O Senhor Cinco Por Cento

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Autor: Ralph Hewins
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 360
Editor: Texto Editora
ISBN: 9789724738444

Publicado originalmente em 1957, esta biografia autorizada tem acesso restrito às memórias íntimas que Calouste Sarkis Gulbenkian escreveu para explicar a origem e evolução do império petrolífero que fez dele o "homem mais rico do mundo" em meados do século XX.

"Eu sei que a verdade nem sempre é apreciada por todos " escreveu "mas isso não me perturbará".

Nas páginas deste livro a sua personalidade enigmática confronta-nos , pois o autor teve a colaboração empenhada do filho do Senhor Cinco Por Cento, Nubar Sarkis Gulbenkian, cuja verdadeira proximidade do pai não foi afectada pelos conflitos superficiais entre ambos. Com uma objectividade simples e desarmante, revela a história daqueles cinco por cento que valeram a Gulbenkian o epíteto pelo qual ficou conhecido – Senhor Cinco Por Cento – e o humor hábil com que analisava os estratagemas e acções dos magnatas do petróleo daquela época.

"Eu sei que a verdade nem sempre é apreciada por todos" escreveu "mas isso não me perturbará". A integridade inabalável subjacente a este comentário ajuda a compreender o invulgar grau de afecto que Gulbenkian inspirava aos sócios mais próximos e ao público, para o qual o seu nome era uma palavra familiar. É certo que Gulbenkian nunca ambicionou a popularidade e nada do que disse foi mais sincero do que o seu célebre comentário: "A coisa mais preciosa que o dinheiro pode comprar é a privacidade".
Nas páginas deste livro a personalidade enigmática de Gulbenkian confronta-nos, pois o autor teve a colaboração empenhada do filho do biografado, Nubar Sarkis Gulbenkian, cuja verdadeira proximidade do pai não foi afectada pelos conflitos superficiais entre ambos.

Eis um breve excerto:

(...) Sendo arménio, Gulbenkian tinha todas as complexidades políticas e geológicas do rico e estratégico distrito fronteiriço do norte da Pérsia na ponta dos dedos. No seu livro, ele tinha referido o lugar importante que os persas, indígenas e emigrantes, tinham na sociedade transcaucasiana. As infiltrações naturais de petróleo do oeste da Pérsia estavam a atrair a atenção dos observadores ocidentais desde antes da década de 1880; em 1872 já o xá tinha concedido direitos de exploração petrolífera ao barão Julius de Reuter. Ele e a Hotz and Company de Bushire tinham perfurado poços, mas sem sucesso. Além do mais, Gulbenkian tinha contactos arménios na corte do xá.
Não pode, por conseguinte, dizer-se que Gulbenkian não conhecia a região. Pelo contrário, devemos presumir que um homem tão minucioso devia ter lido tudo o que havia para ler sobre jazigos de petróleo persas e interrogado pessoas que tinham um conhecmento especial. Ele escreve: "Entre 1895 e 1900 a concessão que mais tarde passou para a Anglo-Persian Oil Company foi um estorvo no mercado. (...)

Comentários  

 
#2 Fátima Rodrigues 2010-04-06 21:48
Cativou-me muito. Gostei do contexto histórico, dos pormenores da realidade política e social da época, de como este senhor se tornou grande como o conhecemos, mas de onde veio e como cá chegou. Penso que é um excelente livro para quem goste de saber mais sobre esta época, sobre os meandros da ascensão ao poder económico pelo petróleo e de como tudo caminhou até ao que é hoje.
 
 
#1 Paulo Alexandre Alves 2009-11-02 22:05
Um texto demasiado técnico, hermético, que tornou a leitura muito pouco interessante e, por isso, não o terminei.
 

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