O Signo da Ira

Autor: Orlando da Costa
Género: Romance
Edição: Nov/2019
Páginas: 352
ISBN: 9789722130196
Editora: Caminho

 

 

«Quando chegam as monções de nordeste, diz-se que chegaram os terrais. Mal sentem esse cheiro a terra que todos os anos desce dos contrafortes dos Gates e percorre o mesmo caminho dos rios e das pequenas cordilheiras até chegar às planícies mais baixas, os búfalos sabem que novamente a terra os espera.»

«Há acima de tudo, claro, em Orlando da Costa e O Signo da Ira, o prazer de contar uma história: um cruzamento entre humanos com distintas angústias e caminhos, e a energia que daí resulta. A família, os casamentos, as dificuldades de entendimento de culturas diferentes e os atalhos rápidos que as paixões conseguem abrir entre dois mundos que momentos antes pareciam inconciliáveis.»
Gonçalo M. Tavares

Autor – Orlando da Costa

Autor:

Orlando da Costa é um poeta, ficcionista e autor dramático português nascido em 1929, em Lourenço Marques (hoje Maputo), em Moçambique, e falecido a 27 de janeiro de 2006, em Lisboa, tendo vivido a infância e a adolescência na antiga Índia Portuguesa. Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras de Lisboa e exerceu a profissão de técnico de publicidade. Iniciou a sua carreira literária com a publicação de obras de poesia situadas no contexto de uma segunda geração neo-realista, afirmada nos anos 50, sendo os seus primeiros três livros de poesia, A Estrada e a Voz (1951), Os Olhos sem Fronteira (1953) e Sete Odes do Canto Comum (1955), todos editados pela coleção “Cancioneiro Geral”. Nessas coletâneas, dá continuidade a uma poesia empenhada, de exortação fraterna e de esperança, evocando os “homens que a estrada juntou” e “que a estrada batizou” (Batismo), caminhando para um “horizonte (que) será de espigas” (“Vertente”). Afirmou-se, na década seguinte, no domínio da ficção com O Signo da Ira (1961) e Podem Chamar-me Eurídice (1964), romances de intenção social que seriam proibidos pela censura, sendo, ao primeiro romance, só levantada a sua proibição após ter recebido o Prémio Ricardo Malheiros, em 1962. As mesmas dificuldades seriam levantadas a Podem Chamar-me Eurídice, apenas amplamente difundido em 1974.

0 comentários
0 likes
Anterior: O Alfabeto Nojento ou as aventuras de um rapaz que gosta de fazer asneirasSeguinte: Doces do Ofício

Comentar

Siga-nos no Facebook
Facebook Pagelike Widget
Últimos Livros Comentados
Tópicos recentes