O Livro das Tréguas

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Autora: Lídia Jorge
Género: Poesia
Edição: Mai/2019
Páginas: 104
ISBN: 9789722067355
Editora: Dom Quixote

 

 


Uma nova voz poética, a confirmação de uma enorme escritora.

Ficcionista com uma carreira invulgar, reconhecida em Portugal e no estrangeiro, Lídia Jorge tem vindo a escrever poesia desde há muito tempo, porém não tinha publicado qualquer livro até ao presente.
Desse vasto conjunto, a escritora seleccionou 50 poemas, os quais agrupou nas cinco partes em que se divide este O Livro das Tréguas: Com a Origem, Com os Preceitos, Com os Factos, Com as Fábulas, Com o Tempo.

Escritos em datas diferentes, e em resultado de diferentes estados de espírito, foram aqui reunidos com uma unidade cronológica que corresponde, no dizer da própria Lídia Jorge, a uma espécie de autobiografia consentida.
Uma leitura do tempo e da vida, do início, dos percursos, dos limites e do futuro. Poesia de grande qualidade que revela uma nova voz poética e confirma uma enorme escritora.

Desta autora no Segredo dos Livros:
O Conto de Isabelinha | Lilibeth's Tale
Estuário
Os Memoráveis
O Amor em Lobito Bay

Autora:

Lídia Jorge estreou-se com a publicação de O Dia dos Prodígios em 1980, um dos livros mais emblemáticos da literatura portuguesa pós-revolução. Desde então, tem publicado vários títulos nas áreas do romance, conto, ensaio e teatro. Em 1988, A Costa dos Murmúrios abriu-lhe as portas para o reconhecimento internacional, tendo sido posteriormente adaptado ao cinema por Margarida Cardoso. Entre muitos outros, são de realçar títulos como O Vale da Paixão, O Vento Assobiando nas Gruas, Combateremos a Sombra ou Os Memoráveis, obra que tem sido considerada como uma poderosa metáfora da deriva portuguesa das últimas décadas. Aos seus livros têm sido atribuídos os principais prémios nacionais, alguns deles pelo conjunto da obra, como o Prémio da Latinidade, o Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores - Millenium BCP, ou mais recentemente o Prémio Vergílio Ferreira de 2015. No estrangeiro, entre outros, Lídia Jorge venceu em 2006 a primeira edição do prestigiado prémio ALBATROS da Fundação Günter Grass e, em 2015, o Grande Prémio-Luso Espanhol de Cultura.

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Uma Pequena Palavra...

"Algumas obras morrem porque nada valem; estas, por morrerem logo, são natimortas. Outras têm o dia breve que lhes confere a sua expressão de um estado de espírito passageiro ou de uma moda da sociedade; morrem na infância. Outras, de maior escopo, coexistem com uma época inteira do país, em cuja língua foram escritas, e, passada essa época, elas também passam; morrem na puberdade da fama e não alcançam mais do que a adolescência na vida perene da glória. Outras ainda, como exprimem coisas fundamentais da mentalidade do seu país, ou da civilização, a que ele pertence, duram tanto quanto dura aquela civilização; essas alcançam a idade adulta da glória universal. Mas outras duram além da civilização, cujos sentimentos expressam. Essas atingem aquela maturidade de vida que é tão mortal como os Deuses, que começam mas não acabam, como acontece com o Tempo."
Fernando Pessoa, in Heróstrato