O Suave e o Negro

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Autor: Manuel Monteiro
Edição: Out72012
Páginas: 120
ISBN: 9789895549429
Editora: QuidNovi

 


Alexandre meteu-se na política porque acreditava que podia mudar o mundo e salvar todos os infelizes que se cruzavam com ele. Inconscientemente foi isso que tentou fazer com José, um músico incompreendido por todos e desequilibrado que viria a transformar-se na sua sombra. E Alexandre deixou-se manipular e passou a viver uma vida que não era a sua, preso a uma amizade doentia ancorada nas dívidas e amparada por um misto de culpa e compaixão. Uma amizade pode ser destrutiva a ponto de se transformar num vício? Pode.

Autor:

Manuel Monteiro nasceu em Lisboa em 1978. Trocou os números pelas letras, quando, depois de se licenciar em Economia, tirou uma pós-graduação em Jornalismo (ISCTE) e um curso de Revisão de Textos, na Universidade Católica.
Trabalhou como revisor literário da Editora Objectiva, da Planeta Editora, da Pergaminho, da Dinalivro, da Pedra da Lua, entre outras, durante oito anos, actividade que continua a exercer.
Foi colaborador do Ciberdúvidas. Exerce também a actividade de jornalista, sendo diretor da revista Portela Magazine e tendo já escrito para a Sábado, Os Meus Livros, O Independente, A Capital. Como autor, tem obra publicada na área da ficção (no ano de 2012, O Suave e o Negro pela Quidnovi), do conto e da poesia. Venceu alguns concursos literários, dois quais se destacam o Novos Talentos FNAC Literatura 2012.

Comentários  

 
#2 Vanessa Montês 2013-03-03 22:13
É muito invulgar para mim começar a leitura de livros deste género, mas havia algo na sinopse, e até mesmo na capa, de tal forma estranhos que captaram a minha atenção! Devo dizer que foi um livro que me custou a entrar e, no início, li-o um pouco como que por obrigação, mas acabei por adorar aquilo que estava a ler e não conseguir parar de o fazer!

Começa por se demonstrar como um livro onde nos será apresentado o grande objectivo de vida de Alexandre... a política! Alexandre descobre que, mesmo sem querer, tem jeito para a política, é algo intrínseco, algo que nasceu com ele e que ele decide seguir! Mas a verdade é que este livro não é propriamente sobre esse tema...

O verdadeiro tema é a amizade, algo estranha, entre José e Alexandre. José sempre foi amigo de Alexandre, gostavam de estar juntos, tinham assuntos que discutiam e, embora nunca chegassem a um acordo, acabaram por criar laços de grande amizade entre ambos. Mas a verdadeira natureza de ambos é muito mais diferente do que estes esperariam. José acaba por se demonstrar um aproveitador da pior espécie, que começa a contactar Alexandre apenas quando precisa de favores, normalmente favores financeiros. E a coisa piora quando este lhe diz "eu hei-de pagar-te, estou a juntar dinheiro para pagar", mas Alexandre acaba por não ver o rasto das centenas que lhe empresta! E quando mais precisa da ajuda do seu amigo, nem sinal deste!

Este não é um livro para qualquer um. Não pela história em si, mas pela escrita. Achei um pouco difícil entrar no ritmo da escrita, mas quando entrei comecei a achar que era esta que dava ao livro aquele "quê" de especial. A história é directa e o tom irónico com que por vezes é contada, torna-a leve e interessante. É praticamente um livro sobre um rapaz com grandes sonhos, mas demasiado inocente para o seu próprio bem que, levado por um instinto de amizade, empresta imenso dinheiro ao "suposto" amigo, mas nunca mais o vê de volta.

Aconselho, embora acredite que haja pessoas que fiquem um pouco desiludidas com este livro, devido à linguagem usada.
 
 
#1 Joana Cardoso 2013-01-14 00:11
Posso dizer que este livro se mostrou completamente diferente daquilo que estava à espera. Não que isso seja mau, simplesmente foi algo que, de certo modo, me surpreendeu pela positiva, mas, por outro lado, me desagradou.

É um livro muito conciso que vai directamente de encontro àquilo que pretende. Gostei do tema abordado, da maneira directa e sem rodeios que o autor utiliza para mostrar a amizade doentia entre o protagonista e o seu melhor amigo. Tenho quase a certeza de que cada um de nós se consegue ver num ou noutro pormenor desta relação, em que apenas nos magoamos, mas da qual não conseguimos abrir mão.

A única coisa que me desgostou no livro foi o vocabulário do autor. Apesar de ser directo e conciso, usa muitas vezes palavras e construções frásicas elaboradas e difíceis. Principalmente no início. Acho que não havia necessidade e, se o autor se tivesse mantido num registo mais "normal", quem está a ler o livro ir-se-ia sentir mais envolvido, não só por a leitura ser mais fluída, mas também porque acho que uma linguagem mais crua poderia ser uma melhor representação desta amizade doentia.

Um livro interessante de ler, pela maneira como retrata aquilo que tantas vezes sabemos ser verdade, mas que não conseguimos evitar.
 

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