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| O Oito |
| Quarta, 24 Março 2010 16:54 | |||
![]() Autora: Katherine Neville Reimpressão: Abr/2010 Páginas: 632 Formato: 152 x 235 mm Editor: Porto Editora Conta a lenda que os Mouros ofereceram a Carlos Magno um tabuleiro de xadrez que continha a chave para dominar o mundo. Sul de França, 1790. No auge da Revolução Francesa, o lendário tabuleiro de xadrez de Carlos Magno, oculto há mais de um milénio nas profundezas da Abadia de Montglane, corre o risco de ser descoberto. As suas peças encerram um intrincado enigma e quem o decifrar terá acesso a uma antiga fórmula alquímica que lhe concederá um poder ilimitado. Para mantê-las fora do alcance de mãos erradas, as noviças Mireille e Valentine deverão espalhá-las pelos quatro cantos do mundo. Dois séculos depois, Catherine Velis, uma jovem perita informática, é enviada para a Argélia com o objectivo de desenvolver um software para a OPEP. Nas vésperas da sua partida de Nova Iorque, um negociante de antiguidades faz-lhe uma proposta misteriosa: reunir as peças de um antigo xadrez. Cat vê-se assim envolvida na busca do lendário jogo de xadrez e torna-se numa das peças desta partida milenar, jogada ao longo dos séculos por reis e artistas, políticos e matemáticos, músicos e filósofos, libertinos e o próprio clero. Quem está de que lado? De quem será o próximo lance? Passado e presente entrecruzam-se magistralmente neste thriller excepcional de uma autora de culto em todo o mundo, considerada a grande precursora dos romances de Dan Brown. Autora: Katherine Neville nasceu em St. Louis, Estados Unidos, em Abril de 1945. Especialista em Administração e Gestão de Empresas, foi vice-presidente do Bank of America e consultora para a implementação de sistemas informáticos em organizações da área financeira e das energias, como a IBM e a OPEP. Viveu em seis países e em três continentes, e em metade dos estados dos EUA. Dessa vasta experiência nasceu O Oito (1988), que se tornou rapidamente num dos maiores bestsellers mundiais. Vinte anos depois publicou a sua continuação, O Fogo, que a Porto Editora traduzirá em breve (lançamento previsto para Setembro/2010).
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| Actualizado em Sexta, 07 Maio 2010 11:58 |
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Comentários
A autora presenteia-nos com personalidades como Newton ou Bäch, ao mesmo tempo que nos demonstra tradições e crenças dos mais variados locais, tendo maior destaque a cultura e os antepassados árabes.
Este livro fala principalmente da busca de uma fórmula ou segredo que o Xadrez de Montglane guarda, mas os obstáculos principais são a distribuição das peças por todo o mundo e a procura hostil deste conjunto de objectos.
A temática do elixir da vida e da Pedra Filosofal não é original, nem única, mas a forma como a escritora a aborda e a desenvolve é que marca a diferença. A abordagem é feita através do jogo de xadrez, presente em todos os capítulos, de equipas branca e preta humanas num tabuleiro real (quando lerem percebem) e do paralelismo entre o passado e o presente, que no final se acabam por cruzar surpreendenteme nte.
Gostei bastante dos títulos dos capítulos (que por sua vez são demasiado extensos), das citações e excertos de obras relativas ao jogo em questão, e dos poucos esquemas que surgem já na etapa final.
Um dos poucos pontos negativos que tenho a apontar, é referente ao papel dos tradutores neste exemplar. Devido à elevada carga cultural que este livro acarreta, as referência que já falei anteriormente poderiam ter sido esclarecidas em rodapé pelos tradutores. A ausência destes fazem com que pessoas com menos cultura ou conhecimento histórico, como eu, perca tempo em procurar e esclarecer estas dúvidas, quebrando o ritmo de leitura, o que neste caso é mau, pois o livro é bastante dinâmico e cheio de acção, já para não falar dos diálogos complexos e cheios de segundos sentidos.
Por último, apesar do final ser feliz, acho que poderia ter sido deixado mais em aberto, mas não haver um corte tão grande no mistério e nos segredos descritos e presentes em todas as 630 páginas.
Por volta de 1790, uma freira, Mireille, foi incumbida pela sua abadessa de espalhar algumas peças do lendário xadrez de Carlos Magno há muito escondido, para evitar que caísse em mãos erradas, o que leva Mireille à Argélia, país onde o tabuleiro tinha sido feito, para tentar saber que poder poderá ter o xadrez, isto em plena Revolução Francesa.
Por volta de 1970, Catherine Velis, perita em informática, não obedecendo aos patrões, por não concordar com uma tarefa, é enviada para a Argélia, a fim de desenvolver um sistema informático para a OPEP. E é assim que se vê no meio de uma corrida, por vezes quase fatal, tentando juntar as peças do xadrez, mais uma vez para não caírem nas mãos erradas.
A autora, e é preciso que se saiba que este livro foi escrito há mais de vinte anos, consegue contar-nos duas histórias soberbas, plenas de acção, em que os passos de Catherine são mais uma jogada, no tabuleiro que é a vida real.
Gostei muito de ler este livrão, até porque tem uma boa dose de histórico e romance também. O que fez com que eu não diga adorei, foi mesmo o porquê de o xadrez ser tão temido. Essa premissa enerva-me, não gosto, e quem já leu decerto que percebe o que digo...
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