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O Reino de Nurver
Segunda, 12 Abril 2010 11:58

Autora: Sara Machado
Género: Romance Fantástico
Edição: Jul/2007
Páginas: 208
Formato: 23 x 15 cm
Editora: Papiro Editora

Leia aqui um excerto do livro

Micailis tinha nascido no seio da nobreza. Como príncipe nada lhe faltava. Até ao dia em que o inimigo do pai lhe tirou tudo. Com os seus três irmãos e sua mãe, ele parte em busca de alguém que os ajude a recuperar o que é deles por direito. No meio dessa busca, ele irá também procurar saber quem é de verdade. Uma história sobre a busca das origens, de liberdade e do amor, por entre lutas e traição.

Autora:
Sara Machado nasceu em Abril de 1984 em Santo Tirso, onde vive. Aos 17 anos começou a escrever pela primeira vez durante as aulas, principalmente de Português e História. Frequentou a Faculdade de Letras do Porto, mas não completou a licenciatura. "O Reino de Nurver" demorou cerca de 4 anos a ser escrito. É o seu 1º livro completo e publicado.
Actualizado em Segunda, 14 Junho 2010 22:06
 

Comentários  

 
+1 #4 Angelina Rosa Nogueira Santos Violante 28-07-2010 23:36
Confesso que foi com algumas reticências que comecei a ler este livro, pois pareceu-me que a escritora era demasiado jovem.
No início, a história, com todas aquelas apresentações, pareceu-me um pouco infantil, mas depois, com o começo da narrativa propriamente dita, tudo se tornou muito lindo, adorei. Eu adoro histórias com elfos, fiquei fã desde o Senhor dos Anéis, e a história parece um pequeno conto de fadas.
Adorei e recomendo vivamente.
 
 
+1 #3 Magda Castanheira 17-05-2010 12:37
A obra literária “O Reino de Nurver” deixou-me com saudades de voltar a pegar nos meus livros de história e de reler certos acontecimentos históricos que levaram à criação dos diversos estados (países) que compõem a Europa. A escritora Sara Machado soube escrever uma história envolvente, leve e fascinante! Esta é uma narrativa de fácil leitura, com alguns momentos de suspense, de mistério e umas pitadinhas de romance trivial (mas que valorizam esta história). Mas claro, que também há aspectos em que esta escritora deve procurar aprimorar nos seus próximos livros!
Mas sem mais demora, passarei a fazer um breve retrato da obra propriamente dita:
- todo o contexto da história em si faz-me lembrar as lutas e guerras históricas que foram travadas durante as invasões bárbaras e a idade média (não sei se a própria autora se baseou nos diversos factos históricos para construir esta narrativa; simplesmente ao ler a história fiquei com essa sensação); também é de realçar que em certos aspectos existe uma mistura de “Senhor dos Anéis”, a lenda do Rei Arthur, as “Brumas de Avalon”, a Trilogia dos Elfos (de Jean-Louis Fetjaine), a história de Conan, o Bárbaro (do escritor Robert Ervin Howard – adaptada para o cinema) e de muitas outras fontes;
- a história retrata a luta pela recuperação de um reino, os conflitos entre os diversos membros que compõem uma família, a “sede” pelo poder, as mentiras, as traições, a tragédia e os conflitos gerados pela ganância em torno do poder (cujo objectivo final é o de ser coroado rei e de comandar os destinos de um reino);
- certos mistérios que ficaram por desvendar no início da história começam a ser deslindados aquando do desenvolvimento da própria narrativa: como a origem de Micailis; a descoberta por parte de um pai de que tem um filho; uma mãe que esconde uma verdade sobre a origem de um seu filho durante anos; a descoberta por parte de um filho de que o seu pai foi vítima de traição, etc.;
- a tragédia (faz-me lembrar um pouco da tragédia grega e shakesperiana), o sofrimento, a luta, a sobrevivência, as injustiças e as rivalidades que levam à destruição e desmembramento de uma família; o que traz consequências nefastas para um povo, mas também traz reflexos para os povos dos reinos vizinhos (que se vêem envolvidos numa luta que à partida não devia ser a sua); todas as guerras e lutas têm aspectos benéficos (criação de novos elos de amizade, a solidariedade, o altruísmo, etc.) e maléficos (ex.: morte, destruição, etc.); as lutas pela disputa de um reino; bem patente nesta história também está a relevância do papel da mulher na sociedade;
- a história é composta por diversas personagens cujo carácter é diferenciado. Poderemos diferenciar as diversas personagens de acordo com a sua personalidade: Micailis, Freton, Logótis, Eotinis, Iliah são algumas personagens cujo carácter é “louvável” e dignificante; em contraste as personagens de Argonis, Ceronás, Neoter, Vilocar representam o lado negativo e cujo carácter é pouco ou nada dignificante;
- outra realidade bem patente na história diz respeito ao desenvolvimento da personagem de Tátinas (que por diversas razões não consegue conceber/ gerar um filho), daí que, ao longo da história, esta personagem aja e reaja de maneira impensável, cruel, injusta e muito magoada, pois sofre a dor de ver a traição do marido na forma de um filho (que ela nunca conseguiu ter) concebido por outra mulher;
Muito havia a argumentar em torno da história, mas basicamente são estas algumas das mensagens que a escritora nos deixou e procurou transmitir! Apesar de a história não ser uma história original, a escritora Sara Machado retrata-nos uma história de amores (de diferentes tipologias), paixões, ódios, injustiças e intrigas que compõem o cenário da história e que nos deixam em certas passagens rendidos ao livro e à escrita da autora. Gostei de ler e recomendo a sua leitura (se tivesse de lhe atribuir um valor numérico entre 1 e 10, de certeza que lhe atribuiria o valor intermédio – 5 valores)!
 
 
0 #2 Tanea Lopes Costa 16-05-2010 21:54
Ao longo de todo o livro, fiquei sempre com a ideia de que falta qualquer coisa. A história é engraçada, mas penso que podia ser melhor desenvolvida. Penso que falta enredo no livro, por vezes senti que era apenas uma narrativa de acontecimentos, mas falta sentirmo-nos envolvidos e cativados pela história, pelas personagens.

Sara Machado, como jovem autora, ainda tem um longo caminho pela frente, mas é um sinal muito positivo que comecem a surgir tantos jovens portugueses com obras publicadas.
 
 
+1 #1 Margarida Cruz 06-05-2010 01:09
Quando acabei de ler "O Reino de Nurver", de Sara Machado, estava indecisa quanto ao que sentia relativamente ao livro. Tanto tinha gostado como também tinha achado demasiado banal e fraco comparativament e com outros do género.
Em alguns aspectos, a minha opinião deste livro assemelha-se ao que disse de "Shadow, o Confronto", de Joana Miguel Dias. Considero que também Sara Machado podia ter desenvolvido um pouco mais a história e respectivas personagens, embora não de uma forma tão desesperante como no caso de "Shadow". Sara conseguiu criar uma narrativa fluida e coerente ao longo de todo o livro, mantendo o leitor sistemanticamen te cativado com aquilo que lia.
Mais uma vez na praia do Fantástico, este livro conta-nos a história de Micailis, um jovem princípe que de um momento para o outro tudo perde, mas que, no fim, acaba por reunir e reinar sobre três reinos. A mensagem é, por si, muito boa pois é prova do célebre ditado: "quem tudo quer tudo perde". Quem tudo ambicionava nesta história era Argonis, meio-irmão de Micailis, que de tudo fez para subir ao trono, incluindo matar a própria mãe. Já Micailis, dotado de uma extrema humildade e de um nobre coração, sofre nas mãos da ambição e desejo de poder do irmão, acabando involuntariamen te por reunir tudo aquilo que este último quis.
Não tão focado na parte das criaturas fictícias, "O Reino de Nurver" incide essencialmente sobre a vida da realeza e a ambição que pode advir perante tal estatuto.
Não é um livro inesquecível, nem um livro para guardar religiosamente numa estante para reler. O seu final não lhe confere essa magia, por ser demasiado utópico e cor-de-rosa. Quanto a isto é pena, pois todo o livro leva-nos a prever um grande final e a esperar muito mais do que aquilo que afinal acontece. A história é empolgante e promissora, cativando o leitor desde o início ao fim. É sim um livro para se ler recreativamente em qualquer altura do ano, de modo a que possamos disfrutar calmamente das viagens e aventuras do jovem princípe, tanto no campo da política e da guerra, como também no campo do amor.
É bom para os menos dedicados à literatura fantástica, mas deixa um pouco a desejar aos que já leram diferentes obras do género.
Apesar de tudo, dou os parabéns à Sara, pois as suas potencialidades como escritora nacional são notáveis a cada virar de página.
 

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