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 Autor: Lars Kepler Páginas: 560 Formato: 153 x 235 mm Editora: Porto Editora
Erik Maria Bark é o mais famoso hipnotista da Suécia. Acusado de falta de ética, e com o casamento à beira do colapso, jurou publicamente nunca mais praticar a hipnose nos seus pacientes e há dez anos que se mantém fiel à sua promessa. Até agora. Em Estocolmo, uma família é brutalmente assassinada e a única testemunha está internada no hospital em estado de choque; Josef Ek, de apenas 15 anos, presenciou o massacre dos seus pais e da irmã mais nova, sendo ele próprio encontrado numa poça de sangue, vivo por milagre.
Nessa mesma noite, Erik Maria Bark recebe um telefonema do comissário Joona Linna solicitando os seus serviços – urge descobrir a identidade do assassino e para tal Josef deverá ser hipnotizado. Erik aceita a missão com relutância, longe de imaginar que o que vai encontrar pela frente é um pesadelo capaz de ultrapassar os seus piores receios. Dias mais tarde, o seu filho de 15 anos, Benjamin, é sequestrado da própria casa. Haverá uma ligação entre estes dois casos? Para salvar a vida de Benjamin, o hipnotista deverá enfrentar os fantasmas do seu passado e mergulhar nas mentes mais sombrias e perversas que jamais poderia imaginar; o que tinha por difuso revela-se abominável, o que tinha por suspeito surge como demoníaco. Para Erik, a contagem regressiva já começou. Uma leitura compulsiva carregada de suspense. Um mistério caracterizado por estranhos e inesperados contornos.
Página oficial da obra disponível aqui.
Autores: Lars Kepler é o pseudónimo de uma dupla de escritores de sucesso na Suécia: Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril. O Hipnotista foi o primeiro livro que escreveram juntos. Alexander Ahndoril nasceu em Estocolmo, em 1967. Dramaturgo e romancista, publicou o seu primeiro romance, The Director, em 1989 e é considerado um dos jovens escritores de referência na nova literatura sueca. A sua obra conta já com oito romances e quinze peças de teatro. Alexandra Coelho Ahndoril nasceu em 1966. Filha de mãe portuguesa, cresceu em Helsingborg e vive em Estocolmo. Divide o seu tempo entre a escrita, a crítica literária e uma tese sobre Fernando Pessoa. Com o primeiro romance, Castle of Stars, publicado em 2003, obteve o Catapult Prize 2003 para a melhor obra de estreia, conquistando a admiração de milhares de leitores na Suécia. Entretanto, publicou já mais dois romances.
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Comentários
Está bem estruturado e a sua construção leva-nos a devorar o livro, até ao penúltimo capítulo, quando acontece o clímax da história.
Vou dar um exemplo: estar a ler o livro à 1h da manhã e dar cabeçadas nele, mas, mesmo assim, continuar até ao fim daquele capítulo... :)
Apesar de já saber que o personagem principal da saga que Lars Kepler vai continuar a escrever, é o Joona Lina, neste livro Erik Bark, o hipnotista, foi o mais destacado. Um hipnotista traumatizado com a sua profissão, que vai mexer num erro que aconteceu no passado e que o levou a deixar de exercer a sua atividade.
Levando-nos a acreditar em algo e, a seguir, "tirar-nos" o chão, este livro tem dois casos, dois crimes, várias vítimas e dois psicopatas muito diferentes. Estes dois casos entrelaçam-se através de Erik Bark e Joona Lina, e o leitor que recebe pistas de um e de outro, fica confuso entre ambos, fazendo com que fique cada vez mais envolvido na história.
O Hipnotista tem tudo o que um policial deve ter: intriga, mistério, instinto, "puzzles" para o leitor resolver e claro, sangue! E em todos estes aspetos é magnifico "qb".
Confirmei que os sucessores de Larsson são dignos da sua reputação e, claro, espero mais...
E espero ansiosamente pelo filme...
A minha avaliação:***** (*)
Uma dupla a manter debaixo de olho!
Eu, como sou uma grande fã de policiais, não podia ter ficado mais surpreendida por esta leitura nórdica.
Um livro cheio de acção e suspense, no qual o autor mostra que, por meio de uma sessão de hipnose, se pode descobrir um assassino. Um livro a não perder...
Com um arranque emocionante, a minha excitação em acabar de o ler subiu ao pico, mas admito que houve alguns momentos lá no meio que, por me parecer que a história estava a estagnar, arrastei um pouco a leitura.
Mas não se enganem, estes aparentes momentos de estagnação são como a calma antes da tempestade.
Com um desfecho fascinante, estes autores ficarão na minha mira durante um bom tempo.
Uma excelente aposta para todo o amante de policiais, como eu!
O livro conta a história de uma família que é assassinada e a única testemunha é o filho que sobreviveu com ferimentos muito graves. O hipnotista Erik Marie Bark é chamado para o tentar hipnotizar e saber o que aconteceu. Passados alguns dias, o seu próprio filho de 15 anos é raptado de casa. Será que uma coisa tem a ver com a outra?
Esta é a sinopse do livro e é a partir daqui que os autores nos conduzem através da investigação e das ruas de Estocolmo.
Acho que a história começa bem e, quando começamos a ter um deslumbre do que a aconteceu aquela família, somos levados para outro caminho com o rapto do filho do hipnotista que, às tantas, dei comigo a tentar ver onde andava a investigação do primeiro caso. Pareceu-me que ficou colocada de lado para depois os autores pegarem nela novamente e acabarem com ela.
A mente humana é muito complexa e, realmente, quando pensamos que já lemos tudo e mais alguma coisa, aparece outra história macabra que pensamos aonde é que isto tudo vai parar...
Este livro é bastante descritivo e, para quem não foi à Suécia, fica a conhecer um pouco como funciona a polícia e os autores falam muito das ruas e edifícios que vão aparecendo.
E já sei que vamos ter a oportunidade de continuar a seguir estes escritores (Alexandre e Alexandra) em mais 7 volumes. Vou ficar bastante impaciente à espera das próximas publicações.
Para quem gosta de livros com suspense, têm aqui um óptimo livro.
Fiquei com muitas saudades de percorrer as ruas de Estocolmo. E adorava lá voltar, principalmente na época do Natal, para poder viver todas aquelas sensações daquela época, como o frio da neve, todas aquelas luzes que os suecos usam em frente das janelas, que fica a cidade a parecer um presépio em tamanho gigante… boas memórias ;-)
Recomendo vivamente.
No princípio da história, fiquei um bocado baralhada, como se estivesse a entrar numa sala às escuras e a chocar com os objectos espalhados no chão, porque não os via. Mas aos poucos, a claridade foi entrando nesta estranha leitura e, quando dei por mim, já não andava. Corria!
Sem dúvida que estes dois autores conseguem prender o leitor em perfeito suspense até ao final. Não se pode dizer que é uma história fácil, pois não é, mas é um livro absolutamente fantástico que recomendo!
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