Segredo dos Livros - Sugestões e Críticas Literárias

Participe no passatempo e habilite-se a ganhar um dos três exemplares do livro "À Mesa Com o Lobo" . Para mais informações clique aqui

O Mar em Casablanca
Quinta, 24 Setembro 2009 22:37

Autor: Francisco José Viegas
Páginas: 240
Editor: Porto Editora
Colecção: MARCA D'ÁGUA

O novo romance de Francisco José Viegas, vencedor do Grande Prémio de Romance e Novela da APE, 2005, com a obra Longe de Manaus.

Leia aqui o primeiro capítulo

O que une um cadáver encontrado nos bosques que rodeiam o belo Palace do Vidago e um homicídio no cenário deslumbrante do Douro? O que une ambos os crimes às recordações tumultuosas dos acontecimentos de Maio de 1977 em Angola? Jaime Ramos, o detective dos anteriores romances de Francisco José Viegas, regressa para uma nova investigação onde reencontra a sua própria biografia, as recordações do seu passado na guerra colonial - e uma personagem que o persegue como uma sombra, um português repartido por todos os continentes e cuja identidade se mistura com o da memória portuguesa do último século.
O Mar em Casablanca devolve-nos a personagem principal dos anteriores romances do autor, o inspector Jaime Ramos, da Polícia Judiciária do Porto, numa história sobre vingança, sobre o tempo que regressa para se vingar e sobre os portugueses que viajam pelo mundo em segredo para se esconderem de si próprios.
História de uma melancolia e de uma perdição, O Mar em Casablanca retoma o modelo das histórias policiais para nos inquietar com uma das personagens mais emblemáticas do romance português de hoje.

O Autor:
Francisco José Viegas nasceu em 1962. Foi professor universitário e jornalista, tendo sido director da revista Grande Reportagem e da Casa Fernando Pessoa. Actualmente é director editorial da Quetzal e director da revista Ler, colaborador de vários jornais e revistas (nomeadamente Correio da Manhã, A Bola, Volta ao Mundo). Foi responsável por programas na rádio (Antena 1) e televisão (Livro Aberto, Escrita em Dia, Ler para Crer, Primeira Página, Avenida Brasil, Prazeres e Um Café no Majestic).
Da sua obra destacam-se livros de poesia (Metade da Vida, O Puro e o Impuro e o mais recente, Se Me Comovesse o Amor) e os romances Regresso por um Rio, Morte no Estádio, As Duas Águas do Mar, Um Céu Demasiado Azul, Um Crime na Exposição, Um Crime Capital, Lourenço Marques, e Longe de Manaus, com o qual obteve o Grande Prémio de Romance e Novela, de 2005, da Associação
Portuguesa de Escritores.
Os seus livros estão publicados na Itália, Alemanha, Brasil, França e República Checa.
Comentários
Apenas utilizadores registados podem comentar os livros!
Catia Silva   |23:45:18 21-10-2009
No inicio do livro, confesso que tive uma certa dificuldade em entrar dentro do enredo e na forma como o escritor escreve. Mas quando a historia começou a ser narrada sobre Angola no período depois do 25 de Abril... mais precisamente no dia 18 de Julho de 1975!!! eu fiquei completamente viciada na história, e queria ler mais e saber mais sobre aquele período. Isto pelo facto de eu ter nascido em Nova Lisboa, Huambo (cidade que também aparece no livro) no dia 17 de Julho de 1975.
Tenho pena de só depois de concluir a sua leitura descobrir que este livro é uma sequência de outros livros, onde o detective José Ramos já aparecia.

Eu penso que o escritor quer fazer passar a imagem durante todo o livro que nem tudo o que parece é!!!… pois faz por duas vezes referência ao filme Casablanca… onde nos explica que o final do filme não foi filmado de uma só vez, mas filmagens dos vários intervenientes em separado e depois feita a respectiva montagem. E assim acontece com o resto do livro, onde as pessoas que pensávamos que estavam mortas não estão e que aqueles que tu pensas que são os teus pais, na realidade não são. E essa ideia pode ser transcrita também para a nossa realidade, onde muitas vezes lidamos com falsidades.
João Teixeira   |16:48:02 18-11-2009
Tinha grande curiosidade em ler um livro de José Viegas. Para isso, muito contribui o facto de ele me parecer uma figura bastante simpática e culta. Esta foi a primeira oportunidade que tive de ler um dos seus livros - que eu já sabia que andavam à volta de um inspector da polícia portuguesa. Infelizmente, não sei se por as minhas expectativas serem elevadas (o que é estranho, porque as minhas expectativas raramente são elevadas), este livro acabou por me decepcionar um pouco. Terei sido eu que não lhe dediquei a atenção que merecia? A verdade é que tive uma grande dificuldade em acompanhar a história que, não sendo muito clara logo desde o início, mais confusa foi ficando à medida que nela avançava. Acho que foi isto mesmo que me decepcionou no livro (a intriga parece um novelo desnecessariamente enrodilhado, que em nada abona a favor da compreensão do leitor).
No entanto, nem tudo é mau neste livro. Gostei especialmente da verosimilhança da persongem principal, o inspector Ramos. É-nos aqui apresentado um homem de meia idade, já muito longe dos tempos do vigor da juventude. Os crimes que lhe cabem investigar não são os crimes que estamos habituados a ver retratados na literatura policial mais corrente, pelo que me leva a afirmar que este livro não se deve, de todo, incluir nessa categoria. Mas, acima de tudo, o que considero mais interessante neste livro, é uma visão actualizadíssima da socidade portuguesa, nomeadamente no que se refere à relação sociológica, política, cultural, etc., com as ex-colónias em África.
Em conclusão, gostei de conhecer este autor português. Para ser sincero, não fiquei com vontade de ler os seus restantes livros, mas isso também não significa que, caso surja a oportunidade, não o faça no futuro, até porque me parece que Francisco José Viegas tem muito mais a dar.
Lígia Teixeira  - Gosto de FJV, gosto do Inspector Jaime Ramos...   |16:42:18 11-12-2009
Acabando de ler esta obra e olhando para o livro, ocorrem-me imediatamente duas coisas: Gosto mesmo, mesmo de ler Francisco José Viegas e gosto mesmo destas novas edições de capa dura da Porto Editora. Posto isto, foi muito bom rever o inspector Jaime Ramos, ao qual fui apresentada e com o qual fiquei surpreendida em "Longe de Manaus".

Mais uma vez, deparei com uma escrita excelente, com um policial diferente e original e com uma viagem melancólica e nostálgica ao passado e à nossa história e relação com as ex-colónias.

A história começa de mansinho, desenrolando-se com mestria, enquanto Jaime Ramos tenta resolver dois homicídios, lidando igualmente com a sua história pessoal.

Trata-se de um policial contracorrente... Nada de acção frenética, sangue, mortes a rodos ou criminosos dignos do mais recente êxito de Hollywood. É um policial realista e mais intimista, com uma trama intrincada e muito ligada à nossa realidade. Eu gostei muito mesmo!
Angelina Rosa Nogueira Santos Violante   |22:28:40 18-02-2010
Confesso que foi um pouco difícil de ler, pois partes há das quais nada sei, como da guerra em Angola.
Mas é um livro muito bem conseguido com uma trama que não é fácil de deslindar, com muitas coisas escondidas, das quais só temos notícia no fim do livro, o que nos leva a ler até ao fim, para saber o que se passou.
Um bom policial.

3.26 Copyright (C) 2008 Compojoom.com / Copyright (C) 2007 Alain Georgette / Copyright (C) 2006 Frantisek Hliva. All rights reserved."

 

Login



Não se esqueça que quando realizar o registo no site, irá receber um e-mail com um link para confirmar a sua conta. Após a activação da conta poderá iniciar sessão no site.

Newsletter

Se não está inscrito no nosso site, subscreva a nossa newsletter e receba na sua caixa de correio as novidades do site,





Siga-nos...

Agora pode seguir o Segredo dos Livros no Twitter e no Facebook.

 

Os Vencedores

Os nossos Passatempos têm o prestimoso contributo das Editoras que colaboram connosco.

Para ver os resultados dos passatempos mais recentes  clique aqui.

Últimas do Fórum

Re:"Sangue Furtivo" de Charlaine Harris
vibarao 12.3.2010 20:29
Re:Livros disponíveis para troca/venda
Pequena Cerella 12.3.2010 20:11
Re:O Rapaz Que Falava Com o Diabo
Carla.s 12.3.2010 19:23
Re:Se Houver um Paraíso
Carla.s 12.3.2010 19:22
Re:Energia Positiva
Carla.s 12.3.2010 19:21
Ler Mais...

Uma pequena palavra...

“Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte.

” Carlos Ruiz Zafón em “A sombra do vento”