O Oito

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Autora: Katherine Neville
Reimpressão: Abr/2010
Páginas: 632
Formato: 152 x 235 mm
Editor: Porto Editora

Conta a lenda que os Mouros ofereceram a Carlos Magno um tabuleiro de xadrez que continha a chave para dominar o mundo.

Sul de França, 1790. No auge da Revolução Francesa, o lendário tabuleiro de xadrez de Carlos Magno, oculto há mais de um milénio nas profundezas da Abadia de Montglane, corre o risco de ser descoberto. As suas peças encerram um intrincado enigma e quem o decifrar terá acesso a uma antiga fórmula alquímica que lhe concederá um poder ilimitado. Para mantê-las fora do alcance de mãos erradas, as noviças Mireille e Valentine deverão espalhá-las pelos quatro cantos do mundo.
Dois séculos depois, Catherine Velis, uma jovem perita informática, é enviada para a Argélia com o objectivo de desenvolver um software para a OPEP. Nas vésperas da sua partida de Nova Iorque, um negociante de antiguidades faz-lhe uma proposta misteriosa: reunir as peças de um antigo xadrez. Cat vê-se assim envolvida na busca do lendário jogo de xadrez e torna-se numa das peças desta partida milenar, jogada ao longo dos séculos por reis e artistas, políticos e matemáticos, músicos e filósofos, libertinos e o próprio clero. Quem está de que lado? De quem será o próximo lance?
Passado e presente entrecruzam-se magistralmente neste thriller excepcional de uma autora de culto em todo o mundo, considerada a grande precursora dos romances de Dan Brown.

Autora:
Katherine Neville nasceu em St. Louis, Estados Unidos, em Abril de 1945. Especialista em Administração e Gestão de Empresas, foi vice-presidente do Bank of America e consultora para a implementação de sistemas informáticos em organizações da área financeira e das energias, como a IBM e a OPEP. Viveu em seis países e em três continentes, e em metade dos estados dos EUA. Dessa vasta experiência nasceu O Oito (1988), que se tornou rapidamente num dos maiores bestsellers mundiais. Vinte anos depois publicou a sua continuação, O Fogo, que a Porto Editora traduzirá em breve (lançamento previsto para Setembro/2010).

Comentários  

 
+1 #4 Inês Santos 2011-01-29 15:57
Com uma linguagem eloquente e uma história rica em citações e referências literárias (como O Monte dos Vendavais), figuras públicas (como Josephine Baker) e Mitologia (como Édipo), Katherine Neville apresenta-nos uma obra extensa de mistério, misticismo e acção.
A autora presenteia-nos com personalidades como Newton ou Bäch, ao mesmo tempo que nos demonstra tradições e crenças dos mais variados locais, tendo maior destaque a cultura e os antepassados árabes.
Este livro fala principalmente da busca de uma fórmula ou segredo que o Xadrez de Montglane guarda, mas os obstáculos principais são a distribuição das peças por todo o mundo e a procura hostil deste conjunto de objectos.
A temática do elixir da vida e da Pedra Filosofal não é original, nem única, mas a forma como a escritora a aborda e a desenvolve é que marca a diferença. A abordagem é feita através do jogo de xadrez, presente em todos os capítulos, de equipas branca e preta humanas num tabuleiro real (quando lerem percebem) e do paralelismo entre o passado e o presente, que no final se acabam por cruzar surpreendentemente.
Gostei bastante dos títulos dos capítulos (que por sua vez são demasiado extensos), das citações e excertos de obras relativas ao jogo em questão, e dos poucos esquemas que surgem já na etapa final.
Um dos poucos pontos negativos que tenho a apontar, é referente ao papel dos tradutores neste exemplar. Devido à elevada carga cultural que este livro acarreta, as referência que já falei anteriormente poderiam ter sido esclarecidas em rodapé pelos tradutores. A ausência destes fazem com que pessoas com menos cultura ou conhecimento histórico, como eu, perca tempo em procurar e esclarecer estas dúvidas, quebrando o ritmo de leitura, o que neste caso é mau, pois o livro é bastante dinâmico e cheio de acção, já para não falar dos diálogos complexos e cheios de segundos sentidos.
Por último, apesar do final ser feliz, acho que poderia ter sido deixado mais em aberto, mas não haver um corte tão grande no mistério e nos segredos descritos e presentes em todas as 630 páginas.
 
 
#3 Joana Caires 2010-12-06 01:10
O Oito é um livro enorme, com uma grande história que atravessa vários séculos! Tudo começa com um famoso Xadrez oferecido pelos Mouros a Carlos Magno. Reza a lenda que, nas suas peças, está escondida a fórmula para dominar o mundo... O imperador decide então esconder o tabuleiro e as suas peças na Abadia de Montglane. Mas, em 1790, no rebuliço da Revolução Francesa, a abadessa, numa tentativa de proteger o perigoso segredo, decide desenterrar as peças e espalhá-las pelas freiras e noviças que se dispersarão pelo mundo. Entre as noviças, estão Valentine e Mireille que, uma vez em Paris, vão aprender que esta será uma missão dura e difícil. Dois séculos depois, Catherine Vellis, uma jovem informática de sucesso, está de partida para a Argélia, para trabalhar num software para a recém-criada OPEP. Nas vésperas da sua partida, Cat e a sua amiga Lilly, jogadora acérrima de xadrez, assistem a um torneio de xadrez, em que o cabeça de cartaz é Alexander Solarin, um grande mestre. Após esse torneio, tudo se precipita e Cat vê-se envolvida num jogo real que, curiosamente, está entrelaçado com o famoso Xadrez de Montglane. Katherine Neville intercala passado e futuro, numa história viciante. O passado, para mim, foi muito mais cativante. As histórias dentro da história que incluíam personagens tão famosos como Napoleão Bonaparte, Catarina, a Grande, Isaac Newton, Sebastian Bach, Talleyrand, Voltaire, Richelieu e Rosseau eram, indubitavelment e, fascinantes. Os acontecimentos de 1970 foram menos absorventes, em parte, porque duas das personagens de que mais gosto, aparecem menos vezes que gostaria: Solarin e Nim. Além disso, senti-me um pouco perdida, à semelhança de Catherine, pois ela também não percebe o porquê de tantas mortes, enigmas e a sua relação com o Xadrez. Tudo isto é revelado mais à frente no livro. Contudo, é uma obra de 600 páginas que exerce um magnetismo enorme sobre o leitor, que não o quer pousar. Um thriller cheio de reviravoltas e grandes personagens reais ou fictícias! Abre o apetite para a continuação, O Fogo...
 
 
#2 Júlia 2010-10-21 16:36
Este livro conta-nos duas histórias paralelas com um intervalo de 200 anos.
Por volta de 1790, uma freira, Mireille, foi incumbida pela sua abadessa de espalhar algumas peças do lendário xadrez de Carlos Magno há muito escondido, para evitar que caísse em mãos erradas, o que leva Mireille à Argélia, país onde o tabuleiro tinha sido feito, para tentar saber que poder poderá ter o xadrez, isto em plena Revolução Francesa.
Por volta de 1970, Catherine Velis, perita em informática, não obedecendo aos patrões, por não concordar com uma tarefa, é enviada para a Argélia, a fim de desenvolver um sistema informático para a OPEP. E é assim que se vê no meio de uma corrida, por vezes quase fatal, tentando juntar as peças do xadrez, mais uma vez para não caírem nas mãos erradas.
A autora, e é preciso que se saiba que este livro foi escrito há mais de vinte anos, consegue contar-nos duas histórias soberbas, plenas de acção, em que os passos de Catherine são mais uma jogada, no tabuleiro que é a vida real.
Gostei muito de ler este livrão, até porque tem uma boa dose de histórico e romance também. O que fez com que eu não diga adorei, foi mesmo o porquê de o xadrez ser tão temido. Essa premissa enerva-me, não gosto, e quem já leu decerto que percebe o que digo...
 
 
#1 Maria João 2010-04-28 18:13
Terminei este livro no fim de semana, mas precisei de alguns dias para respirar fundo e fazer o meu comentário. É um livro fantástico, muito forte, quer dizer, não sei se a palavra adequada é ser forte. Primeiro, não dá para ler outro livro ao mesmo tempo, o que em mim não é nada normal; depois, quando damos por nós, estamos completamente enrolado na história, não sabemos se estamos no presente, se em 1790. E o final, bem, para não adiantar muito da história, acreditem, não é mesmo nada o que estamos à espera. Neste fim de semana já vou passar na Bertrand para o comprar para mim e o próximo desta autora não me escapa mesmo. Leiam, sem dúvida que não se irão arrepender.
 

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