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| O Livro de Feitiços de Deliverance Dane |
| Sábado, 15 Maio 2010 00:25 | |||
![]() Autora: Katherine Howe Edição: 2010 Páginas: 408 Editora: Planeta Um romance cativante, maravilhosamente escrito, que se passa entre o nosso tempo e um dos mais fascinantes e conturbados períodos da história da América - os julgamentos das bruxas de Salem. Connie Goodwin, uma brilhante aluna de História na Universidade de Harvard vê-se obrigada a passar o Verão a pesquisar para a sua tese de doutoramento. Mas quando a mãe lhe pede para tratar da venda da casa abandonada da avó, perto de Salem, não tem como recusar. À medida que é arrastada de forma cada vez mais profunda para os mistérios da casa da família, Connie descobre uma chave antiga dentro de uma Bíblia do século xvii. A chave contém um fragmento de pergaminho amarelecido com um nome escrito: Deliverance Dane. Esta descoberta lança Connie numa demanda: descobrir quem foi essa mulher e conseguir desenterrar um raro artefacto de poder singular: um Livro de Feitiços, cujas páginas encerram um repositório secreto de sabedoria perdida. Quando as peças da pungente história de Deliverance começam a encaixar-se, Connie é assombrada por visões dos distantes julgamentos de bruxas e começa a temer que esteja mais ligada ao passado obscuro de Salem do que alguma vez pudera imaginar. Escrito com espantosa convicção, O Livro de Feitiços de Deliverance Dane viaja continuamente entre os julgamentos de bruxas nos anos de 1690 e a história de mistério, intriga e revelação de uma mulher moderna. Autora: Katherine Howe é descendente de Elizabeth Howe, enforcada como bruxa em 1692, e de Elizabeth Proctor, que escapou da execução por estar grávida na época (e é uma das personagens da peça “As Bruxas de Salem”, de Arthur Miller). Vive em Marblehead, Massachusetts e é formada pela Kinkaid School e Universidade da Colômbia. Começou a escrever ficção enquanto trabalhava na sua tese de doutoramento, em Estudos Americanos e da Nova Inglaterra, na Universidade de Boston. Juntamente com o seu marido, o economista Louis Hyman, integra um grupo informalmente conhecido como ““Springfield Street Table,” constituído por um conjunto de escritores e académicos que partilham o gosto pela escrita, mas também pelo poker.
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| Actualizado em Quarta, 19 Maio 2010 20:09 |
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| Re:Vendo ou troco (RaquelCollin) RaquelCollin 6.2.2012 23:19 |
| Re:As nossas wislists wasp 6.2.2012 23:09 |
| Re:6 de Fevereiro - AnaisNin RaquelCollin 6.2.2012 22:45 |
| Re:A Guarda Negra vibarao 6.2.2012 22:27 |
| Re:6 de Fevereiro - AnaisNin Paula_Belita 6.2.2012 22:20 |
Comentários
Nunca me interessei pelo tema das bruxas de Salem, mas fiquei curiosa com este livro, embora, no final, a autora nos deixe algumas explicações. Tenho para mim que ainda vou pesquisar na net acerca deste assunto que, pelos vistos, daria pano para mangas.
Alturas houve me que me embrenhei de tal modo no livro, que me senti na pele da Connie, como se estivesse a vivenciar todas aquelas experiências.
Será que a autora tem mais alguns livros na manga?
Leiam, pois não se vão arrepender.
Com uma escrita rica em descrições e comparações, com algumas repetições pontuais e grande eloquência, Katherine Howe descreve uma aventura com teor religioso e histórico, mais centrada nas bruxas de Salem, onde vai alternando cenas passadas no último século e no século XVII. Esta temática foi, sem dúvida, um ponto positivo, mas, na minha opinião, foi subaproveitada, já que, apesar de muitos dos capítulos serem centrados na própria Deliverance e sua prole, o tema das bruxas e das suas curas surgiu muito pouco, focando-se mais, não erradamente, na condenação destas.
Na minha opinião, as descrições estão um pouco cansativas, demasiado longas e pormenorizadas, contrastando com diálogos escassos ou pesados. Expressões como "tiazinha" e "avozinha" também contribuíram para os pontos negativos, pois a personagem já é considerada adulta e, ao referir-se às familiares desta forma, quebrou um pouco a imagem que tinha dela de aluna brilhante e séria. Outro aspecto de que não gostei, foi o facto de Katherine colocar a personagem a "visualizar" cenas do passado - o que contribuiu para um efeito "cinematográfico " e quebrou o realismo das cenas.
O surgimento de uma personagem masculina, que adicionou um factor romântico, melhorou bastante a evolução do livro, principalmente quando percebemos a ligação e as pistas deixadas ao longo da história. O fim é, sem dúvida, revelador.
Connie parte assim para a casa da avó, perto de Salem, a fim de tratar rapidamente da casa. Nas suas actividades de limpeza, encontra uma chave antiga dentro de uma bíblia, com um pergaminho amarelecido no qual estão umas palavras, que Connie supõe ser um nome: Deliverance Dane.
Movida por uma forte intuição e curiosidade, lança-se numa odisseia para saber quem foi Deliverance Dane. Descobre algumas ligações com a história da sua família que aludem à existência de um Livro de Feitiços, que se tornam importantes para o seu trabalho da faculdade.
A autora vai-nos presenteando com vários capítulos passados no século XVII, sobre como as bruxas de Salem foram acusadas e julgadas, e porquê. Mostra também como o conceito de bruxaria se foi deturpando ao longo dos tempos, aludindo ao culto do diabo, quando era o culto a Deus, por artes de magia.
Devo confessar que estava à espera de muito mais com este livro. O que o "salvou" foram mesmo os Interlúdios, que estes sim falam das bruxas de Salem, apesar de a autora ter uma forma de escrever simples.
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