O Senhor da Guerra dos Céus

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Autor: Michael Moorcock
Formato: 16 x 23 cm
Páginas: 192
Editora: Saída de Emergencia

Esta é a vida fabulosa e inacreditável do capitão Oswald Bastable. Militar inglês do início do século XX, Bastable vê-se atirado para um futuro em que os dirigíveis das Grandes Potências dominam um mundo pacificado pelo Império Britânico e  governado pelo rei Eduardo VIII.
No entanto, nem todos os cidadãos do Império apoiam a nova ordem mundial de paz e prosperidade. Ameaçado por uma conspiração internacional anarquista, o capitão Bastable será forçado a questionar os seus ideais para poder defender a Pax Brittanica.
Mas viajar para um futuro estranho e desconhecido não é a sua única surpresa. Bastable descobre, para seu horror, que se tornou um nómada das correntes do tempo, eternamente condenado a viajar pelos caminhos sem nome do caótico multiverso. Guiado pela crononauta Una Persson, o capitão Bastable terá que confrontar uma miríade de futuros alternativos antes de aceitar, por fim, o seu destino.

Autor:
Michael Moorcock é autor de quase 100 livros. Vencedor de variadíssimos prémios literários, cronista regular do The Daily Telegraph, The Guardian e The Observer, crítico respeitado e músico de rock inspirado. Como editor da controversa revista New Worlds, deu voz a autores que mais tarde receberam prémios tão prestigiados como o Booker Prize.
Senhor de uma prosa poderosa e uma imaginação corrosiva, Moorcock é o mais importante sucessor dos grandes mestres do fantástico e, actualmente, a maior influência dentro do género. Nascido em Londres em 1939, divide o seu tempo entre os EUA e a Europa.

Comentários  

 
#1 Sebastião Barata 2009-11-09 10:08
Para situar a história, começo por dizer que este livro foi publicado, pela primeira vez, em 1971 e conta as aventuras do Capitão Bastable que foi transportado, não sabe como, do ano de 1902 para o ano de 1973. O mundo que encontrou não corresponde, em muitos aspectos, ao mundo que existia em 1973: não tinham existido as duas guerras mundiais, não havia aviões, a maior parte dos países da Europa, incluindo a Rússia, continuava a ser monarquias e a dominar grandes impérios coloniais. A economia não estava dependente do petróleo: os automóveis e comboios eram eléctricos ou movidos a vapor. As grandes viagens intercontinenta is eram feitas em dirigíveis gigantescos, movidos a diesel ou vapor, que haviam tornado os paquetes obsoletos. Parecia o mundo perfeito, uma saborosa utopia. Mas seria mesmo assim? Ao que parece, os indígenas dos diversos territórios ultramarinos sentiam-se explorados e estava iminente um cataclismo que poderia alterar radicalmente o curso da história.
É então que o capitão Bastable se vê, nova e inexplicavelmen te, transportado para a sua época, mas, ao que parece, o mundo que encontrou não é igual ao que havia deixado.
Um livro de fantasia, que prende o leitor da primeira à última página e põe a nossa imaginação a trabalhar. É um género que muito aprecio e recomendo.
Uma última observação: Será que este livro tem continuação? É que o último parágrafo da sinopse não tem concretização no livro. Una Persson aparece como uma personagem secundária, mas misteriosa, sobre a qual tudo fica em aberto. Bastable desaparece novamente em 1903. Será que viajou para um novo futuro alternativo?
 

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