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| O Despertar do Adormecido |
| Sábado, 27 Fevereiro 2010 23:02 | |||
![]() Autor: Alistair Morgan Colecção: Montanha Mágica Edição: 2010 Páginas: 224 Editor: Bizâncio John Wraith, de 46 anos, recupera a consciência depois de um grave acidente; só então toma conhecimento de que a sua mulher e a sua filha de 5 anos morreram tragicamente no carro que ele mesmo conduzia. Por sugestão da irmã irá recuperar na casa de férias, em Nature’s Valley, um local remoto da costa sul-africana. É Inverno e a terra está quase deserta. Porém, conhece aí uma perturbada jovem de 17 anos, o seu pai e o seu irmão, e deixa-se atrair irremediavelmente por esta família disfuncional. Uma análise intensa sobre a perda e a obsessão que fazem de O Despertar do Adormecido um notável thriller psicológico. Autor: Alistair Morgan nasceu em Joanesburgo em 1971 e vive na cidade do Cabo. Tem inúmeros contos publicados na Paris Review. É o primeiro não-americano a receber o prémio Plimpton de ficção e o seu conto "Icebergs"foi candidato ao prémio Caine de 2009. O Despertar do Adormecido é o seu primeiro romance.
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| Actualizado em Segunda, 05 Abril 2010 23:20 |
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Comentários
Um livro que me fez pensar sobre a dor de perder alguém próximo, de como poderia reagir, se me acontecesse a mim.
Tive dificuldades a lê-lo, aborda temas difíceis e em que não gostamos de pensar. Dei por mim com dificuldades em virar a página, porque não queria ler o que viria a seguir. Houve partes que me ofenderam a sensibilidade, devo dizer que não gostei do John, das suas atitudes ou dos seus pensamentos.
É um livro que nos deixa um sabor amargo na boca, não é um livro que tenha gostado de ler. Mas, por outro lado, dei por mim a querer ler até ao fim, para saber o desfecho.
No entanto, não vi nada do thriller psicológico que falava a sinopse.
Este excerto do livro é sem dúvida a explicação subliminar do autor para a estranha história que se vai desenrolar. E verdade seja dita, assim que o terminei, fui imediatamente em buscar deste excerto para o reler.
Mas não foi um livro que me enchesse as medidas. Bem pelo contrário. O prometido thriller psicológico da sinopse ficou muito aquém do que eu esperava, para além deste mau estar que me deixou à flor da pele.
Há no entanto um valor indiscutível na escrita deste autor, pois por muito que a história não me estivesse a agradar não consegui parar de ler. Acaba por ser desoncertante... é a palavra que me vem à mente para o classificar.
Realço particularmente esta conclusão, nos faz pensar um pouco sobre a humanidade:
«… Somos todos capazes de uma crueldade surpreendente. (…) o facto é que é fácil mantermo-nos à distância e condenar crimes de guerra, crimes contra a humanidade, assaltos violentos e infidelidades; no entanto até nós mesmos termos estado em circunstâncias semelhantes, é impossível sabermos se reagiríamos de uma maneira diferente.»
O livro conta a história de John, um homem de 46 anos que acorda no hospital depois de ter sofrido um acidente, onde faleceram a mulher e a filha. A partir daqui, acompanhamos a sua recuperação.
Por ideia da irmã, vai passar férias para Nature’s Valley, onde trava conhecimento com uma família disfuncional: pai e 2 filhos. Sendo que essa família também teve a sua tragédia pessoal.
No geral, gostei do livro, acho que nos faz reflectir sobre a perda, a dor, o ego das pessoas e utiliza uma linguagem crua e sem rodeios. No entanto, não concordo com certas opções tomadas e acho que o final poderia ter sido mais desenvolvido.
Esta história passa-se na África do Sul, sendo que fala de lugares e sítios de lá e descreve uma realidade diferente daquela que vivemos.
“… Somos todos capazes de uma crueldade surpreendente. (…)o facto é que é fácil mantermo-nos à distância e condenar crimes de guerra, crimes contra a humanidade, assaltos violentos e infidelidades; no entanto até nós mesmos termos estado em circunstâncias semelhantes, é impossível sabermos se reagiríamos de uma maneira diferente.”
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