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Segunda, 15 Novembro 2010 11:37 |
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Autor: Óscar Bustamante Edição: Out/2010 Páginas: 288 Editora: Bizâncio
A passagem da adolescência para a idade adulta nunca foi fácil, mas, quando além disso se fica interno numa escola privada na Inglaterra do pós-guerra, a experiência pode converter-se num inferno. António chega a Glee Hill, um colégio católico inglês, quando os seus pais decidem percorrer a Europa num esforço para salvar o casamento. O jovem chileno conhece o abandono e a rejeição por ser um estranho oriundo de um país inexistente para os seus novos companheiros.
Durante aquele ano de exílio, vive a solidão e a ruptura das relações familiares com a forte convicção de que não pode continuar indiferente às temíveis verdades que pressente naqueles que o rodeiam. É no seu talento para o râguebi que António encontra uma arma para sobreviver e para se afirmar num mundo cheio de sinais confusos. Através dos laços que se tecem entre amigos e inimigos aprenderá que há vivências que nos fazem envelhecer num minuto e compreende que as suas consequências serão uma marca que carregaremos para a vida.
Autor: Óscar Bustamante é arquitecto e foi professor da Universidade Católica do Chile. Começou a escrever em 1982 depois de fazer uma incursão pela pintura e pelo desporto. É autor dos romances Asesinato en la cancha de afuer, Recuerdos de un hombre injusto e Explicación de todos mis tropiezos. Este último obteve o Prémio Conselho Nacional do Livro e da Leitura na categoria de melhores obras literárias inéditas. Em 1998, publicou os contos El día que se inauguró la luz e Una mujer convencional, que obteve também o Prémio Conselho Nacional do Livro e da Leitura. Actualmente é professor da Universidade Diego Portales onde dirige o curso de formação «Humor na Literatura», e escreve para Artes y Letras do diário El Mercurio, BIG Magazine, The Clinic e La Nación Domingo.
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Comentários
Um dia, enquanto estava a falar com um dos responsáveis pelo colégio, recebendo conselhos para começar a dar-se com as outras crianças, na brincadeira esse responsável atira-lhe uma bola de râguebi e fica admirado pela forma como António a recebeu e a devolveu. É aí que António descobre algo que pode fazer no colégio, tentar-se juntar à famosa equipa de râguebi deste e entrar assim no espírito colegial!
Mas as coisas complicam-se quando o melhor jogador da equipa de râguebi vê o seu lugar posto em causa, devido à entrada de António nesta. As coisas pioram quando esse rapaz começa a dar as suas atenções à "rapariga da igreja", uma rapariguinha muito bonita e delicada por quem António está totalmente caidinho! É assim que António e os seus amigos se unem contra o outro jogador da equipa e as coisas não acabam assim tão bem quando isso...
Vou ser sincera, comecei a leitura deste livro sem expectativa alguma, pois nunca tinha ouvido falar dele, mas a sinopse tinha-me despertado imenso a minha atenção. Assim, movida pela curiosidade, fui lê-lo. Antes de mais, este livro é um retrato muito chocante, por assim dizer, da sociedade daquela altura. Sim, eu sei como a sociedade era naquela altura, onde ser diferente e de outro lugar era logo uma forma de nos pôr de lado. Mas ver isso pelos olhos de uma criança choca-me sempre, ver como eles já tinham esses "valores" entranhados em si. Este livro mostra esta realidade, e como ela pode dar muito mau resultado.
É um bom livro, mas que no início me obrigou a "querer" lê-lo, porque o texto não é assim tão fluído, mas, depois de entrarmos na história, sem dúvida que o podemos aproveitar bem.
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