O Navio do Ópio

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Autor: Fernando Sobral
Edição: 2007
Páginas: 242
Editor: Oficina do Livro
ISBN: 9789895552559

 

 

 

Uma estranha plantação em Porto Santo esconde uma intriga política e uma paixão proibida que mudam o sentido da vida e do amor.
Numa missão secreta e perigosa, Américo Pereira chega à Madeira em 1817 para implementar uma plantação de ópio. A sua viagem e estadia na ilha fazem parte de uma estratégia arriscada de um dos mais poderosos homens de Macau, Miguel de Arriaga, que pretende tornar o longínquo território não apenas um porto de escoamento de ópio inglês para a China, mas também um produtor autónomo. Porto Santo tem as condições ideias para a plantação. Mas na Madeira vê-se no meio de múltiplas conspirações.

Procura aliados e reconhece-os entre os que sonham com a independência do Brasil. Descobre inimigos no seio da poderosa elite britânica que domina a ilha. E encontra novamente o amor nos braços de uma inglesa, apesar das saudades da mulher que deixou em Macau. Tudo se complica quando chega a altura de enviar o ópio para Macau num navio que poderá mudar as regras comerciais e políticas do território macaense.

Excerto da obra
“Sorriu ao contar-lhe como o seu corpo frágil o tinha conquistado. Usava sempre umas calças brancas e um vestido vermelho estampado com múltiplas flores de jasmim que se entrelaçavam. Dizia-se que era uma implacável negociadora. Quando, um dia, ela o convidara para ir a sua casa, junto ao porto de Macau, ele perguntara-lhe que negócio lhe queria propor. O seu olhar fulminara-o ao dizer: «Ao contrário dos europeus, quando trago alguém a minha casa, não é para negociar. É para jogar. Ou para amar.»"

Gostei imenso deste livro por muitas frases que contém e que nos fazem pensar. Acho-o um livro interessante e que recomendo a todos, na certeza de que passarão uns bons momentos com ele.

Críticas de imprensa

 “É um livro interessante, de leitura agradável e com um bom enquadramento histórico. Tem a vantagem de não pretender clarificar ou desvendar qualquer enigma ou segredo histórico, como agora é moda...”
Luís Robalo de Campos

Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2007-12-30 19:01
Parece-me um livro interessante. Se não tivesse já tantos livros a serem lidos ou em fila de espera, esse seria um dos próximos. Mas fica debaixo de olho.
 

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"Quem escreve lembra-me o afogado que desesperado esbraceja para vir à tona. O escritor é isso que faz. Dentro de si, por uma razão qualquer, escasseia o ar. Então, ofegante, arruma o pensamento de acordo com o que as palavras lhe permitem, e assim respira e alivia a sua angústia."
Nuno Lobo Antunes