O Espectáculo da Vida


Subtítulo:  A Prova da Evolução
Autor: Richard Dawkins
Género: Ciência
Páginas: 430
Editora: Casa das Letras

A evolução é um facto que não suscita dúvidas razoáveis, dúvidas sérias, dúvidas inteligentes, informadas e saudáveis. Não há dúvida de que a evolução é um facto. As provas da evolução são pelo menos tão fortes como as do Holocausto, mesmo considerando a existência de testemunhas oculares deste último. É uma verdade inquestionável que somos primos dos chimpanzés, primos mais distantes dos macacos, primos ainda mais afastados dos papa-formigas e manatins, primos ainda mais distantes das bananas e dos nabos… a lista poderia continuar para sempre. Ora isto não tem de ser verdade. Não se trata de uma verdade evidente, tautológica, óbvia e houve tempos em que a maior parte das pessoas, mesmo as instruídas, pensava que não era. Não tem de ser verdade, mas é. Sabemos isso porque uma vaga crescente de provas o confirma. A evolução é um facto e este livro demonstrá-lo-á. Nenhum cientista respeitável o discute e nenhum leitor imparcial concluirá este livro com dúvidas a esse respeito.

Autor:
Richard Dawkins nasceu em Nairobi, capital do Quénia, em 1941. Estudou Zoologia em Oxford, tendo-se doutorado sob a direcção do biólogo Nikolaas Tinbergen, Prémio Nobel em 1973 pelos seus estudos em Etologia. Foi professor de Zoologia na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Presentemente, é catedrático da Universidade de Oxford. Para lá de cientista e académico, tornou-se conhecido como um dos intelectuais mais influentes da actualidade. Defensor intransigente da evolução segundo a teoria de Darwin, é um divulgador ágil da ciência e do pensamento científico. Intelectual polémico, defende fervorosa e militantemente o «orgulho de ser ateu». As religiões, que tiveram a sua génese na evolução, por causa de alguma vantagem selectiva na moralidade, devem agora, com a explicação científica, ser metidas no caixote das velharias.
É autor do bestseller mundial A Desilusão de Deus.

1 comentários
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Comentários

  • Sebastião Barata

    Dezembro 10, 2009 às 11:05
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    Vida, uma maravilha!Este é um livro de divulgação científica. Nele o autor demonstra que a evolução não é mais uma teoria, mas um facto. Hoje, ninguém de espírito aberto contesta a evidência da evolução das espécies. Quem o faz, os chamados criacionistas, é movido por preconceitos, normalmente de natureza moral ou religiosa. O autor consegue tornar ligeiro e agradável de ler um tema que, a priori, seria fastidioso. Apresenta de uma forma simples e compreensível para todas a gente a teoria de Darwin, publicada faz agora 150 anos, e explica o trabalho de muitos cientistas que, ao longo deste século […] Ler Mais...Vida, uma maravilha!Este é um livro de divulgação científica. Nele o autor demonstra que a evolução não é mais uma teoria, mas um facto. Hoje, ninguém de espírito aberto contesta a evidência da evolução das espécies. Quem o faz, os chamados criacionistas, é movido por preconceitos, normalmente de natureza moral ou religiosa. O autor consegue tornar ligeiro e agradável de ler um tema que, a priori, seria fastidioso. Apresenta de uma forma simples e compreensível para todas a gente a teoria de Darwin, publicada faz agora 150 anos, e explica o trabalho de muitos cientistas que, ao longo deste século e meio, se esforçaram por testar e comprovar a veracidade das ideias daquele grande pensador e investigador.No meu entender, a teoria, hoje mais que provada, quer pelos achados arqueológicos, quer pelos avanços da engenharia genética e pelos estudos de eminentes biólogos, não choca com as crenças de um cristão esclarecido. Na verdade, quem ler a Bíblia como um livro de história e, consequentemente, levar à letra o que está escrito nos primeiros capítulos do Genesis, pensa que Deus criou o mundo em sete dias, que tudo quanto existe é assim desde o tempo da Criação e o homem foi criado directamente por Deus, a partir do pó da terra. Mas a Bíblia pode e deve ter outra leitura. Hoje, a própria Igreja Católica ensina que a Bíblia carece de interpretação e deve ser lida como um relato inspirado por Deus, no qual este se declara como criador e senhor de todas as coisas, nunca um deus distante, mas sempre um companheiro de viagem, desde os primórdios da criação.Dawkins escreveu neste livro: “A geração espontânea de vida é um evento muito raro, mas deve ter acontecido uma vez, e isso é verdadeiro, independentemente de se pensar que a geração espontânea originária foi um evento natural ou sobrenatural.” (Pág. 374)Um ateu dirá que foi obra do acaso, um crente verá nesta “geração espontânea” da vida o “sopro” de Deus. Read Less

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