nos como se vivia em duas épocas completamente diferentes: a época renascentista e a época actual, onde se desenrola a acção. Mas também […] Ler Mais...“O Coração de Murano” de Marina Fiorato trata de uma busca por um passado já há algum tempo esquecido (uma busca das raízes), por parte de uma das personagens do livro (neste caso da neta do personagem quase principal). Neste livro, são feitos pequenos flash-backs (muitas analepses: muitas mudanças de plano temporal) entre o passado de um antepassado (Corradino Manin) da personagem principal (Nora Manin) e o presente vivido por esta personagem na actualidade. Mas, além disso, mostra-nos como se vivia em duas épocas completamente diferentes: a época renascentista e a época actual, onde se desenrola a acção. Mas também nos mostra algo que pouca gente sabe sobre a produção de vidro na ilha de Murano:http://pt.wikipedia.org/wiki/Muranohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Cristal_muranohttp://www.metacafe.com/watch/768893/handmade_murano_glass/E qual a ligação entre Veneza e a ilha de Murano, além de nos dar uma descrição da ilha em termos de monumentos, cultura, tradições e costumes, como se vivia na época de Corradino Manin e agora na época de Nora Manin, etc. No meu humilde entender, o que dá beleza à história em si é vermos que, por causa de um engano sentimental, a personagem principal sentiu necessidade de ir buscar as suas origens ao passado. Mas também como um nome do passado pode ainda ter tanto significado no presente e ajudar a mudar por completo a vida de uma pessoa. Neste livro, também se pode ver como era visto o amor fora do casamento em diferentes épocas e como os/as filhos/as fora do casamento eram tratados. Mas este livro vale por nos contar a história de flash-backs da produção do vidro na ilha de Murano e como há diferenças entre um presente (onde já existem imensas fábricas de produção de vidro) e um passado, em que a produção de vidro estava quase nas mãos de uns poucos mestres que sabiam os segredos desta arte. É um livro que recomendo ler, por isto e não pelo romance ou vida da personagem principal (Nora Manin). E também vale a pena ler por causa de uma simples coisa: como a nossa vida pode dar tantas voltas e o que hoje é, amanhã poderá já não o ser. Read Less

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