O Exército Perdido

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Autor:
Valerio Massimo Manfredi
Edição: Ago/2009
Páginas: 448
ISBN: 9789720041883
Editor: Porto Editora

 

 

A vitória não é o único caminho para a glória. Ano 401 a.C. Trinta anos de guerra entre Esparta e Atenas levaram a Grécia ao limite das suas forças. Nesse momento de profunda crise, Ciro, irmão do imperador persa Artaxerxes, decide reunir um enorme exército de mercenários gregos, que passará à História como o "Exército dos Dez Mil".

Ainda que tenha anunciado que o seu propósito era combater tribos rebeldes, o verdadeiro objectivo desta marcha de três mil quilómetros continua a ser um dos grandes enigmas da Antiguidade. Depois da morte de Ciro numa batalha, os mercenários ficaram abandonados à sua sorte num território que lhes era hostil. Pouco depois, os chefes gregos seriam aniquilados numa emboscada. Xenofonte, um culto guerreiro ateniense, toma o comando da fracassada expedição e empreende o regresso à pátria. A seu lado, sempre, uma figura de mulher: Abira, a jovem que tudo abandonou para o seguir.
O Exército Perdido narra a épica aventura dos Dez Mil e, simultaneamente, a história de um amor incondicional que nunca vacilou diante das maiores adversidades.

Leia aqui um excerto do livro.

Autor:

Valerio Massimo Manfredi (1943), italiano, é professor de arqueologia na Universidade Luigi Bocconi, em Milão. É arqueólogo, investigador e topógrafo do Mundo Antigo. Tem publicados inúmeros artigos académicos, nove obras de ficção, incluindo Alexandre, o Grande, uma trilogia traduzida em 38 países, cujos direitos para filme foram adquiridos pela Universal Pictures. Manfredi escreve ainda guiões para cinema e televisão. Vive com a família perto de Bolonha.

Saiba mais em www.valeriomassimomanfredi.it

Comentários  

 
#5 Júlia 2010-02-26 21:18
Um grande livro histórico, que nos relata pormenorizadame nte a jornada levada a cabo pelos Dez Mil, mercenários e guerreiros contratados pelo príncipe Ciro para fazer frente ao tão odiado irmão Artaxerxes.
Nesta viagem segue Xenofonte, escritor, cuja função era escrever detalhadamente os locais por onde os Dez Mil passaram. Segue também, entre outros, Abira e é pela sua voz que o livro é todo relatado em analepse, aquando da sua chegada à sua terra natal, onde foi recebida à pedrada, levando-a quase a morte.
Achei que este livro poderia ser um bocadinho mais romanceado....m as gostei muito.
 
 
#4 Claudia Ferreira 2010-02-11 11:48
Foi sem dúvida, um dos melhores romances épicos que já li e que certamente guardarei na minha memória! Muito bem escrito e muito realista!
Valerio Massimo Manfredi conseguiu transformar o "Anábase" de Xenofonte num romance cheio de aventura, amor e intriga, tornando-nos capazes de sentir a força e o altruísmo dos seus personagens.
Logo nas primeiras páginas ficamos a saber que a história não vai terminar bem, mas nem isso nos tira a vontade de virar as páginas até ao final inesperado que nos espera!
É um livro que recomendo vivamente.
 
 
#3 Paulo Alexandre Alves 2010-01-19 23:23
Um relato da guerra através dos olhos de uma mulher. Mas o livro não se resume a isso. É a mitologia grega, as tradições do oriente, a História, o romance, a crueldade, o julgamento, a impossibilidade do perdão. A ilusão.
Tudo isto se torna ainda mais interessante quando sabemos que é uma visão feminina de tudo isto, contada por um homem. Ou será o inverso?
Muito boa leitura.
 
 
#2 Angelina Rosa Nogueira Santos Violante 2009-12-23 15:25
Simplesmente maravilhoso! Ao princípio, ainda pensei que era um livro que me ia saturar, com descrições de combate maçadoras.
Mas nada disso aconteceu. Lê-se muito bem, é uma história muito bonita. Mesmo sendo inspirada numa história real, deixa bastante lugar para o sonho.
Adorei a Abira e o seu Xeno, sendo que o final é muito triste em parte, mas em parte deslumbrante.
Lê-se de um fôlego. Para além da história de um exército, é uma história de amor que desafia todas as adversidades e nos deixa sonhar. Aprendemos muito de história lendo este livro e, ao mesmo tempo, divertimo-nos, chegando ao ponto de nos identificarmos com certas personagens e vivenciarmos o que eles estão a passar, como se lá estivéssemos.
Foi a primeira vez que li algo deste autor e adorei. Se todos os seus livros forem assim.... faz-me lembrar a escrita de Christian Jacq.
 
 
#1 Maria João 2009-11-14 23:56
Um dos melhores livros históricos que li nos últimos tempos. Experimentei lê-lo, apesar de não conhecer o autor, pois o tema despertou-me a curiosidade e ainda bem que o fiz, pois é um livro que pretendo juntar à minha biblioteca. O que aconteceu ao exército dos 10.000 ou melhor 13.000 e pouco é até hoje um mistério, mas esta é sem dúvida uma boa versão. Para além de factores históricos, tem também o seu q.b. de romance, amor, amizade e lealdade.
Não gostei do final. Depois de tudo o que ela passou, deveriam terminar felizes para sempre, mas nem sempre podemos ter tudo o que desejamos.
 

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"Era uma vez uma mulher cujo ofício era contar histórias. Andava por todo o lado oferecendo a sua mercadoria, relatos de aventuras, de suspense, de horror ou de luxúria, tudo a um preço justo. Num meio dia de agosto encontrava-se no centro de uma praça quando viu avançar na sua direção um homem (...) És tu a que conta histórias?, perguntou o estrangeiro. (...) Então vende-me um passado, porque o meu está cheio de sangue e de lamentos e não me serve para percorrer a vida."
Isabel Allende
in Eva Luna