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| O Medo do Homem Sábio – parte 1 |
| Sexta, 21 Outubro 2011 15:48 | |||
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Autor: Patrick Rothfuss “Chamo-me Kvothe. Resgatei princesas dos túmulos de reis adormecidos, incendiei Trebon. Passei a noite com Felurian e parti com a sanidade e com a vida. Fui expulso da Universidade na idade em que a maioria dos alunos é admitida. Percorri caminhos ao luar que outros receiam nomear durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e compus canções que fazem chorar os trovadores. É possível que me conheçam.” Em O Medo do Homem Sábio, dia dois das Crónicas do Regicida, uma rivalidade crescente com um membro da nobreza força Kvothe a deixar a Universidade e a procurar a fortuna longe. À deriva, sem um tostão e sozinho, viaja par Vintas, onde, rapidamente, se vê enredado nas intrigas políticas da corte. Enquanto tenta cair nas boas graças de um poderoso nobre, Kvothe descobre uma tentativa de assassínio, entra em confronto com um Arcanista rival e lidera um grupo de mercenários, nas terras selvagens, para tentar descobrir quem ou o quê está a eliminar os viajantes na estrada do Rei. É bastante consensual que Patrick Rothfuss escreve grandes livros, grandes em imaginação, grandes em qualidade e grandes em tamanho. O primeiro livro, O Nome do Vento, tinha na edição original mais de 700 páginas e, na edição Portuguesa mais de 900. O novo livro, o muito aguardado O Medo do Homem Sábio, tem na edição original mais de 1000 páginas, o que se iria traduzir num volume com mais de 1400 páginas na edição Portuguesa. Por forma a termos uma obra acessível, quer em preço, quer em volume, a editora decidiu dividir O Medo do Homem Sábio em duas partes, a primeira publicada em Setembro e a segunda a ser publicada em Novembro de 2011. Consulte o 1º volume da saga no Segredo dos Livros: Autor:
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Comentários
Neste segundo dia, e correspondente segundo volume, revela-se a maturação da saga e a continuação das aventuras, bem como outras novas desencadeadas pelos acontecimentos. Ou seja, pode não ser tão entusiasmante e com um ritmo tão rápido como "O Nome do Vento", mas tem toda a acção necessária para nos mantermos agarrados aos livros.
Para além das personagens que já conhecíamos do livro anterior, foram adicionadas novas, e muitos dos mistérios que desconhecemos, mantém-se... Talvez os consiga desvendar na próxima parte :)
Normalmente, sou contra a divisão de um livro em dois, mas este teria cerca de 1400 páginas, o que impossibilitava ainda mais o seu transporte, bem como o manuseamento.
Faço o convite a todos os que leram "O Nome do Vento" ou a quem o tem e ainda não teve coragem de pegar num livro com cerca de 1000 páginas... Vale a pena o esforço!
A minha avaliação: *****
Este livro não está repleto de grandes acontecimentos na vida do nosso protagonista. Na verdade, é bastante simples e mostra-nos o seu dia-a-dia. Óbvio que algumas peripécias se sucedem, mas, na verdade, não são nada mais simples que arrufos entre jovens que não se suportam, ou de qualquer acontecimento que pudesse ocorrer a jovens daquela idade. Apesar disto, acho que este livro está muito bem conseguido mesmo assim, pois ajuda-nos a conhecer melhor as personagens, a aprofundá-las, a torná-las mais próximas de nós.
Uma das coisas de que mais gostei neste livro, é a forma subtil como vemos a inteligência de Kvothe em acção. Adorei ver todos seus planos e conspirações a serem preparados e colocados em acção. Vê-lo a crescer como pessoa, percebendo que, às vezes, aquilo que esperamos não é aquilo que obtemos e conseguindo lidar com a situação, tirando o maior partido dela, também é gratificante. Outra coisa de que também gostei, é a maneira como o autor nos mostra que determinados acontecimentos sofridos por uma personagem são aumentados, só porque foi aquela personagem que os sofreu. Temos pelo menos um exemplo bastante claro disso ao longo do livro e foi algo que me cativou. Ver que algo completamente simples, banal e aborrecido pode ser contado como uma canção de heróis, só porque foi praticada por Kvothe - O Sem Sangue. Faz-nos pensar se tudo aquilo que já ouvimos, será verdadeiramente real ou apenas exageros da realidade. O livro termina com o início de mais um dos grandes feitos que se contam sobre Kvothe. Estou extremamente curiosa para saber se realmente será algo digno de nota, ou se será um acontecimento muito simples.
A escrita de Rothfuss continua deveras apelativa. Quando no sentamos a ler o livro, não damos pelo passar do tempo e as páginas vão-se seguindo umas às outras, sem que nos apercebamos. O conjunto de personagens que Rothfuss criou também ajuda a que a leitura nos prenda. Isto porque temos umas que odiamos, outras que nos despertam o interesse, algumas com as quais simpatizamos e ainda outras pelas quais não podemos deixar de sentir pena. O conjunto de personagens observadas reflecte o tipo de pessoas que acabamos por encontrar no nosso dia-a-dia, o que na minha opinião faz com que fiquemos ainda mais agarrados à história, pois sentimo-nos integrados.
Sem sombra de dúvida, um livro a não perder para quem já gostou de "O Nome do Vento".
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