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| O Diário Azul |
| Segunda, 03 Maio 2010 22:16 | |||
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Um relato profundamente comovedor que se transforma num belo e esperançoso hino ao poder das palavras e da imaginação.
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| Actualizado em Segunda, 14 Junho 2010 22:06 |
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Comentários
Um livro chocante que parece mentira, face aos acontecimentos que Batuk relata e vive. Duro, de uma crueza que nos deixa com o estômago revolvido...
Batuk "foge" do seu mundo, usando um lápis e papéis, imaginando, inventando histórias, mas também narrando o que lhe vai sucedendo no seu dia a dia. São esses papéis - o seu diário - que, depois de descoberto, tornam o seu sofrimento ainda mais impossível de imaginar!
É isso mesmo: inimaginável o seu sofrimento! Vale a pena ler!
É um livro devastador e dilacerante que conta uma história feia (entre algumas histórias bonitas) e terrível, não sendo, assim, para estômagos fracos. Por vezes, o livro tem cenas bastante gráficas de abuso infantil, violação, tortura, mutilação e sadismo. Dessa forma, por vezes torna-se bastante difícil de ler, pelas emoções avassaladores que nos provoca e, por isso, obriga a parar a leitura para sermos capazes de digerir os acontecimentos da história.
O que surpreende neste livro é a força de Batuk, a vontade de viver e a imaginação vivida, apesar do que sofre desde dos 9 até aos 15 anos, vivendo como escrava sexual. Esta menina é a sua própria Sherazade e, com as suas histórias, tenta escudar-se do mundo exterior e curar o sofrimento da sua alma. Apesar de lhe dar alguns momentos de escapismo, Batuk não vive isolada da realidade, ela têm plena consciência da sua vida degradante.
Este livro é inesquecível e profundamente tocante, dando-nos consciência de uma realidade tão diferente da nossa, mas vivida por milhões de pessoas.
Outro facto notável é que este livro não foi escrito por uma menina, mas por um homem branco que foi capaz de se pôr completamente na pele da jovem Batuk, para nos contar a sua história, com uma escrita fluída e muito agradável.
Gostei muito.
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